Capítulo 33 :

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A Catedral de Mônaco começava a receber seus primeiros convidados que estavam deslumbrados com toda a decoração de bom gosto do futuro casal. O interior da igreja era maravilhoso, toda em tons de dourado e em cada banco, havia um arranjo de rosas brancas e tulipas cor de rosa. Aos poucos, os convidados se sentavam nos bancos, membros da elite, pilotos, empresários, famosos e socialites, todos estavam presentes ali em um dos casamentos mais estranhos da história.

A cerimônia começou uma hora depois, com o Bispo caminhando sob o tapete branco, seguido pelo noivo, sorridente e bem arrumado ao lado de sua mãe, mais exuberante do que nunca. Logo depois os padrinhos, Luan estava abraçado com uma prima e atrás dele, sem fazer a mínima vontade de estar ali, estava Arthur de braços dados com Carla, exuberante em um vestido azul marinho frente única e completamente bordado de cristais. Quando todos estavam no altar, Carla percorreu os olhos e viu os assentos destinados aos seus filhos e a Victor vazios. Onde eles tinham se metido?

O belíssimo Rolls Royce 1957 parou em frente a entrada da igreja e dele, para a alegria dos fotógrafos em frente da Catedral, desceram José, aparentemente sério para um pai que estava prestes a casar sua filha e a belíssima Thaís, trajando aquele simples, mas imponente vestido de noiva e segurando um buquê de flores vermelhas. Ela abaixou os olhos para as fotos e segurou o braço do pai, enquanto a assessora de casamentos arrumava seu véu no chão. Subiu os vários degraus tomando cuidado com o vestido e quando parou em frente de seu pai olhou para ele e viu o receio nos olhos dele. Era agora. Não havia como voltar atrás.

Maria Clara: Tia! Você não pode entrar! — chegou gritando dos fundos da igreja e assustou todos, inclusive Thaís que a olhou com os olhos arregalados.

José: O que está fazendo aqui Maria Clara? Não devia estar lá dentro? — olhou as roupas da neta e se perguntou porque ela estava de calça jeans e tênis. Thaís fez a mesma pergunta.

Maria Clara: Tia é sério, você tem que vir comigo. — olhou nos olhos de Thaís e ela soube que era sério. Tirou seu braço do de José e olhou para a assessora.

Thaís: Não vou demorar. — dito isso, segurou a mão de Clara e se deixou ser levada para onde a sobrinha estava indo.

A assessora bem que tentou protestar, mas ficou falando com o vento. Thaís tentou perguntar o que estava acontecendo, mas não foi respondida, entraram dentro da Catedral e Maria Clara a levou até uma sala na lateral da igreja, na porta desta, estava Lucas e Victor.

Thaís: O que está acontecendo?

Lucas: Você tem que entrar lá dentro e conversar com uma pessoa que está lá.

Ao ouvir aquilo, Thaís ficou branca. Júnior... Sem racionar direito, abriu a porta e a fechou atrás de si. Havia uma mulher parada em frente a um quadro religioso e assim que ouviu o barulho da porta, virou subitamente. Thaís arfou e se encostou na parede ao ver Lia, aquela vagabunda que tinha estragado com a sua vida completamente, lhe encarando com o mesmo pavor.

Thaís: Que palhaçada é essa?

Thaís gritou com a mulher, assim que seus olhos focalizaram a barriga dela. Estava grande, não tanto quanto a sua, mas já mostrava que ali dentro estava o filho de Júnior. A raiva subiu a garganta e ela teve que se controlar para não voar em cima daquela vadia.

Thaís: Como você veio parar aqui? Quem te deixou entrar? — começou a gritar.

Lia arregalou os olhos, assustada com o descontrole de Thaís. Ela lhe odiava, era tão nítido.

Lia: Não grite... Eu vim... Eu vim para lhe contar a verdade. — deu dois passos para frente.

Thaís franziu a testa. Que merda aquela vagabunda estava dizendo? Não conseguia se controlar e sua mente começava a vagar para tantas maldades que poderia fazer com ela e com aquele bebê. Droga! Era uma criança apenas. Fechou os olhos e respirou fundo, afastando aqueles pensamentos maldosos.

Arthur: O Piloto III 🎡Histórias para pegar e não largar. Descubra agora