CHAPTER 85: TIME OF DEATH PART I

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Scott (On)

A delegacia estava quase vazia naquela noite, o silêncio preenchido apenas pelo som distante do telefone da recepção e o leve tilintar de teclas sendo pressionadas por alguns polícias em suas mesas. Eu estava encostado na parede próxima à porta da sala do Xerife Stilinski, observando meu pai, enquanto ele conversava com o xerife.

Quando a conversa terminou, meu pai saiu da sala com passos pesados e uma expressão de cansaço em seu rosto. Ele me olhou e sorriu de leve, quebrando um pouco da tensão no ar.

DELEGACIA

Sr. McCall: Obrigado por esperar. Sei que é tarde.

Scott: Tudo bem — dei de ombros, tentando parecer descontraído — Não preciso acordar cedo para a escola amanhã — meu pai parou por um momento, me encarou nos olhos e suspirou pesadamente

Sr. McCall: Infelizmente, terei que voltar para São Francisco essa noite — disse, a voz grave, mas com um toque de arrependimento — Tenho um caso de um possível grupo de tráfico de órgãos. Mas voltarei assim que puder. Acho que vou perder o primeiro jogo da temporada.

Tentei não deixar a decepção transparecer. Dei um pequeno sorriso, um daqueles que tentam tranquilizar mais do que realmente significam algo.

Scott: Não tem problema — meu pai balançou a cabeça, discordando

Sr. McCall: Mas pra mim tem. Manterei minha promessa desta vez.

Antes que eu pudesse responder, a porta do xerife se abriu novamente, e Stilinski apareceu segurando um saco plástico transparente. Dentro, eu pude ver a arma do Prof. Simon, marcada com uma etiqueta de evidência. Meu olhar automaticamente se fixou nela. Meu pai, percebendo minha reação, seguiu meu olhar e pareceu entender meus pensamentos antes mesmo que eu falasse.

Sr. McCall: O que eu fiz foi necessário. Justificável. Sabe disso, não sabe? — perguntou direto e sem rodeios

Scott: Já fez isso antes?

Sr. McCall: Não é fácil tirar a vida de uma pessoa, mesmo quando alguém o força.

Scott: Como você lida com isso? — perguntei, minha voz mais baixa do que pretendia

Sr. McCall: Você analisa de forma lógica. Sem emoção. Compartimentaliza.

Scott: E como se faz isso?

Sr. McCall: Eu costumava beber.

Não consegui evitar sorrir com a resposta. Antes que eu pudesse responder, ele deu um passo à frente e me puxou para um abraço apertado. Havia força naquele gesto, mas também algo que parecia... Protetor.

Quando ele me soltou, seus olhos encontraram os meus novamente, e havia uma intensidade neles que me deixou desconfortável.

Sr. McCall: Mais uma coisa — começou com sua voz séria — Quando eu voltar, teremos que conversar sobre você e seus amigos. Como lidam com essas coisas. Parece que não ficam perturbados como deveriam. É como se soubessem de algo que eu não sei — engoli em seco, tentando manter minha expressão neutra — Quando eu voltar, quero ficar por dentro das coisas.

Eu apenas assenti, incapaz de dizer qualquer coisa que não parecesse uma mentira óbvia. Ele apertou meu ombro, o peso do momento pairando sobre nós, antes de se virar e caminhar para a saída. Fiquei parado ali, sentindo o peso das palavras dele e da verdade que eu sabia que não poderia compartilhar tão facilmente.

CASA DO SCOTT

Kira: Três computadores é o bastante?

Stiles: Acho que sim. Isso depende de quantas câmeras eles têm no hospital.

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