Kim Taehyung
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O relógio marcava 3h14 da manhã. Eu não tava dormindo. Nunca consigo dormir direito em hospital. Aquela luz azulada, aquele cheiro de álcool, o bip das máquinas. Tudo me deixava em alerta.
Louise tava virada pro lado, com uma das mãos na barriga. O rosto dela tava inchado de tanto chorar mais cedo. Ela tinha cochilado depois que a enfermeira entrou e aplicou mais um daqueles remédios. Eu tava ali, sentado na poltrona dura ao lado da cama, com a cabeça encostada na parede e os olhos abertos no escuro.
E então, três toques secos na porta. Depois, ela se abriu.
Dois médicos e uma enfermeira entraram. Vestidos com jaleco, máscara no queixo, expressão tensa.
— Boa noite. — um deles falou, ajeitando a prancheta na mão. — Desculpa o horário, mas precisamos conversar com vocês. É urgente.
Louise abriu os olhos devagar. Olhou primeiro pra mim, depois pros médicos.
— O que aconteceu?
O médico se aproximou. Era o mesmo que tinha vindo mais cedo, o tal doutor Henrique. O outro devia ser anestesista. A enfermeira foi direto pro monitor que mostrava os batimentos da bebê.
— A bebê apresentou queda no batimento. Já é a terceira em menos de uma hora. E isso, somado à quantidade de líquido reduzido, nos leva a crer que ela entrou em sofrimento fetal.
Louise arregalou os olhos.
— Sofrimento? Como assim?
— O que significa isso? — perguntei direto.
— Significa que ela não está reagindo bem. Pode estar com dificuldade de respirar ou com o cordão em volta do pescoço. Não temos como saber ao certo sem abrir. Por isso, vamos fazer uma cesariana de emergência.
Louise começou a respirar mais rápido. O rosto dela foi mudando, os olhos enchendo.
— Agora?
— Em cerca de trinta minutos a gente vem buscar você. Já estamos preparando o centro cirúrgico. Preciso que você assine o termo de consentimento. E você, Taehyung, vai poder acompanhar.
— Assina, amor. — falei, já pegando a caneta que a enfermeira estendia. — Não tem o que pensar agora.
Ela pegou a caneta com a mão tremendo.
— Tem... tem risco pra ela?
— A cesárea é o melhor caminho nesse momento. A gente vai fazer de tudo pra garantir a segurança das duas. Mas a prioridade agora é tirar a bebê o mais rápido possível.
— Tá bom... — ela murmurou. — Tá bom.
Louise assinou com a letra toda tremida, depois soltou a caneta e virou o rosto pro lado, com as mãos cobrindo os olhos.
— Eu tô com medo... — ela murmurou. — Eu tô com muito medo...
Eu levantei da poltrona na hora, sentei na beirada da cama e puxei ela pro meu peito.
— Ei... tô aqui. Tá me ouvindo? Você não tá sozinha. Eu tô aqui.
— E se acontecer alguma coisa com ela? E se... e se eu não ouvir o choro?
— Não fala isso, Louise. A gente vai ouvir sim. Vai ouvir ela gritando, chutando, igual você fala que ela fazia de madrugada. Ela só tá apressada, igual a mãe.
Ela riu fraco no meio das lágrimas, mas continuava tremendo.
— Eu vou mandar mensagem pros meus pais. Eles precisam saber...
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OBSESSÃO
Ficción GeneralTaehyung, um poderoso mafioso, sentia um vazio desde a morte de sua esposa. Ele tentou preencher esse vazio com dinheiro, poder e mulheres, mas nada parecia funcionar. Até que um dia seus olhos cruzaram com os de Louise, uma jovem com uma semelhança...
