Capítulo 57

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Boa leitura 🔥

Paulo

Estou deitado, pronto para dormir, quando ouço batidas leves na porta. Um sorriso cresce nos meus lábios — sei exatamente quem é a essa hora. Levanto-me rápido, ainda com o calor do banho e do desejo que Gloria deixou no carro.

— Já vai... — digo, correndo até a porta.

Ao abrir, meus olhos caem nos sapatos pretos de salto alto, subindo lentamente pelas pernas perfeitas até o robe de cetim preto, amarrado na cintura com um laço, as mangas longas cobrindo os braços. O tecido abraça suas curvas, e meu coração dispara.

— Meu Deus, mulher... — murmuro, hipnotizado, incapaz de desviar o olhar.

— Posso entrar? — ela pergunta, a voz baixa, com aquele tom que me deixa louco.

Sem responder, puxo-a pelo braço, colando nossos corpos. Fecho a porta com o pé e seguro seus cabelos pela raiz, sentindo a maciez contra meus dedos.

— Você pode fazer o que quiser, gostosa... — digo, a voz rouca, iniciando um beijo faminto.

Chupo sua língua, deixando-a ainda mais molhada, e ela retribui com a mesma intensidade, as unhas cravando meus braços. Deslizo a mão por sua coxa, puxando-a para cima, encaixando-a no meu quadril. Ela enrosca a perna na mesma hora, o salto roçando minha pele. Aperto sua bunda com força, dando um tapa que ecoa no quarto, e ela arqueia a cabeça para trás, interrompendo o beijo com um gemido.

— Hummm... — suspira, os olhos semicerrados.

Subo os beijos até seu pescoço, mordiscando a pele macia, e chego à sua orelha, mordendo de leve.

— Eu sabia que você viria... — sussurro, sentindo-a tremer.

Ela solta a perna do meu quadril, apoia uma mão no meu peito e me empurra com firmeza até a cama, fazendo-me cair sentado.

— Sabia? — pergunta, o olhar tão sexy que quase me faz perder o ar.

Ela leva a mão ao laço do robe, desatando-o lentamente, cada movimento calculado, os olhos cravados nos meus. Balanço a cabeça, confirmando, mas não consigo falar — só a observo, agradecendo mentalmente por estar apenas de cueca, facilitando tudo. O robe desliza por seus ombros, caindo ao chão como uma cascata de cetim, revelando um body vermelho de renda, completamente transparente. A peça afina na cintura, transformando-se em um fio dental que desaparece entre suas coxas, com elásticos que se prendem à metade delas, destacando os saltos altos. Seus seios, livres sob a renda, parecem implorar pelo meu toque.

— Meu Deus... que visão é essa? — digo, a voz falhando, meu pau tão duro que dói.

— Não se mova. Fica bem quietinho — ela ordena, a voz firme, mas carregada de malícia.

Obedeço, sentado na cama, babando por ela, esperando seus próximos passos. Ela vira de costas, caminhando lentamente até o armário do hotel, rebolando de propósito, o fio dental enfiado entre suas nádegas. Inclina-se levemente, empinando a bunda, e abre a última gaveta, pegando algo que não identifico de imediato. Volta na minha direção, os saltos ecoando no chão, o olhar pegando fogo.

— Gloria, o que você... — começo, mas ela me interrompe.

Coloca o objeto ao meu lado — um lubrificante. Seus olhos brilham com uma promessa que faz meu corpo pulsar. Ela se ajoelha entre minhas pernas, puxa minha cueca, e meu pau salta livre. A visão dela ali, de salto, bunda empinada, seios quase escapando do body, me deixa sem ar.

— Sério, como você é perfeita... — murmuro, cheio de tesão.

Ela sorri, maliciosa, e lambe desde a base até a ponta, saboreando o líquido que já escapa. Aperto os lençóis, enquanto ela chupa apenas a cabeça, me levando ao delírio.

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