Taehyung, um poderoso mafioso, sentia um vazio desde a morte de sua esposa. Ele tentou preencher esse vazio com dinheiro, poder e mulheres, mas nada parecia funcionar.
Até que um dia seus olhos cruzaram com os de Louise, uma jovem com uma semelhança...
O silêncio no carro era sufocante. Eu mantinha as mãos unidas no colo, apertando os dedos uns contra os outros, tentando acalmar a ansiedade que crescia dentro de mim. Desde que o avião pousou, meu estômago estava revirado, e não era por conta do voo.
Quando os portões negros começaram a se abrir lentamente, um arrepio percorreu minha espinha. A mansão que surgia diante de mim era tão grandiosa quanto assustadora. As enormes colunas de mármore, os vitrais escuros, a imponência da construção... Tudo gritava poder. Mas não era só isso. Havia algo nela que me fazia sentir pequena, insignificante.
O carro parou diante da entrada principal, e Ji-hoon foi o primeiro a sair. Taehyung, que estava sentado ao meu lado, abriu a porta antes que eu pudesse reagir. Seus olhos me analisavam com um brilho enigmático.
— Venha. — Sua voz era firme, sem espaço para questionamentos.
Engoli em seco antes de aceitar sua mão. Seus dedos longos envolveram os meus com força, como se estivesse me prendendo ali, como se não houvesse mais volta.
— Bem-vinda à sua nova casa, Louise. — Ele disse com um sorriso quase gentil, mas que não alcançava seus olhos.
Eu deveria me sentir feliz, certo? Essa era minha casa agora. Mas por que parecia que, no momento em que pisei naquele solo, havia cruzado um limite invisível?
Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, as portas da mansão se abriram, e uma mulher de uniforme preto se aproximou.
— Diana — Taehyung chamou, sem desviar os olhos de mim. — Mostre a mansão para minha esposa. Quero que ela conheça cada canto.
Minha esposa. As palavras dele ecoaram na minha mente, carregadas de uma posse que me fez sentir prisioneira.
— Sim, senhor. — Diana respondeu prontamente.
Eu franzi o cenho. Ele não me acompanharia?
— Vá com ela, querida. Você precisa se acostumar com sua nova casa. — O toque frio de seus dedos subiu até meu queixo, erguendo meu rosto para que eu o olhasse. Seu olhar parecia me prender no lugar. — Espero que se sinta confortável. Esta casa agora é sua... e eu também.
Meu coração acelerou. Suas palavras soavam erradas, perigosas. Mas ele já havia se afastado, indo em direção a Ji-hoon, que o esperava na porta.
— Por aqui, senhora. — A voz de Diana me trouxe de volta à realidade.
Respirei fundo e segui seus passos para dentro da mansão.
...
Cada detalhe do interior era impecável, desde os lustres de cristal até os tapetes felpudos que amorteciam meus passos. A decoração exalava riqueza, mas o ambiente não parecia acolhedor.
— A mansão tem três andares. O primeiro é onde ficam as áreas comuns: sala, biblioteca, cozinha e salão de festas. — Diana explicou enquanto caminhávamos pelos corredores amplos.
Meus olhos analisavam tudo com curiosidade, mas algo chamou minha atenção. Pequenos pontos vermelhos piscavam discretamente nos cantos das paredes.
Eu parei.
— São câmeras?
Diana hesitou por um segundo antes de assentir.
— Sim. O senhor Taehyung gosta de manter tudo sob controle.
Meu estômago revirou. Câmeras. Em toda parte. Me observando.
Senti um arrepio desconfortável. Ele me vigiaria o tempo todo? Meu olhar correu pelo ambiente, percebendo que provavelmente não havia um canto sequer daquela casa onde eu não estivesse sob os olhos dele.
Meu coração se apertou.
(...)
Depois de percorrer mais corredores intermináveis, Diana me levou até uma porta dupla imensa no segundo andar.
— Este é o quarto principal.
Ela abriu a porta e deu um passo para trás, me deixando entrar.
Engoli em seco. O quarto era tão grande quanto o resto da casa, mas não era isso que me incomodava.
Era a cama.
Apenas uma.
Uma cama enorme no centro do quarto, os lençóis impecavelmente arrumados, como se já estivessem à minha espera.
— Não há outro quarto? — Minha voz saiu mais fraca do que eu gostaria.
Diana manteve a postura rígida.
— Este é o quarto principal, senhora. O senhor Taehyung foi claro sobre isso.
Meu peito se apertou. Eu não teria um espaço só meu. Não teria para onde fugir.
Antes que eu pudesse perguntar mais alguma coisa, um clique suave soou atrás de mim.
A porta se fechou.
Minha respiração ficou presa na garganta.
Virei devagar e o vi ali.
Taehyung.
Ele estava encostado na porta, os olhos escuros fixos em mim, analisando cada detalhe da minha expressão.
Lentamente, ele desabotoou o paletó e o retirou, dobrando-o com calma antes de colocá-lo sobre uma poltrona. Depois, começou a dobrar as mangas da camisa, revelando os antebraços definidos.
Cada gesto dele era meticulosamente calculado. Ele sabia exatamente o que estava fazendo comigo.
Meu corpo ficou tenso quando ele começou a caminhar em minha direção, os passos lentos e firmes.
— Então, minha esposa... gostou do seu novo lar?
Sua voz era baixa, carregada de algo que me fez prender a respiração.
Eu deveria responder. Eu deveria agir normalmente. Mas tudo que consegui fazer foi engolir em seco e dar um passo para trás.
Seus lábios se curvaram levemente, e foi aí que eu percebi.
Ele gostava da minha hesitação.
Ele gostava de me ver nervosa.
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Oiii gentee! Sysy e bella aqui!! Estamos muito animadas para ver oque vc estão achando dessa trama....vem coisas novas heinnn 💜💜💜💜