Capítulo 126 :

395 51 61
                                        


Victor: Não gostei de você se esfregando no pole dance com aquele cara. Aquilo não foi legal.

Maria Clara: Eu sei amor, me perdoa. Eu bebi demais e realmente achei que você estava na sala, foi para te provocar. — pegou a mão dele e deu um beijinho na palma. — Estou morrendo de raiva por essa palhaçada que o Rodolfo e o Guilherme aprontaram.

Victor: Eu nunca te trairia, você sabe disso.

Maria Clara: Na sua onda paz e amor que você está ai, qualquer um poderia fazer algo Victor. Você querendo ou não.

Victor: Eu sei, mas isso não seria... Legal. — continuou falando naquele tom meio mole que estava fazendo ela rir. — Aonde aprendeu a dançar no pole dance? Por que nunca dançou para mim?

Maria Clara: Estou guardando alguns truques para depois do casamento. — piscou e ele abriu um sorriso.

Victor: Por falar em casamento... — grudou a mão na coxa dela e começou a acariciar aquela região. — Eu acho que deveríamos dar uma pausa naquele combinado.

Maria Clara: Pelo amor de Deus Victor, é o nosso pacto nupcial.

Victor: Mas já faz um mês! — fez um bico e Maria Clara abriu um sorriso.

Maria Clara: Amanhã já é o casamento...

Victor: Mas você está tão linda... — foi dedinho a dedinho subindo pela parte dela, até chegar na calcinha. — E você fez uma coisa muito feia hoje. Está me devendo desculpas.

Maria Clara: E você está doidão. Logo, não pode fazer essas coisas. — segurou a mão dele com força.

Victor: Quem disse que eu não posso? — puxou ela pelos braços e a obrigou a sentar em cima dele. — Não sabe de nada meu amor. — sussurrou no ouvido dela e em seguida desceu com a boca para o pescoço.

Maria Clara: Esse é o carro do meu pai. — segurou o rosto dele e o olhou seriamente, o advertindo pela situação.

Victor abriu a porta do carro e com ela em seu colo atravessou o estacionamento.

Maria Clara: Victor! — gritou quando ele a empurrou para a parede áspera do estacionamento.

Victor: Eu acho que hoje você deveria conhecer o Victor que você nunca chegou a ver. Deveria aproveitar, pois hoje é o último dia que ele irá surgir. — abriu um sorriso.

Maria Clara ficou parada olhando o rosto dele. Ao mesmo tempo que sabia exatamente do que ele falava, queria não saber. Ela piscou duas vezes e continuou em silêncio.

Maria Clara: O que você vai fazer comigo?

Victor: Você está em boas mãos. — deu uma piscada e então a jogou no chão, a obrigando a andar de lingerie e salto alto de volta à boate.

Maria Clara não sabia onde enfiar a cara, mas agradeceu pelas pessoas já estarem bêbadas o suficiente para nem olharem para ela. Ele continuou a puxando para o corredor que ela reconheceu ser dos banheiros e do nada, entrou em uma porta que Maria Clara reconheceu como o feminino e assustou umas três garotas que estavam por ali.

Victor: Fora. As três. — ordenou com uma voz que fez Clara sentir as pernas tremerem. As garotas saíram rapidamente e ele trancou a porta. — Agora somos só nos dois. — se aproximou com um sorriso que fez Maria Clara arregalar os olhos.

Maria Clara: Você está me deixando com medo.

Victor: É a intenção. — cruzou os braços e se apoiou na bancada da pia. — Tira a roupa. — falou com aquela mesma voz que fez para expulsar as garotas. Ela ergueu os olhos e piscou.

Maria Clara: Como?

Victor: Tira o que ainda lhe resta. Assim como fez para os outros lá em cima. — murmurou.

Ela sentiu o sangue gelar. Droga. Não estava mais tão bêbada para fazer aquilo sabendo realmente o que estava fazendo.

Maria Clara: Victor, você já me viu...

Victor: Você não concordou em ser do meu jeito? Pois então, tire a roupa. Agora. — gritou a última palavra.

Maria Clara ficou quieta e agradeceu aos céus por Victor ter se apaixonado por ela e nunca ter feito lhe passar por uma situação como aquela, mas surpreendentemente algo começou a esquentar dentro dela e o clima mudou totalmente. Ele sentou em cima da bancada e ela se posicionou na frente dele, ficou de costas e começou a se movimentar seguindo as batidas que ecoavam de um modo abafado ali de dentro.

Levou as mãos ao fecho do sutiã e o abriu, mas deixou ele no mesmo lugar, segurando com as mãos a parte da frente. Se aproximou de Victor com um sorriso no rosto e encostou no peitoral dele, que continuava sério, a olhando impassível naquele papel que ela não sabia se ele estava atualmente ou vivendo realmente.

Maria Clara: Tira. — juntou os ombros.

Victor tocou nas alcinhas do sutiã, puxando com força para fora dos braços dela e deixando que caísse no chão. Maria Clara tentou não se abalar com aquela situação e continuou rondando ele, até que se afastou para dar a visão dela tirando a calcinha, o que era a única peça que lhe restava. Ele parou para olhar para sua noiva e se deu conta do quanto Maria Clara tinha mudado nos últimos tempos. Desceu da bancada e foi até ela, pegou-a pelo cabelo e a empurrou para a parede de espelhos.

Maria Clara: Victor... — tentou falar alguma coisa, mas não teve nem tempo, já que ele a virou e começou a beijá-la de um jeito urgente e que chegava a machucar, mas incrivelmente a agradava. De repente, ele se afastou e a olhou nos olhos.

Victor: Agora... Ajoelha.

Maria Clara: Oi? — ergueu os olhos para ele e quase teve vontade de rir da cara dele, pois nunca iria se ajoelhar em um banheiro de uma boate.

Victor: Não estou brincando. — murmurou e então a puxou pela cintura, dando outro daquele mesmo beijo que estava a deixando louca, pegou-a novamente pelo cabelo e forçou para que ela ajoelhasse.

Maria Clara: Você não pode fazer isso comigo, eu vou pegar alguma infecção Victor!

Victor: É claro que eu posso... Eu sou Victor Queiroz. — e então o sorriso mais esnobe, egocêntrico e maravilhoso apareceu no rosto dele fazendo Maria Clara revirar os olhos.

Se tinha pegado ou não uma infecção dentro daquele banheiro Maria Clara não estava dando a mínima. Aquela noite com Victor tinha sido a melhor de sua vida e com toda certeza seria muito difícil de superar. E finalmente tinha entendido Victor e toda aquela fixação que as garotas tinham por ele. Quando ele era bonzinho, ele era muito bom, mas quando ele era mau, ele era ainda melhor. E era esse o segredo.

Felizmente ele tinha lhe mostrado isso e não simplesmente ignorado aquela parte da vida dele. Ele era daquele jeito, sempre seria. Com a diferença era que a partir do dia seguinte, seria seu. Até o último dia. 

Comentem

Arthur: O Piloto III 🎡Histórias para pegar e não largar. Descubra agora