Júnior: Você precisa de alguma coisa?
Thaís, continuou calada. Precisava de muita coisa. Muito mais do que ele estava disposto a dar. Queria carinho, atenção, abraços apertados e companhia para o resto da vida. Muito mais do que ele estava disposto a dar e ela de merecer. Apenas balançou a cabeça negativamente.
Júnior: Então eu tenho que ir.
Thaís: Tenha uma boa noite. — o olhou sentindo seus olhos se umedecerem.
Ele se aproximou e tocou a barriga dela como sempre, se despedindo das filhas. Logo depois se virou e foi embora. Ela esperou o barulho dos passos na escada para se jogar na cama e começar a chorar. Durante todo esse tempo tinha se segurado o máximo que conseguiu em nome do bem estar das meninas, estava conseguindo até agora. Até o momento de se dar conta que tinha perdido ele de vez. Nem mesmo sua ideia de ser amistosa tinha funcionado, ele resolveu o problema deles e foi embora buscar nos braços de outra tudo o que ele não queria mais dela.
Droga... Aquilo doía tanto. A dor da recusa, da renegação e do abandono eram as piores dores que já tinha sentido em toda sua existência. Um soco doía. Cortar o dedo no papel doía. Brigar com quem se ama doía. Ter medo doía. Perder alguém doía, mas a dor de ser recusada por quem mais se ama, não tinha comparação. Ver o homem da sua vida deixando-lhe sozinha em casa para sair com outras sem nem se preocupar com o que ela estava pensando, era a pior sensação do mundo.
Despencou literalmente do alto de seu autocontrole que tanto tinha custado para ser construído e chorou, chorou como achava que nunca choraria por alguém, de saudade, de medo, pela perca, por ter o perdido...
Júnior: Thaís? — a voz saiu em um fiapo.
Conseguiu enxergar de longe o celular esquecido em cima da mesa, mas nada, nada conseguiu distrair sua atenção daquela mulher com uma força que ele jamais tinha conhecido, chorando como uma criança magoada na cama. Aquilo doeu, pois sabia que era por ele. O choque lhe parou por minutos na porta do quarto, mas assim que a situação estava piorando ele se lançou à frente e sem pensar muito, a pegou pelos braços e a fez olhar para ele.
Júnior: O que aconteceu com você? — ela não respondeu, só continuou chorando. Nunca tinha se sentido tão impotente em toda sua vida. — Thaís, se acalma, você vai acabar prejudicando as meninas e...
Thaís: Minhas filhas estão bem, quantas vezes vou precisar dizer isso? Se já se conscientizou disso, agora some daqui. — estapeou a mão dele, o fazendo soltar seus braços e seu rosto.
Júnior a fitou completamente chocado e a viu se jogar na cama novamente, abraçando o travesseiro. Droga... Ele sabia que devia passar como se só tivesse interessado nas crianças e que ela que fosse ao inferno, mas não era assim que se sentia. Ver ela naquele estado, por culpa dele, anulava toda e qualquer raiva que ele sentia dela.
Júnior: Eu estou preocupado com você, Thaís. — fechou os olhos ao dizer aquilo, sentindo como se um elefante estivesse em suas costas.
Ela levantou os olhos do travesseiro e o mirou completamente chocada, a boca aberta em O e o rosto completamente molhado e vermelho.
Júnior: Fala comigo, fala o que está acontecendo. — colocou a mão no ombro dela e ela se arrepiou, trêmula.
Thaís: Eu não aguento mais tudo isso. — despencou em cima dele, deitando-se nas pernas de um Júnior completamente chocado. Merda! Ela não devia chegar tão perto. — Eu não aguento mais perder você e não poder fazer nada... Eu não posso nem tentar. — falou baixo entre soluços.
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Arthur: O Piloto III 🎡
FanfictionSinopse: De maneiras muito diferentes, o automobilismo havia determinado quem eles eram: Arthur de piloto a chefe de uma das maiores escuderias do mundo. Lucas filho do maior nome que o esporte já viu, agora mecânico da fórmula 1. Juntos, eles busca...
