Boa leitura
Paulo
O evento termina, e as pessoas começam a se despedir. Gloria sorri para todos, mas sei que está com raiva — o sorriso nunca vem na minha direção. Imagino o motivo: Amanda. Nos despedimos dos colegas, marcando um almoço para amanhã com o grupo da terapia do Rio. Evito me aproximar de Amanda, sabendo que qualquer movimento errado vai acender ainda mais o pavio de Gloria. Vejo-a se despedir de André com um aceno educado, e o ciúme me consome, mas engulo em seco perder o controle não é uma opção.
Chamo o carro que a trouxe, e ele para na nossa frente. Os jornalistas já foram, restando apenas um ou dois, então não nos preocupamos em sermos vistos juntos.
— Vai na frente, pego um táxi — digo, testando-a.
Ela me fuzila com o olhar, negando com a cabeça.
— Não! Você vem comigo. Por que quer ficar? — Seu tom é cortante, e vejo seus olhos dispararem na direção de Amanda, que conversa com alguém ao longe não aguento e caio na risada.
— Meu Deus, mulher, tá com ciúmes até agora?
— Não tô com ciúmes, Paulo! Mas você não vai ficar. Entra logo no carro — retruca, mandona, praticamente fumando de raiva.
Obedeço, porque não sou bobo, e entro sem dizer mais nada. Ela entra em seguida, e nos acomodamos no banco traseiro. O carro é espaçoso, com um vidro preto separando o motorista dos passageiros.
— O senhor poderia subir o vidro, por favor? — ela pede, educada, e o motorista atende, isolando-nos.
O carro começa a andar, e ela fica olhando pela janela, ignorando-me. Eu a observo, o vestido vermelho ainda destacando cada curva, e não consigo parar de rir. Ela fica ainda mais gostosa quando está com ciúmes.
— Ei, gostosa, vem cá... vamos aproveitar o caminho — digo, aproximando-me, colocando a mão em sua coxa e beijando seu pescoço.
— Sai, Paulo! Não quero... — retruca, seca, mas seu corpo a trai, arrepiando-se inteiro sob meu toque.
— Não é isso que parece... — murmuro, deslizando o dedo indicador pela sua perna, quase alcançando sua intimidade.
Ela fica em silêncio, tensa. Descruzo suas pernas com firmeza, puxando-a pelo braço e pela coxa até que ela caia no meu colo, as pernas abertas, montando-me. Abraço sua cintura, e ela se ajeita, batendo nos meus ombros em protesto.
— Você me machuca assim!
— Eu nunca te machucaria. E larga de ser ciumenta, minha linda — digo, soltando sua cintura e segurando seus braços para trás, beijando seu pescoço. Sinto-a amolecer, rendendo-se aos poucos.
— Já falei que não tô com ciúmes, que coisa chata! — retruca, tentando manter a pose, mas sua voz vacila.
— Tá bom, esquece isso e me beija, vai... — digo, e ela finalmente sorri, aproximando nossos lábios.
Quando vou beijá-la, ela se afasta, mordendo os lábios, o sorriso crescendo em provocação. Solto seus braços e a puxo pela nuca, colando nossas bocas. Ela passa os braços pelo meu pescoço, pedindo passagem com a língua. Chupo-a, sentindo o gosto de champanhe, o beijo quente e faminto. Meu pau endurece enquanto ela rebola no meu colo, e levo as mãos à sua bunda, apertando com força. Ela geme, separa-se de mim e abre meu smoking, tirando-o, deixando-me só de camisa social.
— Gostosa... — murmuro, atacando seu pescoço.
Ela enfia a mão entre nós, apertando meu pau duro por ela, puxa meu cabelo e me beija de novo, com uma fome que me deixa louco. O carro para, e o motorista avisa que chegamos ao hotel. Nos afastamos, ofegantes, sem ar. Ela volta ao banco, me encara, vendo meu estado, e sorri com malícia.
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Desejo oculto
Fiksi PenggemarNos bastidores da novela Terra e Paixão, dois veteranos da teledramaturgia se encontram não apenas em cena, mas também na vida real. Paulo Rocha e Gloria Pires, ao darem vida a seus personagens, acabam despertando sentimentos que ultrapassam o rotei...
