Capítulo 53

178 14 15
                                        

Boa leitura

Paulo

Quando ela diz que é solteira, meu sangue ferve. Ela cruza as pernas, a fenda do vestido revelando ainda mais sua coxa, e sinto meu corpo reagir, o calor subindo e meu pau pulsando dentro da cueca. As luzes do salão se apagam, deixando apenas o palco iluminado, e coloco a mão em sua coxa, apertando com firmeza. Sussurro no seu ouvido, a voz rouca de raiva e desejo:

— Você é minha, e vai se arrepender de ter falado isso, safada.

A palestra começa, o tema é a história de grandes nomes da psicologia, mas minha cabeça está longe. Meus olhos não saem dela — aquelas pernas perfeitas, a curva da cintura, o brilho do vestido vermelho que parece gritar por atenção. Decido que está na hora de fazer ela pagar pelas provocações que vem me atiçando há dias.

Deslizo a mão novamente por sua coxa, acariciando por cima do cetim. Ela me lança um olhar confuso, como se perguntasse o que estou fazendo. Dou um sorrisinho de canto, mantendo os olhos no palco, fingindo atenção. As cadeiras, como poltronas, não têm divisória entre nós, o que nos deixa ainda mais próximos. Meus dedos descem lentamente pela parte interna de sua perna, subindo até a curva de sua bunda. Sua respiração acelera, e ela se remexe, mas não descruza as pernas.

— Paulo, pelo amor de Deus, aqui não... — ela sussurra, a voz trêmula, quase desesperada.

Percebo que estamos expostos demais, com jornalistas e fotógrafos por todos os lados. Paro, recuando a mão, e ela solta um suspiro de alívio. Voltamos a atenção para a palestra, mas a tensão entre nós é uma corda esticada, pronta para romper.

Duas horas depois, a palestra termina. Aplaudimos, e o apresentador anuncia que o salão de festas está aberto. Seguimos para lá, onde garçons circulam com bandejas de bebidas. Pego duas taças de champanhe e entrego uma a ela, que agradece com um sorriso que me desarma.

— Então, o que você fez pensando em mim? — pergunto, a curiosidade queimando, minha voz baixa e provocadora.

— Ahh... — Ela se inclina, a boca quase roçando meu ouvido, mas antes que possa responder, somos interrompidos.

— Gloria Pires, você não imagina o prazer que é te conhecer pessoalmente! — André Barbosa surge, todo sorridente, pegando a mão dela e beijando-a com uma galanteria exagerada.

— André Barbosa, o prazer é todo meu, querido! — Gloria responde, com um sorriso aberto que me faz cerrar os punhos.

Conheço a má intenção de um homem quando ele quer uma mulher, e esse cara está dando em cima dela na minha frente. Ele só me nota depois de devorá-la com os olhos por alguns segundos.

— Paulo Rocha! Como está? — Ele estende a mão, mas eu a encaro por um instante antes de apertá-la com força, sem sorrir.

— Olá, André. Estou muito bem, obrigado — respondo, seco, e vejo que ele estranha minha frieza.

Ele volta a atenção para Gloria, ignorando minha hostilidade.

— Gloria, se me permite, você é a mulher mais linda desta festa... — diz, com um olhar descarado, comendo-a com os olhos.

Ela sorri, claramente lisonjeada, e retribui com uma educação que me deixa ainda mais irritado:

— Você também é muito bonito, André. Te conheço só pelas redes, e vejo que não muda nada pessoalmente!

Aperto a taça com tanta força que temo que vá rachar. Olho para os dois, querendo arrancar a cabeça dele por dar em cima da minha mulher e dela por dar corda. Ele começa a falar novamente:

Desejo oculto Onde histórias criam vida. Descubra agora