Uma Semana Depois

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LOUISE

A brisa da manhã era suave enquanto eu me ajoelhava no jardim, sentindo a terra fria entre os dedos. Cuidar das flores era um dos poucos momentos de paz que eu ainda tinha dentro daquela casa.

O perfume das pétalas se misturava ao cheiro fresco da grama molhada, e por um breve instante, tentei me perder naquela tranquilidade.

— Senhora Louise? — A voz de Diana me trouxe de volta à realidade. Ela se aproximou com as mãos unidas na frente do avental, seu tom hesitante como sempre. — O que a senhora deseja para o almoço?

Levantei o olhar para ela, prestes a responder, quando ouvi passos no caminho de pedra. Antes mesmo de virar a cabeça, já sabia quem era.

— Que cena patética. — Carla riu com desdém, cruzando os braços ao me encarar. — A esposa do todo-poderoso Taehyung brincando de jardineira.

Fechei os olhos por um segundo, respirando fundo. Não era a primeira vez que ela aparecia para me provocar, e provavelmente não seria a última.

— O que você quer, Carla? — Perguntei sem paciência, me levantando lentamente.

— Apenas vim dar um aviso. — Ela deu um passo à frente, seu sorriso se tornando ainda mais venenoso. — Você pode até ser a esposa dele, mas todos sabemos que sou eu quem ele realmente procura quando quer algo... intenso.

Meu sangue ferveu. Até então, eu vinha tentando manter a calma, mas aquela mulher não sabia quando parar.

— Você acha que pode ficar rondando essa casa e o meu marido como se tivesse algum direito? — Dei um passo à frente, encarando-a de perto. Minha voz estava firme, mas eu podia sentir minha pulsação acelerada. — Você não passa de uma diversão passageira, Carla. E se acha que pode continuar desfilando por aqui, está muito enganada.

Ela arqueou a sobrancelha, como se se divertisse com minha reação.

— Está com ciúmes, querida? — Ela riu, inclinando a cabeça de forma provocativa. — Não precisa se preocupar, Taehyung sempre volta para você para vocês brincarem de casinha.

Foi a gota d'água.

Antes que pudesse pensar, minha mão se ergueu e um estalo ecoou pelo jardim. O tapa foi forte o suficiente para virar o rosto dela de lado. Diana soltou um pequeno suspiro atrás de mim, chocada.

Carla ficou imóvel por um segundo, levando a mão à bochecha vermelha, surpresa.

— Fique longe do meu marido e da minha casa. — Minha voz saiu firme, sem hesitação. — Se eu te pegar aqui de novo, não vai ser só um tapa.

Ela me olhou com fúria nos olhos, mas não disse nada. Apenas se virou e saiu pisando duro, deixando uma aura de tensão para trás. Diana assistia à cena em silêncio, surpresa com minha atitude.

Eu respirei fundo, tentando recuperar o controle das minhas emoções. Se Carla achava que podia me humilhar, estava muito enganada.

Apertei os punhos e fiz um juramento silencioso para mim mesma: dali em diante, ninguém mais me faria de boba. Eu não seria mais a inocente indefesa nas mãos de ninguém.

Diana quebrou o silêncio hesitante, aproximando-se de mim com cuidado.

— Senhora Louise... — ela começou, mas parou, como se estivesse ponderando as palavras certas.

— Está tudo bem, Diana. — Minha voz saiu baixa, mas firme. Eu ainda estava tentando acalmar os nervos. Ajeitei uma mecha de cabelo atrás da orelha e limpei as mãos sujas de terra no vestido.

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