Capítulo 74

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Boa leitura

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Paulo

Sábado

Estou me arrumando para o aniversário do Padilha. Ficamos muito amigos na época da novela Terra e Paixão. Achei até que ele não me convidaria, por tudo que aconteceu, mas pelo contrário, ele me chamou e, claro, eu não recusei. Sei que vou vê-la hoje, e isso me deixa um pouco tenso só de pensar.

Estou no chuveiro, enquanto a água cai sobre minha cabeça, lembrando que faz duas semanas que não a vejo. Não fui atrás porque quem pediu esse tempo fui eu, mas confesso que a saudade que sinto está me corroendo por dentro. Pensei que, decidindo esquecê-la, eu não pensaria mais nela, mas não é assim. Desde a última terapia que ela não foi, ela não sai da minha cabeça. Sonho com ela quase todas as noites, sinto falta do seu cheiro, do seu toque, da risada gostosa que só ela tem, com aquelas covinhas mais lindas do mundo. Sinto falta das nossas noites de amor, das nossas safadezas, das brincadeiras e até das brigas idiotas.

A Suyane me manda mensagem todos os dias. Estou tentando seguir em frente. Jantamos na quarta e rolou um beijo, mas não passou disso. Ela também foi convidada e pediu para que eu fosse buscá-la. Está investindo pesado em mim. Confesso que acho ela linda e engraçada, mas tem um defeito: ela não é a Gloria, e nunca será.

Termino meu banho, saio do banheiro, me enxugo e olho no relógio. Ainda são 18h05, o aniversário começa às 19h, então não perco tempo. Coloco minha roupa: uma calça jeans escura, uma camiseta social branca, tênis branco, relógio e um anel. Estou sem barba e cortei o cabelo. Passo o perfume que ela tanto gosta e estou pronto.

Mando mensagem para a Su. Quando chego em frente ao prédio, ela já está na porta, vestindo um vestido preto que vai até os joelhos, de alças grossas, acessórios artesanais, cabelos soltos e uma maquiagem leve.

Ela entra e me dá um selinho que eu não consigo desviar. Coloco no mapa o local e seguimos conversando no caminho. Quando chegamos, ela gruda na minha mão, e eu não tenho coragem de desfazer o gesto. Entramos e, de cara, vejo o Padilha. Ele olha para mim, depois para a Suyane, desce o olhar para nossas mãos e volta a me olhar, sem dizer nada, sempre discreto e educado.

— Paulo, meu amigo, que bom te ver! — ele me abraça com um sorriso.

Eu retribuo, soltando a mão dela.

— Oi, Padilha, quanto tempo. Aqui está seu presente!

— Ah, muito obrigado!

— Por nada.

— Suyane, linda como sempre... — sorri para ela, dando um beijo em seu rosto.

— Oi, Pa, obrigada pelo convite. Está tudo muito lindo, esse é meu presente!

— Obrigado, querida. Entrem, fiquem à vontade.

Dou espaço para ela passar e me junto ao pessoal do elenco. Vejo a Claudia Raia, cumprimento com um beijo e conversamos por alguns segundos. Padilha se junta a nós e o pagode rola solto. Então ele me olha, me chama para ir ao bar com ele, e eu o acompanho. Logo ele começa o assunto:

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