Sarah: Carla! — foi até a direção da amiga arfando e completamente descabelada.
Carla: Eu sabia que aqueles olhares durante a festa não eram de pura amizade. — revirou os olhos e Rodolfo deu sua risadinha maliciosa, cortando o clima pesado do lugar. — Alice sabe?
Rodolfo: Não, só seu filho. — respondeu enquanto abotoava os botões. Sarah estava roxa de vergonha e apenas estava calada.
Carla: Como é que é? — arregalou os olhos. Por que Lucas estava metido em todo tipo de confusão? — Vocês não vão contar para ela?
Sarah: Eu te explico lá em cima, vem. — puxou a amiga pelo braço e a arrastou escada acima, até quando entraram no quarto dela. — Ok, pode começar as perguntas. — disse após se jogar na cama dela.
Carla: Eu não estou entendendo nada.
Sarah: Eu estou com o Rodolfo, ele é bom de cama, eu quero isso e fim de papo. — deu de ombros e Carla abriu a boca, chocada.
Carla: Vocês estão namorando?
Sarah: Não... Nós estamos, sei lá, ficando juntos. — deu de ombros e Carla abriu um sorriso. Era óbvio que isso aconteceria, mas não esperava que tão rápido. — Ele está diferente.
Carla: Como?
Sarah: Sei lá, ele me trata melhor do que das outras vezes... Ontem mesmo ele me levou para jantar, claro que depois o estica foi num clube de swing... — revirou os olhos e Carla grunhiu. Eram dois depravados! — Sabe aquela pessoa que te trata bem, é um ótimo homem e tudo que uma mulher sonha na cama? É o Rodolfo.
Carla: Você está se apaixonado? — arqueou a sobrancelha e Sarah ficou estática olhando para o teto.
Sarah: Eu gosto dele Carlinha, gosto pela pessoa que ele é e o pai que ele se tornou para a Alice, mas para mim... Eu não sei. Acho que é cedo demais.
Carla: Eu acho que eu estou feliz por você. — balançou os ombros e Sarah pulou da cama, lhe abraçando. — Só acho que a Alice devia saber.
Sarah: Ela não saberia lidar com isso. O Rodolfo pode não levar mais mulheres lá para casa, mas eu imagino o que ele deve aprontar na rua. Pensa para ela, que tem todo aquele pensamento de família feliz saber que os pais estão juntos, mas o pai sai comendo todo mundo? Eu conheço minha filha e sei que ela não iria suportar.
Carla: Bom, você que sabe... Mas vai com calma, ok? — deu uma piscada e Sarah assentiu. — Queria a sua ajuda.
Ela levantou da cama e se enfiou no closet, voltando cinco segundos depois com algumas peças de lingerie na mão.
Carla: Qual você acha?
Espalhou na cama quatro conjuntos, um vermelho de cetim, outro branco com uma meia calça rendada, outro preto rendado e outro completamente transparente, que Sarah pegou e abriu a boca surpresa.
Sarah: Depois que eu sou tarada. — disse ao observar a peça e a jogar para trás. — O preto, sem dúvidas.
Carla: Pensei a mesma coisa. — abriu um sorrisinho e pegou a peça na mão. — Vou tomar um banho e já sair, ok?
Sarah: Ok, safadinha. — deu um tapa no traseiro da amiga e saiu saltitando do quarto.
"Hotel Di Paris. Quarto 11, sexto andar."
Arthur: O que ela está aprontando? — franziu a testa assim que viu a mensagem de texto de Carla em seu celular.
Devia ter desconfiado quando Sarah disse que ela saiu para comprar fraldas. Terminou de se secar, pois tinha acabado de sair do banho, vestiu uma roupa e desceu para a garagem, antes vendo que Sarah, Alice e Maria Clara cuidavam de Heitor no quarto.
Ao chegar ao hotel foi muito bem recebido pela simpática recepcionista que logo liberou sua entrada e ele aos poucos foi entendendo a ideia dela. Estava hospedada na suíte presidencial do melhor hotel de Mônaco e fazendo todo aquele esquema, ele sabia muito bem para que fim era. Ao chegar à porta do quarto, ele girou a maçaneta e estava aberta, entrou e viu o ambiente completamente escuro.
Arthur: Carlinha? — perguntou para o nada, pois ela não respondeu. Ao tatear a parede tentando achar o interruptor, ele tocou nos braços dela.
Carla: Seja muito bem vindo. — sussurrou no ouvido dele.
Arthur a abraçou pela cintura, sentindo que ela estava com a barriga descoberta. Ao tentar subir a mão para ver se estava com alguma lingerie, ela segurou suas duas mãos.
Carla: Você foi muito mal comigo esses últimos meses, hoje você vai se arrepender por isso. — mais uma vez sussurrou.
Ele abriu um sorriso. Carla e suas surpresas. Ela o guiou pela mão até algo que ele julgou ser uma cadeira e o deixou sentado lá.
Carla: Hoje você não vai ver nada. — ao dizer aquilo tampou os olhos dele com uma venda e Arthur franziu a testa.
Arthur: O que vai fazer comigo?
Carla: Fica quietinho Arthú. — beijou os lábios dele com cuidado e se afastou.
Ele tentou ouvir alguma coisa e conseguiu apenas ouvir o barulho dela mexendo em uma sacola, mas dez segundos depois ela já estava de volta, passando a mão pelo seu ombro. Os dedos dela deslizaram pela camisa de botões e metodicamente foi abrindo um por um, sentindo a respiração dele bater contra seu rosto, tirou a camisa e a jogou no chão. Tocou com os lábios a pele quente dele e deslizou com a língua desde o pescoço até o cós da calça. Ele se remexeu na cadeira, a fazendo sorrir e se afastar, para retirar os sapatos e subir as mãos por dentro da calça, tocando na panturrilha e no meio das coxas.
Arthur arqueou o quadril e Carla aproveitou para tirar a calça e a cueca de seu marido. Ao olhar para cima, pelo pouco que conseguiu enxergar, ele estava com a cabeça arqueada para trás do encosto da cadeira. Ela abriu um sorriso e se inclinou sob as pernas dele, fazendo com que um gemido escapasse da garganta dele ao sentir as mãos dela lhe tocando. Era enlouquecedor o modo como seu corpo reagia com Carla, chegava a doer. Quando ele literalmente desmontou na cadeira, ela ergueu os olhos e deu um sorriso malicioso.
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Arthur: O Piloto III 🎡
FanfictionSinopse: De maneiras muito diferentes, o automobilismo havia determinado quem eles eram: Arthur de piloto a chefe de uma das maiores escuderias do mundo. Lucas filho do maior nome que o esporte já viu, agora mecânico da fórmula 1. Juntos, eles busca...
