Passava das nove da manhã e Carla não conseguia se desligar, tinha acabado de sair do quarto que Heitor estava internado, sob observação a algumas horas com o rosto lavado de lágrimas. Após diversos exames, foi comprovado que não aconteceu nada com ele, nem um arranhão sequer e a perícia comprovou que era porque caiu debaixo do banco, o que acabou o protegendo.
Não sabia como agradecer por ele estar bem, já tinha sido amamentado e balançava suas perninhas no bercinho do quarto, onde Lucas e Alice ficaram de olho nele. Assim que saiu do quarto, subiu para o centro cirúrgico, onde Victor e Arthur não saiam da porta. Fazia mais de quatro horas que Maria Clara estava sendo operada e ainda não tinham informação nenhuma sobre isso.
Thaís tinha ficado naquele estado por causa dos remédios dados por Rafael, não tanto por causa do acidente, que lhe trouxe apenas algumas escoriações, por estar do mesmo lado de Heitor e Geovana, onde o caminhão não tinha tocado. Mas o lado esquerdo, onde Rafael e Maria Clara estavam, ambos no banco da frente, tinha sido o mais atingido e os comentários do hospital e da polícia era que Rafael estava desfigurado e Maria Clara certamente tinha tido a mesma má sorte de estar daquele lado. Isso era o que mais preocupava Carla, por saber que desde a hora do acidente ela não tinha aberto os olhos e estava a horas fazendo uma operação na cabeça, o que significava que o acidente para ela tinha sido forte.
Victor fazia horas que não se mexia, nem uma palavra sequer saia da sua boca, nem quando Ronan e Patrícia chegaram ele disse algo. Estava inserido no seu mundo, com seus pensamentos positivos e preocupado com o rumo que a vida de Maria Clara tomaria a partir do fim daquela cirurgia. Era tudo muito incerto, muito grave. Faltava pouco para dar seis horas de cirurgia de Maria Clara, quando o médico saiu do centro cirúrgico, visivelmente cansado e suado, encontrou os pares de olhos afoitos, que logo o inundaram de perguntas.
Dr: Peço um pouco de calma a vocês. — disse com as mãos para o alto.
Victor o fuzilou. Calma? Numa hora daquelas?
Arthur: Doutor, minha filha passou por uma cirurgia de seis horas e nos não temos noticia nenhuma sobre ela, por favor...
Dr: Sr. Picoli, a cirurgia da Maria Clara foi bem complicada, ela bateu com a cabeça e acabou contraindo o que chamamos de lesão cerebral traumática, o que rompeu alguns vasos e propiciou uma hemorragia.
Ao ouvir aquilo, Carla teve que se segurar em Victor, que ficou igualmente pálido. Aquilo era sério demais.
Dr: A região superior do cérebro dela sofreu severos danos, tanto pela hemorragia quanto pelo edema que criou pela batida. Nós fizemos a cirurgia visando conter a hemorragia e ligar alguns vasos que foram rompidos.
Victor: Ela está bem? Quando ela vai acordar?
De: Isso não é possível dizer, senhor. — arqueou os ombros e suspirou. — Precisamos de quarenta e oito horas para saber se a cirurgia diminuiu o edema e conteve a hemorragia, mas para que ela abra os olhos e saia andando por ai... Não é possível dizer.
Carla: Está dizendo que minha filha... — juntou as mãos e não conseguiu terminar a frase.
Dr: Ela sofreu um sério dano cerebral Sra. Picoli e casos como esse demoraram dias, meses ou até mesmo anos para se restabelecer. Temos que esperar que tudo se organize no organismo dela, que seu processo de recuperação comece para que possamos dar alguma posição concreta.
Arthur: Ela está em coma, é isso?
Dr: Sim senhor e não há previsões de acordar. — finalizou com uma voz pesarosa e segundos depois pediu licença e se retirou, deixando os três completamente perplexos.
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Arthur: O Piloto III 🎡
FanfictionSinopse: De maneiras muito diferentes, o automobilismo havia determinado quem eles eram: Arthur de piloto a chefe de uma das maiores escuderias do mundo. Lucas filho do maior nome que o esporte já viu, agora mecânico da fórmula 1. Juntos, eles busca...
