Olá, pessoas! Antes de tudo, eu gostaria de dar uma breve justificativa a respeito do meu hiato.
Atualmente eu estou escrevendo uma peça teatral infanto-juvenil, e como isto faz parte do meu ganha-pão (visto que meus alunos irão interpretá-la no final do ano), o Legado da Carne infelizmente precisou ficar em segundo plano.
Imagino que muitos já desistiram ou desistirão de acompanhar esta história diante desta inconveniente demora, mas àqueles que decidirem permanecer, eu novamente eu lhes digo: me desculpem e obrigada!
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Cap. 110 – A volúpia de um general – parte II
Sob as tépidas águas de um ofurô de madeira, um homem – outrora recatado – revelava seus intrínsecos desejos de natureza mundana. Acariciando-se de maneira lenta e lasciva, suas mãos deslizavam-se por seu corpo febril provocando-lhe pequenos espasmos ao se resvalarem em suas zonas mais erógenas.
O inerente silêncio da noite enaltecia, sem trégua, os seus lúbricos ruídos. De semblante róseo, olhos semicerrados e sorriso extasiado, o alucinado General suplicava entre gemidos:
— Renshu... Renshu... Renshu... Oh! Oh! Oh! Renshu...! Olhe-me. Mostre-se! Diga-me se o seu corpo também implora pelo meu!
Tenso como as cordas de um guqin recém-afinado, o atormentado cultivador pressionava, com força, a região de sua virilha. Ainda de costas, de olhos fechados e lutando bravamente contra a própria luxúria, Bai Renshu engoliu seguidas vezes em seco e respondeu em uma voz fraca e falhada:
— Eu... [glup] não... [glup] acho isso prudente.
Fantasiando que tais preliminares pertenciam – não a ele próprio, mas àquele a quem ardentemente desejava, o General fez as suas mãos pousarem sobre os seus próprios testículos. Alisando-os e apalpando-os em prazerosa intensidade, Wen Ning contorcia-se de excitação ao mesmo tempo que pedia:
— Renshu, oh, Renshu...! Agarra-me, sinta-me! Devora-me até que meu sangue e teu sêmen possam simultaneamente me inundar!
Resiliente, Bai Renshu usou o dorso de sua mão esquerda para secar o suor frio que escorria de seu semblante e languidamente anunciou:
— É exatamente isso que estou tentando evitar...
Decepcionado e um tanto enfastiado, o General passou a brincar com seus entumescidos mamilos enquanto questionava:
— Renshu, meu belo e cruel Renshu... Se sabes que o desejo, por que então me torturas?
Como se manter-se consistente em sua força de vontade debandasse grande quantidade de energia, o cultivador exprimiu um suspiro de cansaço e balbuciou:
— Eu diria que o oposto também possa ser considerado um lado da narrativa...
— Renshu, meu ingrato Renshu – continuou o Wen. — Se assim me negas, tu então não me amas?
— Amo profundamente – respondeu Bai Renshu, desta vez em um tom de voz seguro e bastante audível.
— Renshu, meu voluptuoso Renshu...! Por que então não me agarras e me penetra profundamente?
"Buáááá! Como eu sofroooo!" - dizia Bai Renshu em seus pensamentos. Não obstante, aprumou-se numa pose séria e mantendo-se respeitosamente de costas, limitou-se a responder:
— É justamente por amá-lo, que eu preciso preservá-lo. É bastante visível o quão você está fora de si; até mesmo as suas sentenças estão um tanto... "poéticas" demais.
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O Legado da Carne
FanfictionDois anos após tornar-se independente de Wei Wuxian, seu antigo mestre, o ainda temido e odiado "General Fantasma" tornou-se um andarilho solitário que vagava o mundo eliminando monstros e sobrevivendo humildemente de pequenas recompensas. Enquanto...
