Nos bastidores da novela Terra e Paixão, dois veteranos da teledramaturgia se encontram não apenas em cena, mas também na vida real. Paulo Rocha e Gloria Pires, ao darem vida a seus personagens, acabam despertando sentimentos que ultrapassam o rotei...
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Gloria
Chegamos em casa já escurecendo, exaustos, o corpo ainda quente do dia inteiro no rio, trocando beijos, carícias, conversas e muitas risadas. Do mesmo jeito que chegamos, largamos tudo e nos jogamos no sofá, rindo feito bobos.
— Caramba... tô morto — ele diz entre um riso cansado, a respiração ainda pesada.
Ele se deita apoiando a cabeça no meu colo, e eu começo a fazer um cafuné, enfiando os dedos nos fios macios do cabelo dele, sentindo a respiração dele relaxar. Ele fecha os olhos, um sorriso calmo surgindo nos lábios, e eu fico ali, olhando pra ele, sorrindo feito boba, o coração quentinho.
— Eu estou exausta e com fome!
Abro um sorrisinho, passando os dedos na testa dele, tirando uma mecha que caiu.
— Hummm, agora que você falou, é verdade... também tô com fome! — ele responde, abrindo os olhos e me olhando com aquele olhar preguiçoso que eu amo.
— Então vamos comer, a cozinheira deixou comida pronta pra gente antes de ir embora.
Levanto, e ele levanta também, se espreguiçando, os músculos ficando ainda mais evidentes na camiseta molhada, me arrancando um olhar demorado. Caminhamos até a cozinha, ainda com os cabelos úmidos, os corpos cansados, mas em sintonia, trocando sorrisos a cada passo.
Eu me sirvo de uma salada com verdura e legumes, e ele pega um prato de peixe grelhado com salada. Nos sentamos à mesa, e eu abro o vinho que havíamos separado, enchendo nossas taças enquanto ele me observa com um sorriso calmo, os olhos brilhando com a luz baixa da cozinha.
Enquanto comemos, vamos conversando sobre tudo, rindo entre um gole de vinho e outro, trocando olhares intensos e leves toques de mãos. Ele me conta sobre o filho, os programas que gostam de fazer juntos, o quanto sente falta dele quando está longe. Eu falo dos meus filhos, como é a rotina, das minhas dietas, dos meus treinos, e ele ri quando eu reclamo de ter que acordar cedo pra correr.
A cada sorriso, sinto meu peito aquecer, a cada gargalhada dele, sinto o meu corpo relaxar. Quando terminamos de jantar, já está de noite, e o ar está começando a ficar frio, aquele friozinho gostoso que pede abraço e pele colada.
Voltamos para a sala, nossas taças ainda nas mãos, e eu dou uma olhada pela porta de vidro, vendo a jacuzzi iluminada lá fora, o vapor subindo na noite fria, as luzes refletindo na água. Um sorriso cresce nos meus lábios, lento, enquanto encaro aquele cenário perfeito.
Ele me olha confuso, arqueando uma sobrancelha, segurando a taça na altura do peito.
Eu apenas dou um gole no vinho, mantendo o sorriso malicioso, já planejando minha vingança pelo o que aconteceu no rio mais cedo.
Mas isso... isso eu vou deixar pra depois.
— Está muito cansado? — pergunto com um olhar safado, mordendo de leve o canto da minha boca, deixando minha intenção bem clara.