Capítulo 72

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Boa leitura

Gloria

Chego por volta das 20h30 e os caseiros já foram avisados da minha chegada. Não demorei muito para chegar — acho que foi a viagem mais rápida que já fiz até aqui.

Meus olhos estavam na estrada, mas minha mente estava tão longe. Enxuguei algumas lágrimas durante o caminho, mas, sinceramente, já estou cansada de chorar por ele. Vou tirar essa semana para colocar minha cabeça no lugar. Preciso de uns dias só para mim.

Entro na suíte carregando na bolsa o notebook, o celular, um livro, e na mão, uma garrafa de vinho e uma taça. Ligo para a Ana avisando que cheguei, e ela me responde em segundos.

Abro o vinho, encho a taça, e tomo alguns goles, sentindo o doce misturado com o álcool rasgar minha garganta e aquecer meu estômago.

Tiro a roupa e entro no chuveiro, ligando a água fria e sentindo meu corpo arrepiar, como sempre.

Tomo meu banho e, alguns minutos depois, saio do box e me enxugo. Já está tarde, então seco o cabelo com o secador, visto um pijama confortável, encho a taça novamente e deixo o vinho na mesinha ao lado da cama.

Sento-me, pego o celular e vejo que são 21h30. Pego meu livro na bolsa e começo a ler. Não sei quantas páginas leio, mas sei que termino meu vinho, me desligando do mundo por um tempo.

Ouço batidas na porta e me levanto para atender, ainda com a taça na mão. Quando abro, não acredito no que vejo. É ele, parado bem na minha frente, os olhos verdes cravados em mim, brilhando como sempre.

— Mas... como você... — gaguejo, sentindo meu peito disparar.

Ele dá um meio sorriso, ofegante, como se tivesse corrido até aqui.

— Padilha me falou onde você estava — diz, e antes que eu possa reagir, ele continua, a voz embargada de emoção — Eu vim te dizer que... eu te desculpo, minha linda! Eu te perdoo por ter transado com aquele moleque, só volta pra mim, por favor! — fala, me puxando para um abraço forte, tirando meus pés do chão.

Eu o abraço pelo pescoço, inspirando seu cheiro que eu conheço tão bem, o coração martelando no peito. Então o afasto levemente, olhando em seus olhos, confusa, com as lágrimas ameaçando cair.

— E a Suyane? — pergunto num sussurro, com medo da resposta, mas precisando ouvir.

Ele balança a cabeça, firme, aproximando o rosto do meu.

— Não tem Suyane. Tem eu e você. — diz, antes de colar nossos lábios, me beijando com uma saudade que me desmonta.

Eu retribuo, agarrando a nuca dele com força, puxando-o para mais perto. Ele me abraça pela cintura, e só as pontas dos meus dedos tocam o chão. Ele fecha a porta com o pé sem desgrudar nossos lábios e me leva até a cama, descendo os beijos pelo meu pescoço, enquanto minhas mãos deslizam pelo seu peito, sentindo cada batida acelerada.

— Meu amor... — ele sussurra contra minha pele, a voz rouca, enquanto me deita com cuidado, os olhos presos nos meus.

Tiro sua camisa, passando as mãos pelo peito dele, enquanto o abraço com as pernas ao redor de sua cintura, puxando-o ainda mais para mim. As mãos dele descem lentamente pelas minhas coxas, causando arrepios, até chegarem na minha bunda, onde ele aperta de leve, sentindo a carne, os olhos presos nos meus, cheios de desejo e saudade.

— Se você soubesse a saudade que eu tô de você, voltaria correndo pra mim, minha linda... — ele diz com a voz rouca, o rosto colado ao meu, o hálito quente misturado ao meu.

Ele tira minha blusa com pressa, mas com cuidado, e logo sinto sua boca quente sugando meus seios, dando leves mordidas que me fazem soltar um gemido baixo. Ele levanta o rosto, me olha com aqueles olhos verdes intensos, antes de se afastar para tirar meu short, os olhos percorrendo cada pedaço do meu corpo.

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