Capítulo 79

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Boa leitura

Paulo

Acordo com ela nos meus braços, e essa é, sem dúvida, a melhor sensação que já tive. Faz dias que não durmo tão bem. Olho para o rosto dela, tranquilo, em um sono profundo — a mulher mais linda que já conheci. Hoje é segunda-feira, e não tenho nada importante para fazer. Decido que vou passar o resto da minha vida com ela, que não vou deixar nada atrapalhar a gente de novo.

Meu celular apita pego para ver quem é e noto que são 08h34. Na tela, o nome da Suyane aparece numa mensagem.

08h33 — "Bom dia, meu lindo! Tô doida pra te ver, matar a saudade de você! Me liga ❤️"

Sinto meu corpo ficar tenso. As coisas entre a gente não estavam sérias, mas nos víamos quase todos os dias e transamos algumas vezes. Ela já diz que me ama, e sei que cria um futuro ao meu lado na cabeça. Ela não sabe da Gloria — eu ainda não contei. Preciso falar com ela e terminar tudo.

08h35 — "Bom dia, Su. A gente poderia se encontrar hoje à noite?"

08h36 — "Claro, meu amor! Vou até sua casa, pode ser?"

08h37 — "Combinado, às 20h?"

08h38 — "Estarei lá... te amo 🫶🏽"

Respiro fundo, sentindo o peso da decisão que me espera quando essa noite chegar.

A Gloria se mexe despertando no meu colo, seus olhos se abrindo devagar enquanto boceja baixinho. Eu a olho, sentindo meu peito aquecer de amor, e rapidamente bloqueio o celular, colocando debaixo do travesseiro sem ela perceber.

— Bom dia, minha linda! Você tava dormindo tão gostoso que não quis te acordar... — digo com um sorriso calmo, passando o braço ao redor dela e a apertando nos meus braços, dando um beijo suave na sua cabeça.

Ela levanta o rosto sonolento, os olhos brilhando, e eu aproveito para beijar sua boca em um selinho firme, encostando minha testa na dela logo depois.

— Bom dia, meu amor! Meu Deus, quero acordar assim para sempre... dormi tão bem! — diz com um sorriso apaixonado, a voz ainda rouca do sono, se aninhando mais em mim.

Ela passa a mão pelo meu peito nu, traçando linhas com a ponta dos dedos enquanto distribui beijos pelo meu pescoço, me causando arrepios. Solto um riso baixo, fechando os olhos para sentir o momento.

— Eu também, meu anjo... — respondo em voz baixa, beijando o topo da cabeça dela enquanto sinto o cheiro doce do seu cabelo.

Nesse instante, alguém bate na porta. Ela arregala os olhos e procura o edredom, puxando-o rapidamente para nos cobrir, as bochechas ficando coradas enquanto autoriza a pessoa a entrar:

— Pode entrar... — fala envergonhada, ajeitando o cabelo.

A porta se abre e Padilha aparece, com metade do corpo para fora da porta, sorrindo emocionado.

— Bom dia, queridos! Ah, mana... tá com uma carinha até melhor, graças aos céus! — ele fala com um brilho nos olhos, visivelmente aliviado ao vê-la bem.

Ela sorri, o rosto iluminado, olhando para mim antes de responder:

— Bom dia, mana, estou bem melhor! Já vamos descer... — diz com um sorriso sincero.

— Estamos esperando vocês para tomarmos café da manhã! — ele diz mandando um beijo com a mão, fechando a porta logo em seguida.

Ela respira fundo, passando a mão no rosto ainda com um sorriso e me olha com os olhos brilhando.

— Vamos descer? Acho que estão doidos pra te ver! — digo rindo, passando o polegar pelo seu queixo.

Seguro o rosto dela entre meus dedos, olhando em seus olhos antes de encostar nossos lábios em um beijo calmo.

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