Nos bastidores da novela Terra e Paixão, dois veteranos da teledramaturgia se encontram não apenas em cena, mas também na vida real. Paulo Rocha e Gloria Pires, ao darem vida a seus personagens, acabam despertando sentimentos que ultrapassam o rotei...
Passamos por um caminho de madeira, o som da água já chegando aos meus ouvidos, calmo e hipnotizante.
— Esse lugar é surreal de lindo!
Digo, admirado, deixando o olhar passear pela beleza e grandeza do lugar. Montanhas por todos os lados, árvores altas, plantas por toda parte, tudo tão vivo que parece que o ar até fica mais puro.
— Tenho essa casa há alguns anos, mas passou por uma reforma demorada. Comecei a aproveitar mesmo há poucos meses.
Ela fala enquanto anda ao meu lado, o cabelo balançando de leve com o vento, os olhos brilhando quando fala do lugar, e eu só consigo prestar atenção nela.
Depois de alguns minutos caminhando, com ela me contando detalhes da casa e dos cantinhos que ama, chegamos a um rio de águas claras, rodeado de árvores e pedras. O som da água correndo se mistura ao canto dos pássaros, criando uma paz que me envolve por inteiro.
Gloria está com uma bolsa nos ombros e uma canga enrolada na cintura, e esse lugar parece deixar ela ainda mais linda. O sol atravessa os galhos, refletindo na pele dela, criando pequenos brilhos dourados que dançam sobre seus ombros e no colo.
Enquanto ela olha o rio com paixão nos olhos, eu fico olhando pra ela com amor, sem conseguir desviar, sentindo que ela combina com tudo aquilo, como se fosse parte do próprio lugar.
— O que foi? — ela pergunta, curiosa.
Ela percebe que estou encarando, todo bobo, o sorriso dela surgindo de leve enquanto os olhos me procuram, querendo entender o que passa na minha cabeça naquele — Eu te amo! — falo, admirando-a, encantado, sentindo cada palavra pulsar no peito.
Vejo o sorriso crescer nos lábios dela, iluminando todo o rosto, e ela vem até mim, acariciando meu rosto com delicadeza antes de me beijar, macio, profundo. Coloco as mãos na cintura dela, puxando-a pra mais perto, sentindo o corpo dela colado ao meu, o calor passando pela pele.
— Eu também te amo, meu amor! Agora vem... — diz, me puxando pela mão, os olhos brilhando de expectativa.
Caminhamos juntos até uma pedra lisa, grande, que parece ter sido colocada ali de tão perfeita, quase como um chão feito pelo homem. Ela solta a mão da minha, tira a canga devagar e a estende sobre a pedra, ficando só de biquíni, o corpo iluminado pelo sol, cada curva destacada enquanto ela ajeita a bolsa em cima.
Ela olha pra mim com um sorriso lindo, quase provocante, e vai andando até a água, com aquele balançar leve nos quadris que me hipnotiza. Vejo ela se afastar e afundar na água parada e tão clara que parece vidro.
Ela mergulha completamente, o cabelo se espalhando na superfície antes de sumir, e eu chego mais perto, me sentindo vidrado, só admirando cada movimento dela. Quando ela sobe de volta, passa as mãos nos cabelos molhados, jogando-os pra trás, tirando o excesso de água do rosto, as gotas escorrendo pelo pescoço e entre os seios.
A água bate na cintura dela, moldando o biquíni no corpo, e ela me olha, sorrindo, os olhos brilhando de um jeito que parece me chamar sem dizer nada. momento.
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