Scott (On)
A delegacia estava quase vazia naquela noite, o silêncio preenchido apenas pelo som distante do telefone da recepção e o leve tilintar de teclas sendo pressionadas por alguns polícias em suas mesas. Eu estava encostado na parede próxima à porta da sala do Xerife Stilinski, observando meu pai, enquanto ele conversava com o xerife.
Quando a conversa terminou, meu pai saiu da sala com passos pesados e uma expressão de cansaço em seu rosto. Ele me olhou e sorriu de leve, quebrando um pouco da tensão no ar.
DELEGACIA
Sr. McCall: Obrigado por esperar. Sei que é tarde.
Scott: Tudo bem — dei de ombros, tentando parecer descontraído — Não preciso acordar cedo para a escola amanhã — meu pai parou por um momento, me encarou nos olhos e suspirou pesadamente
Sr. McCall: Infelizmente, terei que voltar para São Francisco essa noite — disse, a voz grave, mas com um toque de arrependimento — Tenho um caso de um possível grupo de tráfico de órgãos. Mas voltarei assim que puder. Acho que vou perder o primeiro jogo da temporada.
Tentei não deixar a decepção transparecer. Dei um pequeno sorriso, um daqueles que tentam tranquilizar mais do que realmente significam algo.
Scott: Não tem problema — meu pai balançou a cabeça, discordando
Sr. McCall: Mas pra mim tem. Manterei minha promessa desta vez.
Antes que eu pudesse responder, a porta do xerife se abriu novamente, e Stilinski apareceu segurando um saco plástico transparente. Dentro, eu pude ver a arma do Prof. Simon, marcada com uma etiqueta de evidência. Meu olhar automaticamente se fixou nela. Meu pai, percebendo minha reação, seguiu meu olhar e pareceu entender meus pensamentos antes mesmo que eu falasse.
Sr. McCall: O que eu fiz foi necessário. Justificável. Sabe disso, não sabe? — perguntou direto e sem rodeios
Scott: Já fez isso antes?
Sr. McCall: Não é fácil tirar a vida de uma pessoa, mesmo quando alguém o força.
Scott: Como você lida com isso? — perguntei, minha voz mais baixa do que pretendia
Sr. McCall: Você analisa de forma lógica. Sem emoção. Compartimentaliza.
Scott: E como se faz isso?
Sr. McCall: Eu costumava beber.
Não consegui evitar sorrir com a resposta. Antes que eu pudesse responder, ele deu um passo à frente e me puxou para um abraço apertado. Havia força naquele gesto, mas também algo que parecia... Protetor.
Quando ele me soltou, seus olhos encontraram os meus novamente, e havia uma intensidade neles que me deixou desconfortável.
Sr. McCall: Mais uma coisa — começou com sua voz séria — Quando eu voltar, teremos que conversar sobre você e seus amigos. Como lidam com essas coisas. Parece que não ficam perturbados como deveriam. É como se soubessem de algo que eu não sei — engoli em seco, tentando manter minha expressão neutra — Quando eu voltar, quero ficar por dentro das coisas.
Eu apenas assenti, incapaz de dizer qualquer coisa que não parecesse uma mentira óbvia. Ele apertou meu ombro, o peso do momento pairando sobre nós, antes de se virar e caminhar para a saída. Fiquei parado ali, sentindo o peso das palavras dele e da verdade que eu sabia que não poderia compartilhar tão facilmente.
CASA DO SCOTT
Kira: Três computadores é o bastante?
Stiles: Acho que sim. Isso depende de quantas câmeras eles têm no hospital.
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RIVERDALE
Mystery / ThrillerPara os fãs de Riverdale e Teen Wolf, este livro é um crossover das duas séries. A misteriosa morte de Jason Blossom, um garoto popular do ensino médio e membro da família mais poderosa da cidade, derruba a pequena e pacífica comunidade de Riverdal...
