CARLA
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O gosto amargo da humilhação ainda ardia em minha boca enquanto eu saía daquela casa maldita. Com a bochecha quente pelo tapa e o peito explodindo de raiva, ergui a mão para o primeiro táxi que passou.
Assim que entrei, bati a porta com força, cruzando as pernas e tentando conter o ódio que crescia dentro de mim.
— Para onde, senhora? — O taxista perguntou, olhando pelo retrovisor.
— Para a boate Dynasty, e rápido. — Minha voz saiu afiada, e ele apenas assentiu, acelerando pela cidade.
Cruzei os braços, apertando os dedos contra minha pele. Louise tinha passado dos limites.
Aquela vadiazinha mimada achava que poderia me humilhar? Que poderia me tirar do caminho como se eu fosse uma qualquer?
Se ela pensa que venceu, está muito enganada.
Assim que o carro parou em frente à boate, desci sem ao menos esperar o troco e entrei com passos firmes, atravessando o salão até o bar.
Peguei o celular e disquei o número de Taehyung. Ele atendeu na terceira chamada.
— O que foi? — Sua voz saiu arrastada, impaciente.
— Precisamos conversar. Agora. — Apertei o telefone contra o ouvido, tentando manter a calma.
— Agora não posso. — Ele suspirou. — À noite eu passo aí. Resolva o que tiver que resolver até lá.
— Certo. — Engoli seco, sentindo a frustração se misturar com a raiva. — Te espero.
Desliguei o celular e o joguei sobre a mesa com força.
Maldito.
Ele sempre me deixava para depois. Sempre me fazia sentir como se eu fosse descartável. Mas isso iria mudar.
Eu faria mudar.
Respirei fundo e ergui o queixo antes de me levantar e ir para o vestiário. As outras garotas já estavam se preparando, mas nenhuma se atreveu a falar comigo. Eu era a estrela daquela boate, e todas sabiam disso.
Passei reto por elas e fui até meu armário, abrindo-o com um puxão brusco. Vesti um conjunto vermelho de renda, justo ao meu corpo, e calcei meus saltos altos.
Me aproximei do espelho, passando a mão pelos cabelos e ajeitando a maquiagem. Meus olhos estavam afiados, perigosos. Perfeitos para a noite que viria.
Caminhei até o palco principal, onde os holofotes estavam apagados. Subi nele e deslizei a mão pelo mastro frio.
Fechei os olhos, concentrando-me na música que tocava baixinho no fundo.
Quando os primeiros acordes de uma batida sensual começaram, envolvi a perna no poste e me movi com precisão, ensaiando cada movimento com a intensidade exata para seduzir e provocar.
Os holofotes ainda estavam apagados, mas eu não precisava de luz para saber que aquele palco era meu. O poste frio sob meus dedos parecia uma extensão do meu corpo enquanto eu girava em torno dele, cada movimento calculado, provocante, perfeito.
O som da música envolvia o ambiente, baixo no início, mas ganhando força conforme os segundos passavam. Minha perna deslizou pelo mastro, a seda do meu vestido vermelho colando-se ao metal como uma segunda pele.
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OBSESSÃO
Narrativa generaleTaehyung, um poderoso mafioso, sentia um vazio desde a morte de sua esposa. Ele tentou preencher esse vazio com dinheiro, poder e mulheres, mas nada parecia funcionar. Até que um dia seus olhos cruzaram com os de Louise, uma jovem com uma semelhança...
