Dúvidas

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TAEHYUNG


Dois dias se passaram desde a interdição da boate. Louise estava trabalhando duro para reabrir o local. Ela está me surpreendendo bastante esse tempo no comando da casa, no fundo eu sabia que minha mulher se sairia bem.

— Entra — resmunguei, ao ver Ji-hoon bater na porta. Ele entrou com o semblante carregado. Isso já me irritou.

— Senhor... — ele parou diante da mesa, de cabeça baixa.

— Fala logo. Não gosto quando você vem com essa cara.

— Eu terminei a análise que o senhor pediu. Sobre o incidente da boate.

— E aí? Descobriu quem foi o filho da puta?

— Senhor... eu... antes de falar qualquer coisa, preciso dizer que... talvez haja um engano. Uma armação. Ou algo...

— Para de rodeio, caralho! Me fala logo. Que porra você achou?

— As imagens, senhor... estavam no computador da senhora Louise. Ocultas. Num pendrive disfarçado como pasta comum.

— Como assim... imagens?

— Essas imagens aqui, senhor... — ele abriu a pasta e puxou uma folha plastificada. Quatro fotos. Minhas mãos se fecharam imediatamente em punhos. — Foram feitas no ambiente da boate. Em diferentes momentos. Mostram a senhora Louise... em situações íntimas com um dançarino.

— Que porra é essa...

— Olhe com calma, senhor. Pode ser montagem. Mas estavam lá. Ocultas.

— Me mostra essa merda.

Ji-hoon colocou as fotos diante de mim. Eu puxei uma por uma.

— Isso é... ela tá com a mão nele... ele tá sem camisa...
— Na segunda, a alça da blusa dela tá sendo segurada por ele...
— A terceira... eles tão abraçados.
— E essa última... os dois molhados no escritório?

— Foram encontradas ontem à noite. Revisei o computador três vezes antes de trazer isso até aqui. Não quis levantar hipótese precipitada.

— Ela nunca faria isso. Isso é falso.

— Também achei, senhor. Mas... estavam lá. Escondidas com senha e tudo. Alguém quis que o senhor visse isso.

— Você acha que foi ela?

— Eu... sinceramente, não. Mas...

— MAS O QUÊ, PORRA?!

— Mas foi no computador dela, senhor... Se alguém armou isso, fez muito bem feito.

Silêncio.

Meu peito doía.

Eu não sabia se era raiva, dúvida ou decepção. Minhas mãos tremiam.

— E o dançarino? Já achou o desgraçado?

— Estou tentando localizar. Mas acredito que seja um dos novos. Um que a senhora Louise contratou recentemente.

— Faz esse filho da puta sumir da cidade. Hoje.
— Sim, senhor.

— E sobre ela... ninguém fala nada. Ninguém dá um pio. Você entendeu?

— Sim, senhor. Absolutamente ninguém vai saber disso. Nem ela?

— Não. Ainda não.
— Vai me esconder isso?

— Até eu descobrir quem tá por trás. Eu quero o autor dessas fotos. O original. A câmera. A porra toda.

— Sim, senhor. Já tô em cima disso.

OBSESSÃO Histórias para pegar e não largar. Descubra agora