Capítulo 47

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Boa leitura

Paulo

Tô deitado, luz do abajur acesa, a TV rolando qualquer coisa que nem vejo direito, são 21h36 quando o celular vibra com uma chamada de vídeo dela...
Olho pro visor e estranhei na hora

— Chamada de vídeo? Ela nunca me ligou assim... — falo baixo, o coração já acelerando

Não atendo, claro... fico encarando a tela com aquela tensão no peito e um calor estranho subindo, ela desliga...
Só que, alguns minutos depois, liga de novo...

E aí eu não resisto

— Que porra essa maluca tá aprontando agora... — murmuro sorrindo de canto, curioso

Atendo.

E, meu Deus... o que vejo me tira o ar.

A câmera está perfeitamente posicionada, capturando do colo à cintura, a pia branca bloqueando qualquer visão mais íntima. Mas os seios, molhados, reluzem sob a luz, o cabelo pingando água, a pele brilhando com um glow hipnótico. Ela desliza a mão lentamente pela barriga, subindo até os seios, e solta um gemido baixo, abafado, que ressoa em mim, arrepiando até a alma.

Meu pau endurece na mesma hora, sem nem eu tocar, só de olhar

— Gloria... o que é que você tá fazendo, sua maldita... — sussurro rouco, sem conseguir desviar os olhos, minha mão já indo por reflexo pra dentro da cueca

Ela leva o dedo aos lábios, pedindo silêncio com um sorriso travesso, quase provocador. Morde o lábio devagar, com uma intensidade que desarma. Então, suas mãos voltam a percorrer o corpo, deslizando com uma suavidade que parece me convidar, como se fosse eu a tocá-la.

Reclino-me no travesseiro, a respiração já pesada, e deslizo a cueca, sentindo o pulsar quente e insistente na minha mão. Na TV, o som é quase inaudível, mas cada gemido dela ressoa pelo quarto — abafado, úmido, um sussurro que corta o silêncio.

Ela gira a câmera, revelando o corpo inteiro refletido no espelho do banheiro. A pele, molhada, brilha com arrepios sutis; o quadril, bem desenhado, e a curva perfeita da bunda, de costas para mim, hipnotizam.

— Você tá me torturando, sua filha da puta... — gemo entre os dentes, começando a me tocar

Ela derrama o óleo nas mãos em silêncio, sem dizer uma palavra. Com calma, passa as mãos pelos cabelos, deixando um brilho sutil. Então, começa a espalhar o óleo pelo corpo. Primeiro nas pernas, com movimentos suaves e deliberados, depois na barriga, subindo lentamente. Seus gestos circulares, quase hipnóticos, me deixam completamente rendido.

— Paulo... hmmm... só penso em você aqui... como se fosse sua mão, seu toque... sua boca... — ela diz manhosa, quase chorando de tesão

— Você vai me matar... — sussurro, gemendo mais forte, a mão acelerando, a visão já borrando

Ela ergue uma perna, apoiando-a com ousadia na borda da banheira, os dedos deslizando lentamente sobre a pele úmida. Primeiro, provoca-se por cima, os movimentos suaves mas precisos, o calor crescendo em seu corpo. Então, com um suspiro entrecortado, abre mais as pernas, deixando os dedos mergulharem fundo, explorando-se com uma intensidade que faz seu corpo tremer. Os gemidos escapam mais altos, roucos, enquanto seus olhos se fecham, a cabeça pende para trás e os lábios entreabertos mordem-se com força, entregues ao prazer que a consome.

— Que delícia... hmmm... me imagina sentando em você agora... desse jeitinho... — ela sussurra

Eu quase imploro pra entrar naquela tela

— Gloria, não acredito... você é tão gostosa... você é... inferno, você é minha desgraça... — gemo alto, sem conseguir parar

Eu gozo... forte, quente, espalhando-se pelo peito, pelo lençol, pela barriga. A mão treme, os olhos se fecham, e o nome dela escapa dos meus lábios em um sussurro rouco.

— hmmm... gostosa do caralho...

Abro os olhos, ainda ofegante, e lá está ela, aproximando-se da câmera com um rebolado que parece saber exatamente o estrago que causou. Pega o celular e exibe o rosto, um sorriso vitorioso brilhando nos lábios, como se tivesse conquistado tudo.

— Desgraçada... você me paga... — falo ofegante

Ela manda um beijo e desliga.

Fico ali parado alguns segundos, tentando respirar, o coração disparado, o corpo inteiro suado...
Levanto devagar, vou pro banheiro, lavo o rosto, tomo outro banho rápido, troco os lençóis e desço com os sujos
Coloco tudo na máquina, subo pro quarto de novo, deito...
Mas mesmo depois de fechar os olhos, tudo o que eu vejo é ela

Nua
Molhada
Me provocando até o limite

Essa mulher me assombra todo tempo

Gloria

Desligo rindo, o corpo ainda quente, o peito arfando...
Termino de passar o óleo na pele com movimentos lentos, aproveitando a sensação da minha própria pele, o gosto da vitória

— Agora ele vai sonhar comigo... querendo ou não — digo sorrindo sozinha

Saio do banheiro, vou até o closet, visto uma camiseta larga sem sutiã, uma calcinha leve... me jogo na cama ainda com os cabelos úmidos
Olho pro celular, são 22h38
Mesmo sabendo que é tarde, resolvo mandar uma mensagem pra Ana Cruz, tentando descobrir o horário do voo dele no sábado e o hotel onde vai ficar

A mensagem não entrega
Ela deve estar dormindo

Apoio o celular no peito, olho pro teto, um sorriso bobo no rosto e um calor gostoso entre as pernas
Durmo assim, imaginando o rosto dele quando me viu naquela chamada

No sábado, ele vai me ver de novo
Mas dessa vez... ao vivo

E eu vou fazer ele implorar

[...]

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