Taehyung, um poderoso mafioso, sentia um vazio desde a morte de sua esposa. Ele tentou preencher esse vazio com dinheiro, poder e mulheres, mas nada parecia funcionar.
Até que um dia seus olhos cruzaram com os de Louise, uma jovem com uma semelhança...
Ji-hoon obedeceu. Rígido. O ar estava carregado. Sentei na poltrona atrás da mesa, o exame ainda aberto na minha frente. Treze semanas. Quinze. Eu já nem sabia mais.
— Quanto tempo faz que essa pasta estava na minha gaveta?
— C-chefe... umas três semanas. Eu ia trazer antes, mas o senhor...
— Não abre a boca pra me lembrar do que EU ia fazer. A sua obrigação era me falar essas merdas no dia que chegaram os exames. — bati com a palma da mão no tampo da mesa, fazendo o copo de whisky tremer.
Ji-hoon manteve os olhos no chão. A covardia dele me enjoava.
— Ela tá grávida, porra. Grávida. E você deixou isso mofando numa gaveta como se fosse conta de energia.
— Desculpa, senhor. Achei que não era urgente. A Carla... ela parecia estável. Não pediu nada.
— Ela não tem que pedir, merda! Desde quando a gente depende de pedido? Eu sou o chefe dessa merda toda e você tá aqui pra pensar por mim quando eu não posso. Pra evitar que eu seja o último a saber da porra da criança que talvez seja... — minha voz engasgou por um segundo. Raiva pura. — ...minha.
Ele se calou. A tensão agora era quase barulhenta. Me levantei devagar, dei a volta na mesa.
— Sabe o que é pior? — murmurei, encarando ele a poucos centímetros. — Ela não me ligou. Não me mandou um aviso. Nem um papel de pão com o resultado rabiscado. E eu ainda fico aqui, feito otário, com um exame médico na mão tentando fazer conta de quando enfiei nela pela última vez. Isso é o que sobrou de mim, Ji-hoon? Um maldito detetive da própria vida?
— Senhor...
— Cala a boca. — enfiei o exame de volta na pasta com brutalidade.
— Eu quero um relatório completo sobre essa vadia até o fim do dia. Quem é o obstetra. O que come. Com quem fala. Eu quero tudo. Tudo, Ji-hoon. E se você me trouxer algo incompleto, eu juro... juro que vou quebrar seus dois joelhos.
Ele engoliu seco.
— Sim, senhor. Eu vou cuidar pessoalmente disso.
— E não pense que vou assumir essa merda sem certeza. Entendeu? Se esse bebê for meu, ele vai ter o meu nome, o meu sobrenome, e o meu sangue protegido.
O silêncio era tão real quanto a arma no fundo da minha gaveta.
— Por enquanto, Carla não deve saber que eu li os exames. Nenhuma mensagem. Nenhuma visita. Nenhum passo fora da linha. Você me entendeu?
— Entendi, senhor.
— Sai.
Ji-hoon saiu. A porta bateu. Eu fiquei ali, sozinho, encarando a parede por um longo tempo. A raiva não passava. A frustração corroía meu corpo.
Respirei fundo. Encostei a testa no vidro da janela do escritório, de onde eu via a pista de dança vazia ainda, cedo demais pra movimento.
Porra.
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