Júnior: Quando é sua próxima consulta? — perguntou assim que já estavam na rodovia que os levariam até Nice.
Thaís: Semana que vem. — deu de ombros e ele assentiu para logo depois, voltar ao silêncio absoluto. Inferno! — Nós não vamos nos falar até o final do dia? Porque se for assim, eu realmente gostaria de voltar para casa. Você está me angustiando.
Chutou o balde de vez, afinal, não tinha nada a perder. Ele desviou por dois segundos os olhos da estrada e a mirou com desgosto.
Júnior: Quer conversar sobre o quê? Roupas de bebê ou alguma cláusula do contrato? — arqueou a sobrancelha.
Thaís fechou os olhos e respirou fundo, antes que pegasse a cabeça dele e batesse no volante.
Thaís: Do porquê de você estar hospedado em um hotel em Mônaco. — falou baixinho e ele deu mais um dos sorrisos extremamente sarcásticos.
Júnior: Não leu a cláusula que diz que nós dois preservaremos nossas vidas pessoais? Você não tem nada para saber da minha vida, assim como eu não tenho curiosidade em saber da sua. — o tom rude a sobressaltou.
Thaís: Nem que eu estou queimando de arrependimento e saudades? — mordeu os lábios assim que soltou aquela frase que realmente não devia ter saído.
O carro diminuiu a velocidade consideravelmente e ela ficou ao menos feliz de saber que desequilibrou o Iceberg Cerqueira. Ele ficou em silêncio e voltou a acelerar o carro, não sabendo como responder aquilo, quando na verdade, estava desarmado. Ela cruzou os braços, dando por satisfeita a missão de ver até que ponto ele estava agindo verdadeiramente.
Júnior: Eu também estou queimando Thaís, posso lhe garantir que se não estivesse grávida, te tacaria nessa fogueira, lugar onde você merecia estar. — olhou para ela com os cantos dos olhos e viu-a perdendo a cor.
Thaís: Você vai me tratar assim até quando? Você não me deu chance nenhuma de me explicar, de pedir desculpas de fazer nada. — falou alto, começando a se exaltar com toda aquela rejeição dele. — Eu sei que eu cometi um erro e eu reconheço isso, mas Erivelto... Você queria que eu fizesse o que?
Júnior: Eu não quero falar sobre esse assunto. E não me chama de Erivelto.
Thaís: Eu chamo do jeito que eu quiser porra.... Você tem o direito de ter raiva, mas eu também tenho o direito de querer consertar as coisas. — virou-se para ele após se soltar do cinto de segurança. — Eu não quero um contrato regrando minha vida, tirando meus filhos de mim e o mais importante, me afastando de você. Erivelto, por favor... — fechou os olhos e quase não percebeu as duas lágrimas caírem de seus olhos. — Me perdoa. — tocou o braço dele e a rejeição veio no mesmo segundo. Ele tirou e a olhou.
Júnior: Você pode tentar consertar o que você quiser, mas longe de mim. Quantas vezes precisarei falar, quantos folhas terei que fazer você assinar para entender que eu não quero mais nada com você? O que você fez não foi um erro, não foi burrice que você sempre cometeu, você acabou com a minha vida e eu nunca vou te perdoar por isso.
Ele falou de um jeito, que ela não teve como se defender. Ele estava certo.
Júnior: Eu não quero nada de você que não seja as duas crianças que estão na sua barriga, porque elas não têm culpa de tudo que aconteceu, mas de você, Thaís, eu quero distância. Depois que essas crianças nasceram, pode ter certeza que você nunca mais vai me ver, porque simplesmente você não merece isso, não merece nem essas crianças se quer saber a verdade... Você nunca soube amar e acredito que não vai ser eu, o Rafael ou sua família que vai sofrer com isso e sim minhas filhas. Por isso, eu farei o que puder para manter as duas longe de você.
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Arthur: O Piloto III 🎡
FanfictionSinopse: De maneiras muito diferentes, o automobilismo havia determinado quem eles eram: Arthur de piloto a chefe de uma das maiores escuderias do mundo. Lucas filho do maior nome que o esporte já viu, agora mecânico da fórmula 1. Juntos, eles busca...
