Capítulo 123 :

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Beatriz: É a última vez que eu falo José! Sai dessa piscina com essas vadiazinhas teenagers. Você tem idade para ser bisavó delas!

Ela gritou pela centésima vez na beira da piscina para o marido que estava mergulhando em uma piscina de espuma, com prostitutas que na sua última contagem contabilizavam quinze. E mais Boninho, que tinha acabado de ser obrigado a sair da piscina, pois já estava rolando dentro da água bêbado e não demoraria para sair alguma tragédia.

José: Você devia entrar amorzão. — levantou os braços com uma taça de champanhe na mão.

Beatriz cruzou os braços e realmente sentiu vontade de entrar e matar seu marido com a taça de champanhe, mas obviamente não estragaria seu taiuller Chanel muito menos seu cabelo.

Beatriz: Não vai sair é? — balançou a cabeça, pensando em algum castigo para aquele velho decadente. — Se é para ser adolescente, vamos ser então. — assentiu e então deu as costas para a piscina. Aproveitaria aquela festa sem aquele lunático. — Por favor, um suco de melancia.

Pediu ao barman assim que sentou-se no banquinho no bar. Ele arqueou uma sobrancelha e pareceu pensar no pedido da senhora, mas assim que reparou que ela não estava brincando, saiu em busca do suco. 

Júnior: Suco de melancia Bibionda? — a voz bem atrás dela parecia estar zombando com a sua cara e pelo apelido, ela já podia adivinhar quem era.

Beatriz: Você sabia que minha filha está por aí te procurando seu destruidor de lares? — cruzou os braços e Júnior sorriu, sentando-se ao lado dela em um banco.

Júnior: E vai me achar com a mãe dela. — deu de ombros e fez um gesto de dois para o barman. — Achou o José?

Beatriz: Preferia não ter achado. — bufou e colocou o rosto sob uma das mãos. Júnior sorriu e balançou a cabeça negativamente.

Júnior: Já que está aqui, curta a festa. Obrigado. — agradeceu o barman que colocou duas tequilas na frente dele. — Toma isso, vai fazer você se sentir melhor. — colocou a tequila na frente dela e viu o olhar de nojo no rosto de Beatriz.

Beatriz: O que é isso? — encarou a tequila como se fosse o vírus da AIDS.

Júnior: Não me faça lembrar que você é uma sobrevivente do Titanic, vire essa tequila agora! — bateu no balcão.

Beatriz se assustou com a grosseria, mas assim que o viu virando o copo de uma vez. Ele não fez cara feia, então ela presumiu que deveria ser bom. Suspirou e pegou o copo, demorou alguns segundos analisando o líquido e então virou de uma vez e quase colocou tudo para fora. Em três segundos Júnior viu ela ficando colorida, tossindo, engasgando, quase desmaiando para colocar o copo de volta ao balcão.

Beatriz: Isso é... — fez uma cara feia e então olhou para Júnior. — Delicioso! Garçom. — chamou o barman como se estivesse em um restaurante em Paris. Júnior começou a rir. — Me veja cinco dessas belezinhas aqui.

Júnior: Garanto que daqui dez minutos você nem se lembrará quem é José Picoli. — deu um tapinha no ombro da sogra. — Se divirta Bibizinha. — beijou o rosto dela com força.

Beatriz fez uma cara feia, limpou o rosto e então pegou o primeiro copo dos cinco que o barman colocou em sua frente.

Júnior: Essa música é maravilhosa! — jogou os braços para cima e restou apenas ao barman dar um sorriso e fazer um positivo com os dedos.

Xxx: Ai Júnior, você me abandonou. — colocou os braços sobre os ombros dele no meio da pista de dança.

Júnior olhou para trás e encontrou a ruiva que estava com ele desde o início da festa. Ela era engraçada e já tinha beijado seu peitoral inteiro com o batom vermelhão que ela estava usando.

Arthur: O Piloto III 🎡Histórias para pegar e não largar. Descubra agora