Xxx:Preparadas para os buquês? — o mestre de cerimônia disse no alto do palco, cortando a banda e deixando as pessoas que após o jantar esplendoroso se direcionaram para a pista de dança.
As mulheres solteiras, na maioria amigas de Maria Clara voaram em direção das duas que estavam no palco, rindo da cena. Maria Clara conseguiu enxergar Alice perdida no meio dos braços levantados e desejou que sua força fosse o bastante para que conseguisse que ela pegasse o buquê, afinal, ela merecia.
Thaís: Preparada encalhadas, digo... Suas lindas? — disse no microfone e conseguiu fazer com que todos rissem. — Ok, vamos lá! Um... Dois... E três... — contou lentamente.
Em companhia de Maria Clara jogou o buquê para trás e rapidamente viraram para olhar que a força aplicada nos dois buquês tinha sido demasiada, já que ele passou pela barreira de solteironas e atingiu com brutalidade a cabeça de Anne, que estava de pé, perto da mesa da família conversando com Carla e segurando uma taça de champanhe. Ela ficou branca pelo susto e Carla começou a gargalhar no mesmo momento que viu os dois buquês nos pés da irmã.
Sarah: Isso é marmelada! — gritou do outro lado da mesa.
Anne pegou os dois buquês do chão e foi aplaudida pelos convidados. Ergueu os dois em agradecimento às noivas e tentou se esconder o mais rápido possível, pois seu rosto estava completamente vermelho.
Carla: Agora vai ter que casar... Em dobro. — deu uma piscada e virou a taça de champanhe.
Anne apenas revirou os olhos e disse que tomaria um ar lá fora, afinal, depois daquele mico e ela se passando pela solteirona em níveis astronômicos o que mais queria era ficar irreconhecível naquela festa. Parou perto da piscina que agora estava vazia, apenas com as cadeiras que tinham sido da cerimônia e algumas pessoas que corriam pela praia, obviamente toda a diversão da festa estava dentro da tenda.
Abraçou seu corpo com os braços e olhou na direção do mar, ficando na beira do muro de pedras que separava a praia da propriedade e retornou a cena dos buquês e começou a pensar que o destino devia estar brincando com ela. Por que Diabos tinha tanto dedo podre para homem? Porque nunca conseguia encontrar uma pessoa decente, que quisesse algo sério e lhe desse alguma estabilidade sentimental? Era tarados, assassinos, médicos que a faziam querer dormir de tão chatos, velhos à beira da morte... Realmente sua vida amorosa era uma merda.
Guilherme: Reza a lenda que ficar com uma pessoa em um casamento fará ele ser seu para sempre. Ainda mais depois de pegar dois buquês de uma só vez.
A voz muito conhecida e nem um pouco esperada por ela a tirou de seus devaneios. Sem vontade alguma virou para trás e encontrou Guilherme já sem o terno e a gravata, a mirando com uma face tranquila e um sorriso e nas mãos dele, duas taças de champanhe.
Anne: Uma pena que nessa festa só existam pilotos, engenheiros e todo o resto da trupe. E de confusão no meu trabalho eu já estou cheia. — revirou os olhos e aceitou a taça que ele estendia.
Guilherme era um cara legal, talvez nos primeiros dois minutos depois que ele abre os olhos, mas era e ela não queria terminar as coisas que nem haviam começado brigada com ele.
Guilherme: Não em toda festa. — tombou a cabeça para o lado.
Anne revirou os olhos e decidiu arrancar os sapatos e sentar no muro de pedras, ele suspirou e a seguiu.
Anne: Um dia você vai achar uma mulher que te tire dos eixos e vai sossegar. Pode apostar que eu vou estar rindo da sua cara quando esse dia chegar.
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Arthur: O Piloto III 🎡
FanfictionSinopse: De maneiras muito diferentes, o automobilismo havia determinado quem eles eram: Arthur de piloto a chefe de uma das maiores escuderias do mundo. Lucas filho do maior nome que o esporte já viu, agora mecânico da fórmula 1. Juntos, eles busca...
