KIM TAEHYUNG
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O silêncio no escritório era quase insuportável. Só o som do relógio de parede marcava o tempo que parecia se arrastar. Meus dedos tamborilavam contra a madeira da mesa. Ji-hoon estava de pé do outro lado, com a postura tensa, como se pisasse em cacos de vidro.
- E aí? - minha voz saiu baixa, arrastada. - Alguma coisa nova?
Ele hesitou.
- Ainda estamos monitorando os pais dela... o movimento da casa segue o mesmo. Compras, rotina, ligações triviais. Nada que indique contato direto com ela.
- E a prima? A porra da prima? - levantei os olhos pra ele, cerrando o maxilar.
- Continua indo trabalhar normalmente. Também sem nenhuma movimentação suspeita. Ninguém entrou ou saiu do país com o nome dela, nem com documentos falsos que correspondam com o padrão de dados dela.
- Merda... - encostei o corpo na cadeira, tentando controlar o sangue que fervia. - Então ela simplesmente evaporou no ar?
Ji-hoon respirou fundo antes de responder.
- Ela teve ajuda, chefe. Isso é claro. Ninguém some desse jeito sem uma estrutura por trás. Dinheiro, proteção, passagens, documentos... alguém grande armou isso. E alguém muito próximo.
- Eu quero nomes, porra. Quero provas. Quero um rastro, uma foto, um ruído... qualquer coisa! - bati a palma da mão contra a mesa com força, fazendo um copo tremer e quase cair.
Ji-hoon engoliu em seco.
- Estamos verificando as últimas ligações feitas do celular dela antes do sumiço. Pode ser que encontremos alguma ligação útil.
- Já devia ter feito isso desde o primeiro dia! - levantei da cadeira abruptamente, dando a volta pela mesa. - Eu dou tudo pra vocês. Estrutura. Lealdade. E não conseguem encontrar uma mulher?
- Nós vamos encontrar, senhor.
- Quando? Daqui a um ano? Quando ela já estiver com outro? Ou pior, grávida de outro?
Ele não respondeu. Só manteve os olhos baixos, como um cão esperando o chute.
- Eu não aguento mais essa porra, Ji-hoon. - minha voz saiu mais baixa dessa vez, mas cheia de veneno. - Eu acordo e durmo com essa merda martelando na minha cabeça. Ela não me atende. Não manda nada. Sumiu do mapa.
Fui até a janela. As mãos nos bolsos. O céu estava nublado, carregado como eu.
- Ela me trocou, Ji-hoon... - continuei, mais para mim do que pra ele. - Achou mesmo que podia fugir do inferno e viver em paz?
Houve um silêncio desconfortável.
- Chefe... tem uma coisa que... que eu deveria ter avisado antes. Mas com tudo acontecendo... eu acabei esquecendo.
Me virei na hora, o olhar cortando.
- Fala logo.
Ele pigarreou, visivelmente desconfortável.
- Os exames das dançarinas. Aqueles que o senhor pediu há semanas. Ficaram prontos faz uns dias.
- E você me interrompe com isso agora? - falei, seco.
- Achei que poderia ser importante, já que... já que tem uma coisa diferente em um deles.
Me aproximei lentamente.
- Do que você tá falando?
- Carla. O exame dela.
Revirei os olhos e voltei para a cadeira.
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OBSESSÃO
Ficción GeneralTaehyung, um poderoso mafioso, sentia um vazio desde a morte de sua esposa. Ele tentou preencher esse vazio com dinheiro, poder e mulheres, mas nada parecia funcionar. Até que um dia seus olhos cruzaram com os de Louise, uma jovem com uma semelhança...
