Boa leitura
Gloria
— Vou descontar toda a dor e a raiva que você tá me fazendo sentir, sua piranha... — ele solta, os olhos cravados nos meus, tão cheios de fúria que sinto meu peito inflar.
A raiva ferve no meu sangue, queimando junto com o prazer que me corrói por dentro. Aperto as pernas ao redor da cintura dele, travando, puxando ele ainda mais fundo, e minha mão sobe, estalando num tapa forte no rosto dele. O som ecoa pelo quarto, minha mão arde, e a cabeça dele vira com o impacto.
Ele para, me olha de volta tão rápido que sinto o ar sumir, o maxilar dele travado, os olhos pegando fogo, e eu sei que ele quer me matar nesse segundo. Mas não dou tempo.
Com as costas da mão, bato do outro lado, com força, o rosto dele virando de novo enquanto o vermelho sobe pela pele marcada, os meus dedos estampados na bochecha dele. Eu sorrio, satisfeita, sentindo um gosto de vitória escorrer pela minha língua enquanto o vejo ofegar, o peito subindo e descendo, a respiração pesada.
— Tá achando que é só você que tem dor e raiva pra descontar, maldito... — cuspo as palavras, o sorriso ainda preso nos lábios.
Os olhos dele queimam, a respiração dele sai como um rosnado baixo antes de ele falar:
— Sua filha da puta!
Ele envolve minha cintura num aperto forte, desgrudando meu corpo da porta. Beijo sua boca manchada do meu batom, os lábios vermelhos, inchados, e ele me puxa ainda mais pra si antes de me erguer do chão com facilidade. Me carrega até a cama, os olhos colados nos meus, e me joga em cima do colchão sem aviso.
Eu grito, o susto cortando o ar quando meu corpo quica na cama e caio com as pernas abertas, os joelhos tremendo pela adrenalina e pelo tesão que me corrói. Ele fica parado na beirada, me olhando com aquela expressão de fome antes de empurrar a cueca pra baixo de uma vez, deixando o pau duro balançar enquanto o observa brilhar com a excitação.
Num segundo, ele segura meus pés, me puxando até a beirada, fazendo meu corpo deslizar no lençol. Abre minhas pernas sem nenhuma delicadeza, os joelhos quase encostando no colchão, me expondo completamente pra ele. Então se abaixa, sem me dar tempo de respirar, e afunda a boca na minha buceta.
Eu solto um gemido alto, quase um grito, quando sinto a língua dele encontrar meu clitóris, chupando com força, sugando com tanta pressão que minhas costas arqueiam na cama, o ar some dos meus pulmões e minhas mãos voam pro cabelo dele, puxando, segurando, implorando por mais.
— Haaaammm... caralho... puta que pariu... — as palavras escapam entre gemidos longos, roucos, enquanto ele continua chupando, sugando, deslizando a língua de um jeito tão intenso que meu corpo começa a tremer.
Eu gozo. Sem nem perceber, sem nem conseguir avisar. O prazer me explode no baixo ventre, um calor avassalador se espalha pelo meu corpo e um grito rouco rasga minha garganta enquanto meu corpo inteiro pulsa, cada nervo vivo, cada músculo tenso.
Nunca gozei tão rápido em um oral. Na verdade, nunca gozei tão rápido como agora.
Ele me chupa até a última gota, a respiração quente contra minha pele sensível, os lábios molhados se movendo até me esgotar completamente. Quando levanta, os olhos ainda escuros de desejo, ele dá um tapa firme na lateral da minha bunda, o estalo ecoando no quarto.
Segura meu rosto entre os dedos, apertando, me obrigando a olhar pra ele, nossos olhares se prendendo, a respiração pesada misturando entre nós, enquanto sinto o gosto do meu próprio prazer pairando no ar.
— Eu vou te fuder até você pedir pra parar! — ele rosna, a voz rouca, carregada de uma promessa que faz meu corpo inteiro arrepiar.
Mas eu tô tão desorientada pelo prazer, tão zonza do gozo que ainda pulsa entre minhas pernas, que não consigo nem responder, só respiro ofegante, a boca aberta, os olhos turvos enquanto tento focar nele.
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Desejo oculto
FanfictionNos bastidores da novela Terra e Paixão, dois veteranos da teledramaturgia se encontram não apenas em cena, mas também na vida real. Paulo Rocha e Gloria Pires, ao darem vida a seus personagens, acabam despertando sentimentos que ultrapassam o rotei...
