Boa leitura
Paulo
Ela levanta e liga para a filha dela, e eu fico pensando:
"Não temos nada? Pouco tempo?"
Estamos nisso há quase seis meses, contando desde a primeira vez. Tá bom, não dá para contar desde aquela noite... éramos casados, ficamos meses longe, mas mesmo assim, fico chateado. Mesmo sem saber direito o que sinto por ela, eu gostaria que essa diaba tivesse mais certeza da gente. Mas, mesmo pensando assim, decido não falar nada.
Depois que ela aceita dormir comigo, chamo-a para o quarto. Levantamos do sofá e vou guiando ela pela cintura. Ela está na minha frente, e eu aperto sua bunda, puxando-a para mim, mordendo sua nuca e fazendo cócegas na sua costela. Ela se mexe tentando escapar.
— Amor, para... — diz gargalhando, tentando se soltar.
— O quê? Eu não tô fazendo nada!
Chegamos na porta do meu quarto, eu abro e agradeço por ser um homem bem organizado, porque não daria tempo de arrumar nada antes dela chegar.
— Uau, que homem organizado você é! — ela diz olhando ao redor.
— Cê viu? Sou único, uma raridade! — digo brincando.
— E bem humilde também, né? — ela ri, e eu faço mais cócegas nela, aproximando-nos da cama.
— Graças a Deus a humildade é minha terceira maior qualidade, viu, dona Maria...
— É mesmo? E quais são a primeira e a segunda? — pergunta em tom de brincadeira, e eu a jogo na cama.
Ela cai com o bumbum pra cima, voltando a rir. Minha camisa sobe, deixando a bunda linda dela de fora, com aquela calcinha vinho rendada enfiada no meio.
— Você tá zoando com a minha cara, dona Gloria? Pois saiba que a primeira é lindo e a segunda, gostoso! — digo, e ela ri mais, enquanto me abaixo para morder sua bunda.
— Aiii, não faz isso, seu cretino! — diz entre risadas.
— Vai parar de rir da minha cara? — dou um tapa na bunda dela e seguro suas pernas quando ela empina, tentando a todo custo virar de frente.
— Seu safado, isso não vale, eu não tô rindo da sua cara... — se reclama, ainda rindo.
Logo pego seu quadril e a giro, deixando-a de frente. Me inclino sobre ela, segurando suas mãos acima da cabeça, prendendo seus pulsos no alto.
— Então por que está rindo, hein? — pergunto, beijando seu pescoço, subindo para sua orelha.
Vejo sua respiração acelerar, ela tenta mover as pernas, mas estou em cima e não deixo.
— Tô rindo porque nunca tinha visto um top 3 tão verdadeiro... — diz, com a voz fraca.
Aproximo minha boca da dela, selando nossos lábios em um beijo calmo. Aperto mais seus pulsos, nossas línguas se encontram em uma guerra gostosa. Quando o fôlego acaba, desço chupando sua mandíbula, mordo seu queixo, beijo seu pescoço e subo para a orelha.
— Vamos tomar um banho, juntos? — digo, dando beijinhos no rosto dela.
— Eu não trouxe roupa. — ela diz, manhosa, e eu sorrio de canto.
— E quem disse que você vai precisar?
— Safado, já entendi...
Ela fala isso e busca minha boca novamente, levantando o corpo, ainda com os braços presos pela minha mão. Quando solto, ela agarra meu pescoço. Coloco uma perna entre as dela, abrindo suas pernas, e ela se enrola na minha cintura enquanto nos comemos pela boca.
Paro o beijo e me levanto, ficando de frente para ela, que continua deitada. Ofereço minhas mãos.
— Vem...
Ela aceita, soltando as pernas da minha cintura, e ficamos em pé. Tiro minha cueca enquanto ela tira a calcinha, me olhando com aquela cara de safada e um sorriso de canto. Levanta os braços, me encarando. Eu entendo na hora o que ela quer. Balanço a cabeça em negação, sorrindo.
— Você é uma maldita, sabia? — digo, mordendo os lábios.
Ela não diz nada, só permanece sorrindo, braços erguidos. Ela olha de cima a baixo, nota que estou duro, e começa a rir.
— Mas já? Humm, que delícia...
— Não ri, não, sua feiticeira. Eu não posso fazer nada se meu corpo reage assim por causa de você...
Falo isso me aproximando, mantendo o olhar. Pego a barra da camisa que ela está vestindo e começo a subir, arrastando meus dedos pela pele dela, sentindo os arrepios. Espalho minhas mãos no quadril dela, subo até tirar a camisa de vez. Ela abaixa os braços, eu seguro sua cintura, me inclino na direção dos seios e chupo o direito. Ela segura firme meus braços, jogando a cabeça para trás, empinando os peitos para mim, gemendo.
— Annnn... gostoso... — diz, entre gemidos.
Solto o mamilo e a guio até o banheiro, minhas mãos nos seus seios enquanto ela segura as minhas, apertando, pedindo mais. Chegamos ao banheiro, viro-a de frente, me abaixo, coloco minhas mãos na bunda dela e a pego no colo. Ela prende as pernas na minha cintura, cruza os braços no meu pescoço, e eu a beijo enquanto entro no box, ligando o chuveiro.
— Hummm... — ela geme, sentindo a água quente bater em nós.
Enquanto a água molha nossos corpos, a sustento no colo e a admiro. Seus olhos estão fechados, um leve sorriso nos lábios. Suas mãos estão nos meus ombros, pernas na minha cintura. Passo meus braços ao redor dela, aproximando seu corpo do meu. Ela abre os olhos, me olha, descendo o olhar para a minha boca.
Seu olhar é o mesmo de horas atrás, na cozinha. Isso faz meu corpo reagir, cheio de tesão por ela. Ela tira uma mão do meu ombro e a coloca no meu rosto, deslizando até minha mandíbula, fazendo um carinho gostoso. Eu fecho os olhos, aproveitando o gesto. Ela coloca a outra mão na base do meu pescoço, passa o dedão nos meus lábios e sela um beijo cheio de ternura.
Enquanto ela me beija, eu a pressiono contra a parede. Ela geme entre nossos lábios. Seguro meu pau na base e a penetro devagar, sentindo cada centímetro meu dentro dela. Continuo o beijo, sentindo ela quente, molhada. Eu me perco dentro dela.
O fôlego acaba, nossas bocas se separam, e ela olha fixamente nos meus olhos enquanto começo a penetrá-la devagar. Ela geme, sem perder o contato visual.
E é nesse momento que eu confesso para mim mesmo, aceito o que sinto por essa mulher:
Eu a amo, amo como nunca amei ninguém antes. Amo com minha alma, corpo e coração.
Eu te amo, Gloria.
[...]
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Desejo oculto
FanfictionNos bastidores da novela Terra e Paixão, dois veteranos da teledramaturgia se encontram não apenas em cena, mas também na vida real. Paulo Rocha e Gloria Pires, ao darem vida a seus personagens, acabam despertando sentimentos que ultrapassam o rotei...
