Point of view of Miranda Priestly
- E então? - Valerie indagou irritada.
- E então, o que? Tenho que ir, vai lotar a conta bancária da revista e a nossa também. - 6 horas da manhã, estava com pressa arrumando a mala, nervosa ao mesmo tempo do que me aguardava.
- Mas assim do nada? - Olhei para trás, Valerie estava parada na porta com os braços cruzadas.
- Tenho que ir. Se é importante para a revista, é também para mim. - Ela confirmou.
- É que não estava sabendo. - Sorri para o lado.
- Ninguém sabia, né?! Se foi de última hora. - Falei irônica.
- Ok... desculpa. - Veio em minha direção. - Vou sentir sua falta. - Nossos olhos se encontraram, só que ela não sustentava por muito tempo, logo desviava.
- Uma semana só. - Disse em um tom firme, ela desceu às mãos pelo meu terno e logo segurei seu pulso.
- Poderíamos fazer amor, antes de você ir. - Sorri, negando com a cabeça.
- Estou atrasada, já era para estar dentro do carro. - Tirei suas mãos de mim.
- Mas faz tanto tempo...
- Pois é, Valerie mas vai ter que continuar assim, tenho que ir. - Voltei para a mala, a fechando em seguida. - Falei com Mary, ela vai vir apenas de manhã fazer seu almoço, de tarde ela já está liberada. - Vi ela respirando fundo.
- Queria falar com você sobre isso. - Peguei um casaco. - Não confio na Mary, acho que você tinha que demitir ela.
- Não, Mary fica dentro dessa casa até segunda ordem. - Disse de imediato.
- Amor, ela é estranha. - Neguei com a cabeça.
O fato era que com Mary, eu me sentia bem. Parece que estava perto de Augustine e isso me trazia paz.
- Tenho que ir. - Peguei a mala e sai do closet.
- Vou levar você até a porta.
Aquela casa não era mais a mesma, a maldade tomou conta dela e a única pessoa que me salvava ali era Mary. Não vou dizer que estava saindo dali para ser perdoada, pois sabia que não adiantaria nada essa palavras. Estava saindo dali para ver o que perdi e a maldade humana fez.
Como eu não vi que aquela mulher que estava atrás de mim, me acompanhando até a porta foi a mesma que destruiu a vida das minhas filhas e da mãe delas.
Uma mulher capaz de tudo.
Sabia que seu sorriso irônico estava com ela, estampado naquele rosto de cobra. Nas minhas costas sabia da maldade dela.
Meu salto fez barulho na escada, chamando atenção da minha cozinheira, que apareceu da onde quer que estivesse.
Seu sorriso verdadeiro, me desejando sorte. Ela sabia o que eu ia fazer, onde ia e também o que me aguardava. Pedi a Mary ser meus olhos dentro daquela casa, alguns seguranças de Christine iam ficar aqui perto. Caso acontecesse algo. Não confiaria nela ali.
- Miranda, o minha querida. Te desejo uma boa viagem. - Disse Mary vindo em minha direção e me abraçando.
- Obrigado. - Me afastei dela. - Se cuida.
- Você também, por onde andar. Se cuida. - Ela piscou disfarçadamente para mim. Olhei para Valerie que estava revirou seus olhos.
- Tchau, querida. - Sorri forçado.
- Adeus, meu amor. - Ela enlaçou seus braços no meu pescoço e me deu um selinho.
Ouvimos o barulho do carro.
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Dez Invernos (Mirandy - Intersexual)
RomanceNo dia que Andrea Sachs ia contar para sua chefe e amante um novidade que ia mudar às vidas delas, Andrea foi vitima de uma armação. O dia que era para ser feliz, foi marcado por mágoas e o início de um doloroso inverno no coração de Andy. Será que...
