TAEHYUNG
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O sol mal começava a surgir quando meus olhos se abriram, pesados, latejando pelo excesso de álcool da noite anterior.
Praguejei baixo, esfregando o rosto com força antes de me sentar na beirada da cama do quarto de visitas.
Passei a mão pelos cabelos, sentindo o cheiro doce e enjoativo das putas da boate ainda impregnado em mim. A lembrança dos corpos, dos toques, das vozes sussurrando em meu ouvido me fez revirar os olhos com irritação.
Merda.
Eu precisava tomar um banho antes que aquele fedor me enlouquecesse.
Levantei-me e segui para o banheiro, arrancando a camisa amarrotada e jogando-a no chão. Liguei o chuveiro no máximo, deixando a água fria escorrer pelo meu corpo.
Encostei as mãos na parede fria de mármore, fechando os olhos por um instante. A água ajudava a aliviar a tensão, mas não a culpa.
Não a porra da culpa que insistia em se enraizar toda vez que eu voltava para essa casa.
— Filho da puta... — murmurei para mim mesmo, sentindo o gosto amargo da raiva subir pela garganta.
Passei as mãos pelo cabelo, esfregando o corpo com força para tirar qualquer vestígio das mulheres da noite passada. O cheiro delas me enojava agora. Mas, no momento, tinham servido para me distrair, para me fazer esquecer...
Balancei a cabeça, afastando os pensamentos e saí do chuveiro.
Peguei uma toalha e me enxuguei rapidamente, vestindo uma cueca preta e uma calça social escura. Escolhi uma camisa de botões e um blazer, ajustando a gravata com um suspiro pesado. Eu não podia perder tempo.
Precisava sair dali.
Andei pelo corredor em silêncio, mas antes de descer as escadas, parei em frente ao nosso quarto. A porta estava entreaberta, e do lado de dentro, pude vê-la dormindo. Seu rosto sereno, os cabelos espalhados pelo travesseiro...
Ela parecia tão tranquila.
Tão distante do inferno que eu estava vivendo.
Entrei devagar, me aproximando da cama sem fazer barulho. Me ajoelhei ao lado dela, observando sua respiração lenta e ritmada.
Meu peito apertou. Eu não a merecia.
Nunca mereci.
— Você me enlouquece, anjo... — sussurrei, passando os dedos com delicadeza por sua bochecha.
Ela se remexeu levemente, mas não acordou. Me inclinei e depositei um beijo suave em sua testa, deixando meus lábios ali por alguns segundos.
— Eu sempre vou cuidar de você... não importa o que aconteça. — Murmurei contra sua pele antes de me levantar.
Saí do quarto e segui para a garagem. Meu motorista já me esperava, como de costume. Entrei no carro sem dizer uma palavra, apenas encarando a mansão pelo retrovisor enquanto nos afastávamos.
Outro dia havia começado.
E mais uma vez, eu estava indo embora antes que ela pudesse me questionar.
Recostei a cabeça no couro do banco. O motorista não me direcionou a palavra. Ele já sabia o caminho.
Meu humor estava uma merda, como sempre. A ressaca me dava vontade de matar alguém.
Peguei o celular e vi a tela acender com novas mensagens de Ji-Hoon. Suspirei, passando a mão pelo rosto antes de abrir.
Ji-Hoon: "A carga chega amanhã à noite. Mudança de última hora no local da entrega."
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OBSESSÃO
Ficção GeralTaehyung, um poderoso mafioso, sentia um vazio desde a morte de sua esposa. Ele tentou preencher esse vazio com dinheiro, poder e mulheres, mas nada parecia funcionar. Até que um dia seus olhos cruzaram com os de Louise, uma jovem com uma semelhança...
