Capítulo 127 :

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A festa continuava em um ritmo que certamente ninguém se esquecerá daquele dia. Anne principalmente não esqueceria daquele dia tão cedo, pois incrivelmente tinha se iludido com um cara maravilhoso, mas que na primeira oportunidade agarrou um bofe qualquer e a deixou literalmente de boca aberta. Devia ser sua sina só arrumar homem louco, criminoso e egocêntrico, agora na sua lista tinha mais um.

Sentou no bar e começou a conversar com dois pilotos novos, que quase nem eram citados nas transmissões por conta do péssimo rendimento deles na corrida, mas ao vivo tinham um bom papo e eram uma graça. Durou muito pouco a conversa com os dois, pois Guilherme chegou entrando no meio e expulsando os dois para os lados, assim que os caras desistiram de ficar por ali, ele ergueu os olhos para Anne e deu um sorriso debochado.

Guilherme: Aproveitando a festa? — cruzou os braços e continuou sorrindo ao ver que ela estava ficando irritada. Não havia coisa melhor no mundo do que irritar Anne e isso ele era mestre em conseguir fazer sem nenhuma dificuldade.

Anne: Você espantou dois caras muito legais.

Guilherme: Dois de uma vez, queridinha? Você aguentaria? — arqueou a sobrancelha.

Anne bufou, colocou o copo com força no balcão e levantou, pronta para sair de perto dele urgentemente. Chegou a dar dois passos, mas obviamente esqueceu do fator que Guilherme era um egocêntrico pervertido e com sérios problemas de controle emocional que segurou seu braço com força e a arrastou pela boate. Com o som e as distrações do lugar, obviamente ninguém nem olhou para sua cara.

Anne: Jura mesmo que você vai me arrastar para um lugar e me fazer transar com você de novo? Vamos acordar para a realidade e olhar em volta. Tem carne fresca na área para você. — tentou debater com ele enquanto era quase arrastada para uma parte que ela nem tinha ido ainda na boate.

Sentia-se como uma mulher na idade da pedra, sendo arrastada por seu marido pelo cabelo. Surpreendentemente a sensação não era totalmente desagradavel, ele nunca saberia disso, mas ela gostava desse lado de Guilherme, tinha passado sua vida correndo atrás do cara perfeito para entender que os mais perfeitos eram completos desastres e os que tinham tudo para dar errado, acabaram lhe surpreendendo, não apenas em um relacionamento, mas sim como pessoa, como amigo como era o caso de Júnior e Rodolfo.

No caso de Guilherme ele não tinha se mostrado ser uma pessoa boa, mas no fundo ela sabia que ele era. Era o que pensava, até ele invadir uma sala que parecia ser da administração ou coisa parecida e lhe levar até um cano largo que passava pelo meio da sala. Ela realmente achou que ele estava se aproximando e pegando suas mãos para lhe beijar, mas quando se deu conta, um objeto gelado de ferro circulava seus pulsos e tinha acabado de lhe deixar presa no cano.

Guilherme: Acabou sua festa. — abriu um sorriso irônico e bateu no rosto dela com as pontas do dedo.

Anne abriu a boca chocada e começou a se debater, achando que ele estava apenas brincando, mas era sério, ele realmente tinha a prendido no cano.

Anne: Gui, você não fez isso... — fechou os olhos e ele começou a rir, debochando da cara dela.

Guilherme: Não acha que você já se divertiu muito hoje? Foi uma menina muito má, Annezinha. — segurou o cabelo dela com força, obrigando-a a ficar com a cabeça para trás. — E meninas más são presas.

Anne: Vou fingir que eu não sei o que você faz com as meninas que você prende, Guilherme. — revirou os olhos e ele abriu um sorriso, cheio de más intenções.

Guilherme: É, você ficaria chocada. — deu de ombros e viu o olhar reprovador dela. — Mas voltando para você, meu amor... Foi uma menina muito má, tenho fortes suspeitas que você que dedurou essa festinha e trouxe todas essas malucas para a festa.

Arthur: O Piloto III 🎡Histórias para pegar e não largar. Descubra agora