Capítulo 51 :

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Arthur: Ah você vai, quer apostar quanto?

Júnior: Vai me pegar no colinho, Arthur? — ironizou.

Arthur: Thaís, fala com ele. — olhou para sua irmã e ela sorriu, colocou as mãos na cintura e foi até Júnior.

Thaís: É o seu sonho, você não pode desistir. — o fitou carinhosamente e Júnior segurou o choro. — As meninas se sentiriam orgulhosas de ver você correndo. — decidiu jogar baixo de vez e ele ficou branco. Suas filhas... Ela sabia que tinha acertado no ponto certo.

Arthur: Ela tem razão Júnior, elas vão se orgulhar ainda muito de você. E além do mais, você precisa de um emprego para dar um futuro a elas. Por enquanto o dinheiro é abundante, mas dinheiro acaba muito rápido. — explicou detalhadamente e ele continuou em silêncio, parecendo analisar as possibilidades.

Thaís: E se você quiser mesmo se demitir, vai pagar uma multa exorbitante. — deu de ombros.

Júnior arregalou os olhos ao lembrar daquilo. A multa de quebra do contrato passava da casa dos sete milhões de euros.

Júnior: Vocês dois são terríveis juntos! Isso é de família? — franziu a testa.

Os irmãos riram e Arthur abriu um sorriso para Thaís.

Júnior: Pelas minhas filhas... E por vocês da Ferrari, eu vou continuar. — falou baixinho e Arthur pulou em cima dele, assim como Thaís. Júnior riu e abraçou o amigo.

Arthur: Obrigado Erivelto! — sussurrou para ele que abriu um sorriso.

Júnior: Obrigado você por não desistir de mim. — separou dele e o olhou no rosto. — Tenho orgulho de ser seu fã. — sorriu, lembrando-se de sua infância acompanhando as corridas de Arthur e agora ele estava ali, lhe dando apoio para continuar.

Thaís estava de longe, sorrindo com a cena. Ela sabia que Júnior apenas fingia que não se importava de estar longe da Formula 1, as corridas eram a vida dele, assim como a dela era ele.

Arthur: Eu vou indo agora, vou deixar o contrato para que você assine. Amanhã estaremos indo para Maranello, ok? — entregou o novo contrato e ele assentiu. — Quer que eu te leve embora? — olhou para Thaís que ainda estava de roupão toda emocionada.

Thaís: Eu estou de carro. — abriu um sorriso e Arthur a olhou maliciosamente. — Para de me olhar com essa cara.

Arthur: Nem um beijinho mesmo? — fez um biquinho e os dois riram.

Thaís ficou vermelha no mesmo momento e Arthur olhou para Júnior.

Arthur: Do jeito que ela está vermelha, ela deve ter te bolinado a noite inteira. Só eu sei o quanto eu sofro com esses hormônios de gravidez. — deu uma piscada para Júnior, que caiu na gargalhada.

Thaís: Fora daqui Arthur! — gritou completamente embaraçada e empurrou o irmão pela sala até a porta. — Tchau.

Acenou e logo fechou a porta na cara dele, ainda ouvindo as gargalhadas de Arthur do lado de fora. Ao virar, Júnior também estava rindo.

Thaís: Para de rir.

Júnior: Parei. — ergueu as mãos para cima e ficou prendendo a risada. — As meninas estão bem?

Thaís: Chutando como sempre. — colocou a mão na barriga e afagou a região. Júnior olhou de longe e sorriu. — Está melhor?

Júnior: Sim. Se não se importa eu tenho que resolver algumas coisas com meu advogado, por causa do contrato. — apontou para o papel na mesa e Thaís assentiu. — Feche a porta quando sair ok? — pediu

Thaís apenas assentiu, seguindo em direção a suíte para tomar banho.

Júnior: Thaís? — a chamou e ela colocou a cabeça para fora da porta. — Obrigado por cuidar de mim ontem. — falou baixinho e ela abriu um sorriso e entrou no quarto de vez, dando sua missão por completa.

Júnior seguiu para o closet assim que ela entrou no banheiro. Olhou para os cabides e escolheu uma calça branca e uma camisa jeans. Ainda pensando no que Arthur tinha feito por ele, tirou a camisa do pijama que vestia em frente ao espelho e a bermuda. Assim que olhou sua imagem refletida no espelho, ele deu um berro que fez cada parte de sua garganta protestar com uma dor aguda.

Que porra que era aquela em seu tronco? Sua boca se abriu de surpresa ao constatar que uma fina linha de um arranhão descia do alto de seu ombro até o final do elástico onde geralmente ficava sua cueca. Ele tinha dormido de cueca...

THAÍS!

Seu rosto ficou branco e ele chegou mais de perto ao ver as marquinhas pequenas roxas em seu pescoço, no ombro e perto do umbigo.

Júnior: Thaís! — berrou por ela, sentindo a dor novamente, mas dessa vez não se importou.

Ele invadiu o banheiro e Thaís deu um grito, pois a dois segundos atrás estava sem sutiã. Ele a olhou e estava de calça jeans, um sutiã preto e os pés descalços. Ela o olhou e ficou branca ao ver o arranhão no peitoral dele e as marcas roxas. Droga!

Júnior: Você pode me explicar o que aconteceu comigo? — cruzou os braços e ela franziu a testa.

Thaís: Meu Deus, o remédio deu alergia em você! — arregalou os olhos, completamente irônica e ele a fuzilou.

Júnior: O que você fez comigo durante a noite Thaís Picoli? — falou seriamente e ela sentiu vontade de rir.

Thaís: Eu cuidei de você.

Júnior: Abusar de mim é cuidar? — gritou novamente e ela riu quando ele se arqueou, colocando as mãos na garganta. — Eu estava dopado! Aliás você me dopou.

Thaís: Falou a pessoa que transou comigo quando eu estava quase entrando em coma alcoólico. Abusar de pessoas indefesas é o seu forte também, Júnior. — deu uma piscada e ele ficou boquiaberto com a naturalidade que ela falou aquilo.

Júnior: O que você fez comigo? — cruzou os braços e ela começou a rir debochadamente.

Thaís: Você nunca vai saber. — deu de ombros e ele bufou. — Mas acho que deixei bem explicadinho. — apontou para a marca no ombro e o arranhão, ele ficou perplexo.

Júnior: Você não fez isso...

Thaís: Posso mostrar de novo sem problema algum. — abriu um sorriso provocador e ele grunhiu, completamente irritado. — Qual é Júnior, não fiz nada demais que você não faria com alguém na situação que você estava ontem.

Júnior: Fala para mim o que você fez.

O olhar dele era suplicante, mas aos poucos, a ideia de pensar em Thaís se aproveitando dele durante a noite era extremamente excitante. Não que ela algum dia saberia daquilo.

Thaís: Isso... — aproximou-se dele e se ergueu nas pontas dos pés para ficar da altura, então logo em seguida sussurrou no ouvido dele. — Fica por conta da sua imaginação.

Ao se afastar dele deu uma piscada, pegou sua blusa e saiu apressadamente do banheiro. Assim que chegou a sala pegou sua bolsa e saiu o mais rápido possível do quarto, antes que ela visse a reação dele.

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Arthur: O Piloto III 🎡Histórias para pegar e não largar. Descubra agora