Eu te amo

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LOUISE


Já passava das oito da noite e eu ainda estava no escritório da boate, finalizando uma planilha de reembolso com a Amanda pelo celular.

Ela já tinha ido embora, mas me ajudava de casa, como sempre fazia. O escritório estava em silêncio, só o som suave do ar condicionado e o clique do teclado me acompanhavam.

Eu estava tão concentrada que nem percebi a porta abrindo. Só me dei conta quando ouvi o som inconfundível da chave girando na fechadura.

Me virei rápido, o coração dando um pequeno salto.

Taehyung estava ali, parado na porta, usando aquela camisa preta que eu adorava, com os primeiros botões abertos e o cabelo bagunçado de um jeito charmoso.

Ele trancou a porta por dentro e encostou as costas nela, me encarando com aquele olhar calmo, mas cheio de intensidade.

— Oi? — pisquei, confusa. — Aconteceu alguma coisa?

Ele não respondeu de imediato. Apenas caminhou devagar até mim, os passos firmes ecoando no chão de madeira. Quando chegou perto, abaixou um pouco a cabeça e olhou dentro dos meus olhos.

— Vim matar a saudade da minha mulher — murmurou com a voz baixa, grave, como se confessasse um segredo.

— Aqui? — perguntei, sentindo o rosto esquentar.

Ele assentiu devagar e passou os dedos pelos meus braços, subindo até meus ombros. — Você tá trabalhando tanto, resolvendo tudo sozinha... Eu sei que ainda não resolvemos o que houve, mas eu tô aqui. Eu quero você, agora.

Engoli em seco. Aquele olhar me desarmava por completo.

— Eu ainda preciso enviar esse... — tentei dizer, apontando pro notebook, mas ele já estava me puxando da cadeira.

— Depois você envia — respondeu, e antes que eu pensasse em qualquer coisa, seus lábios já estavam nos meus.

O beijo começou calmo, mas carregado de saudade. Suas mãos deslizaram pela minha cintura e me puxaram contra o corpo dele. Meus dedos subiram instintivamente pela sua nuca, sentindo o calor da pele. Quando nos separamos por um segundo, ele encostou a testa na minha e sussurrou:

— Você é a única coisa que me acalma, Louise. Eu fico louco sem sentir você.

— Então sente... — falei num sussurro, segurando o rosto dele.

Ele me pegou no colo sem esforço, e levou até o sofá do canto do escritório. Sentou-se e me mantendo em seu colo, de frente pra ele.

Começou a abrir os botões da minha blusa devagar, me olhando nos olhos o tempo inteiro.

— Linda...minha princesa— murmurava, enquanto beijava meu pescoço e descia até meu colo.

Minha pele arrepiava inteira. As mãos dele eram firmes, mas cheias de carinho. Ele me tocava como se fosse a coisa mais preciosa do mundo.

— Você não faz ideia do que eu sinto quando te vejo assim... dedicada, mandando nessa boate, cuidando de tudo. Mas aqui, agora...você é só minha. — Seus olhos queimavam de desejo.

— E eu sou. Só sua...

Ele gemeu baixo, roçando os lábios nos meus.

— Repete princesa.

— Sou só sua amor — repeti, sentindo a respiração dele se tornar mais pesada.

— Isso... minha mulher.

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