Capítulo 25 :

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Na manhã seguinte a vida para a família Picoli já tinha voltado ao normal. Todos de volta as suas casas e naquele mesmo dia, Carla começou a preparar o quarto de Heitor , aproveitando o tempo que Arthur ficaria fora, pois resolveria a situação de Júnior na Ferrari.

Naquele mesmo dia, ao final da tarde, foi feita uma reunião com cerca de dez membros da Ferrari, entre eles diretores, chefes e advogados para decidir a situação de Júnior. Todos estavam concordando com a saída dele, Arthur explicou tudo nos mínimos detalhes o que estava acontecendo na vida pessoal e profissional de Júnior e que esses motivos, seriam uma das causas da possível demissão. Às sete da noite, a porta se abriu e por ela passou Júnior, abatida e de óculos escuros, sentou-se em uma cadeira sem dizer uma palavra e nem por um segundo dirigiu a palavra a Arthur.

Júnior: Então, onde eu assino? — disse com os braços cruzados.

Todos o olharam, atônitos com aquela situação que duvidaram que iria acontecer após um ano tão bom quanto o que passaram. O advogado tirou um contrato da pasta e olhou receosamente para Arthur.

Júnior: Não quero que me olhem com essas caras, não estou fazendo nada demais.

Montezemolo: Você jura que não está indo para outra equipe? Porque sabe que nós podemos cobrir qualquer proposta e...

Júnior: Só quero paz na minha vida. — pegou uma caneta de um dos diretores de marketing e foi até o advogado.

Como Arthur previa, Júnior não leu nada, agindo impulsivamente como sempre rabiscou seu nome em cinco folhas e largou tudo em cima da mesa.

Júnior: Obrigado por tudo que fizeram por mim.

Ele falou baixo, mas no tom para que todos ali soubessem que ele falava do fundo do coração e deixando claro de uma vez por todas, que estava passando por uma fase difícil. Logo depois, deu as costas e foi embora daquela fábrica que era sua casa há tantos anos, era impossível não sentir-se mal e por isso quis se livrar o mais rápido possível daquilo. Não precisava de mais dor.

Xxx: Podemos ser processados por isso. — o advogado avisou, assim quando colocou os olhos nos papéis assinados por Júnior.

Arthur levantou da mesa, seguido de Montezemolo e Boninho, ambos estavam apreensivos com aquela reunião, por medo de Júnior ler realmente o que se tratava aquele contrato. Estava em letras pequenas, é claro, mas não era nenhum sacrifício ler no topo que se tratava de uma licença de três meses, tempo total para que ele voltasse a nova temporada da Fórmula 1.

Arthur: Ele vai nos agradecer por isso algum dia.

Era algo que Arthur queria realmente acreditar. Júnior voltaria para a Ferrari, não do modo mais agradável, mas pelo menos não estava demitido.

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Os dias começaram a passar rapidamente e dentro da fábrica da Ferrari o clima começava a ficar apreensivo com a construção dos novos carros e todo o trabalho, deixava os chefes, engenheiros e mecânicos de cabelo em pé. Lucas estava dormindo pouco menos de quatro horas por noite devido a toda aquela confusão e por mais que fosse cansativo, ele estava adorando, pois aquele era o primeiro ano que ele estava participando ativamente do processo de criação do carro.

Na sexta feira pela manhã, ele saiu correndo do seu apartamento, afoito pois hoje começaria a montagem do motor e fariam os primeiros testes para ver se estava tudo ok. Mal tomou café e já estava embaixo de peças de carros.

Xxx: Se a sua mãe te ver desse jeito, ela terá uma síncope, Lucas.

A voz feminina, fez ele levantar rapidamente e bater a testa na mesa, praguejou com a mão no ferimento e olhou para cima, vendo as pernas descobertas por um short jeans e mais para cima o rosto sorridente de Alice. Ela estava linda, toda sorridente e com um brilho nos olhos. Ele abriu um sorriso e levantou do chão. A cumprimentou com um beijo no rosto e um abraço.

Arthur: O Piloto III 🎡Histórias para pegar e não largar. Descubra agora