Boa leitura
Gloria
Chego por volta das 20h30 e os caseiros já foram avisados da minha chegada. Não demorei muito para chegar — acho que foi a viagem mais rápida que já fiz até aqui.
Meus olhos estavam na estrada, mas minha mente estava tão longe. Enxuguei algumas lágrimas durante o caminho, mas, sinceramente, já estou cansada de chorar por ele. Vou tirar essa semana para colocar minha cabeça no lugar. Preciso de uns dias só para mim.
Entro na suíte carregando na bolsa o notebook, o celular, um livro, e na mão, uma garrafa de vinho e uma taça. Ligo para a Ana avisando que cheguei, e ela me responde em segundos.
Abro o vinho, encho a taça, e tomo alguns goles, sentindo o doce misturado com o álcool rasgar minha garganta e aquecer meu estômago.
Tiro a roupa e entro no chuveiro, ligando a água fria e sentindo meu corpo arrepiar, como sempre.
Tomo meu banho e, alguns minutos depois, saio do box e me enxugo. Já está tarde, então seco o cabelo com o secador, visto um pijama confortável, encho a taça novamente e deixo o vinho na mesinha ao lado da cama.
Sento-me, pego o celular e vejo que são 21h30. Pego meu livro na bolsa e começo a ler. Não sei quantas páginas leio, mas sei que termino meu vinho, me desligando do mundo por um tempo.
Ouço batidas na porta e me levanto para atender, ainda com a taça na mão. Quando abro, não acredito no que vejo. É ele, parado bem na minha frente, os olhos verdes cravados em mim, brilhando como sempre.
— Mas... como você... — gaguejo, sentindo meu peito disparar.
Ele dá um meio sorriso, ofegante, como se tivesse corrido até aqui.
— Padilha me falou onde você estava — diz, e antes que eu possa reagir, ele continua, a voz embargada de emoção — Eu vim te dizer que... eu te desculpo, minha linda! Eu te perdoo por ter transado com aquele moleque, só volta pra mim, por favor! — fala, me puxando para um abraço forte, tirando meus pés do chão.
Eu o abraço pelo pescoço, inspirando seu cheiro que eu conheço tão bem, o coração martelando no peito. Então o afasto levemente, olhando em seus olhos, confusa, com as lágrimas ameaçando cair.
— E a Suyane? — pergunto num sussurro, com medo da resposta, mas precisando ouvir.
Ele balança a cabeça, firme, aproximando o rosto do meu.
— Não tem Suyane. Tem eu e você. — diz, antes de colar nossos lábios, me beijando com uma saudade que me desmonta.
Eu retribuo, agarrando a nuca dele com força, puxando-o para mais perto. Ele me abraça pela cintura, e só as pontas dos meus dedos tocam o chão. Ele fecha a porta com o pé sem desgrudar nossos lábios e me leva até a cama, descendo os beijos pelo meu pescoço, enquanto minhas mãos deslizam pelo seu peito, sentindo cada batida acelerada.
— Meu amor... — ele sussurra contra minha pele, a voz rouca, enquanto me deita com cuidado, os olhos presos nos meus.
Tiro sua camisa, passando as mãos pelo peito dele, enquanto o abraço com as pernas ao redor de sua cintura, puxando-o ainda mais para mim. As mãos dele descem lentamente pelas minhas coxas, causando arrepios, até chegarem na minha bunda, onde ele aperta de leve, sentindo a carne, os olhos presos nos meus, cheios de desejo e saudade.
— Se você soubesse a saudade que eu tô de você, voltaria correndo pra mim, minha linda... — ele diz com a voz rouca, o rosto colado ao meu, o hálito quente misturado ao meu.
Ele tira minha blusa com pressa, mas com cuidado, e logo sinto sua boca quente sugando meus seios, dando leves mordidas que me fazem soltar um gemido baixo. Ele levanta o rosto, me olha com aqueles olhos verdes intensos, antes de se afastar para tirar meu short, os olhos percorrendo cada pedaço do meu corpo.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Desejo oculto
FanfictionNos bastidores da novela Terra e Paixão, dois veteranos da teledramaturgia se encontram não apenas em cena, mas também na vida real. Paulo Rocha e Gloria Pires, ao darem vida a seus personagens, acabam despertando sentimentos que ultrapassam o rotei...
