Capítulo 6 :

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Já dentro do quarto, Carla se preparava para dormir, acabava de sair do banho e passava um creme em sua barriga e rapidamente colocou uma camisola leve, pelo intenso calor que fazia. Ao sair do banheiro, seus olhos encontraram Arthur sentado na cama, de óculos de grau, vestindo apenas uma cueca preta e lendo um livro. Não sabia o porquê, mas ficou parada vendo o marido ali e sem entender nada, sentiu uma imensa vontade de ir até ele e fazer amor até amanhecer. Sensação essa, que não sentia havia algum tempo, devido a tantos enjoos, sono e dores.

Aproximou-se sorridente e tirou os livros da mão dele, quando Arthur olhou para cima viu Carla mais linda do que de costume, os cabelos longos jogados para frente, cobrindo o decote da camisola curta de seda. Ele conhecia muito bem aquele sorriso e se desesperou ao a ver indo para cima dele.

Arthur: Amor? Você não vai dormir? — perguntou um tanto sem ar porque Carla estava em cima dele, lhe beijando ardentemente na boca. Ela olhou para ele e deu risada. — Tomou suas vitaminas?

Começou a falar algo que certamente tiraria ela de cima dele, mas nem isso apagou Carla, ela sentou em cima das pernas dele e ergueu os braços, tirando a camisola. Se fosse em outra situação, ele não pensaria duas vezes em pegá-la pela cintura e fazer tudo o que ele sabia que passava na cabeça dela.

Arthur: Carla... — sussurrou de olhos fechados ao ver ela em cima dele novamente.

Carla: Qual é o seu problema? — ela levantou a cabeça e olhou para ele.

Arthur deu um sorriso sem graça e a puxou pelos braços, a fazendo sentar na cama, bem longe dele. A cara decepcionada de Carla fez ele se sentir o pior homem do mundo.

Carla: Você estava reclamando até esses dias que nós não fazíamos mais nada porque eu só queria dormir. Agora eu estou aqui... — ela ficou de joelhos na cama.

Arthur balançou a cabeça ao sentir as mãos dela passeando por lugares que naquela situação não deveria nem estar passando perto.

Arthur: Carla... — sussurrou ainda mais baixo, repensando naquele medo idiota dele.

Ela voltou a sentar em cima dele, lhe dando um beijo, ao sentir a mão dela, no lugar certo, fazendo o movimento certo, ele mandou tudo ao inferno e agarrou a sua esposa, como ela esperava, como ela merecia. Encheu-lhe de beijos, a deitou na cama e ele mesmo tirou a única peça que separava ele dela. Ela lhe agarrava, com as unhas cravadas em suas costas, ansiando a sensação que estava por vir. Ele segurou a cintura dela e se aproximou. Até um chute bem em sua mão o fazer dar um pulo para o outro lado da cama. Carla ergueu a cabeça e o fitou sem acreditar que ele fez aquilo.

Carla: Volta aqui Arthú. — sibilou, já começando a se irritar com ele.

Arthur: Não consigo. — levantou da cama atrás de sua cueca.

Carla levantou atrás dele, pasma com a atitude dele. Não era a primeira vez que aquilo acontecia, mas ela tinha se esquecido de como Arthur fugia dela quando estava grávida, alegando que tinha medo de machucar ela e o bebê e com isso, ela acabava ficando chupando o dedo.

Carla: Você estava me tarando esses dias, o que aconteceu para mudar?

Arthur: A barriga... — apontou para a barriga dela, já grandinha. — Eu sinto que o Heitor está olhando tudo... Entende?

O pavor dele, fez Carla quase rir. Ele lhe irritava com aquelas atitudes, mas era fofo. Mas era sua vontade por sexo que estava em jogo ali, não a fofura de Arthur com o filho.

Carla: Pela terceira vez eu vou falar: Não tem problema nenhum! — falou alto, indo atrás dele que ia para o banheiro. — Arthú, fala sério, você nunca foi de negar fogo. — revirou os olhos e Arthur riu completamente nervoso com a situação.

Arthur: O Piloto III 🎡Histórias para pegar e não largar. Descubra agora