TAEHYUNG
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Boate. Escritório. Noite.
— Vai beber isso tudo mesmo? — Carla perguntou, encostada na mesa com um copo na mão, me observando como se fosse uma cena de filme trágico.
— Vai à merda, Carla — rosnei sem tirar os olhos do copo. Virei a bebida de uma vez e servi mais.
— Você tá assim há semanas. Isso não vai mudar nada.
— Fica calada. Só fica calada.
Ela riu fraco, aquela risadinha irritante.
— Eu fico calada. Mas você vai continuar aí? Bebendo até desmaiar? Até o Ji-hoon ter que te carregar pra dentro do carro como um animal?
— Melhor desmaiado do que ouvindo merda. — Olhei pra ela, olhos vermelhos, respiração pesada. — Vai cuidar da sua vida. Eu te pago pra dançar e satisfazer meus clientes, não pra bancar a terapeuta.
Ela cruzou os braços.
— Eu venho aqui porque me importo, não porque sou paga.
— Você vem aqui porque é interesseira. Sempre foi. — Servi outro copo. — E não enche meu saco.
Ela se aproximou, sentando-se de frente pra mim.
— Ela tá com aquele amigo seu.
O copo congelou na minha mão.
— O quê?
— A Louise. — Ela disse devagar, olhando nos meus olhos como quem saboreia cada sílaba. — Desde o dia em que saiu da sua casa. Foi direto pra casa dele. Tá morando lá.
Fiquei quieto.
— Você sabia que ela dorme na cama dele? — Carla continuou, vendo que eu não respondia. — Que ele a trata como uma rainha? Que a faz sorrir? E que... — ela deu uma pausa, o sorriso venenoso surgindo — ...ele não precisou de muito pra tê-la com ele.
— Cala essa boca, Carla.
— Acorda, Taehyung. Ela te deixou. Você fez tudo por ela, e ela jogou tudo fora. Sabe por quê? Porque ela nunca te amou. Ela só teve medo. E quando o medo passou, ela correu pros braços de outro macho.
— Você não sabe de porra nenhuma. — Bati com força o copo na mesa, parte do líquido voou, mas eu nem liguei. — Você repete o que inventa. Fica plantando merda pra ver se brota raiva. Mas não precisa, porque o que eu tô sentindo já me consome.
— Eu vi os dois... Ela tava com ele num shopping. De mãos dadas. Sorrindo. Com um buquê ridículo na mão. Ela parecia... livre.
Aquelas palavras me machucaram como uma faca enfiada devagar.
— Você não viu porra nenhuma.
— Vi sim, e digo mais. Ela gosta dele. Talvez até... — ela forçou — tenha se deitado com ele... todas aquelas noites em que você achava que ela estava trabalhando ou pensando em você...
— EU MANDEI VOCÊ CALAR A BOCA!
Me levantei, chutando a cadeira com força. O móvel bateu contra a parede. Carla se assustou, mas manteve o olhar.
— Tá aí, Taehyung. Esse é o homem que ela largou. Violento. Bêbado. Descontrolado. E sozinho.
— Você quer ver sangue, não é? — cuspi com ódio. — É isso que te dá prazer? Bebendo até esquecer meu nome?
— Eu quero te ver livre dela. — Ela se levantou também. — Porque enquanto você continuar amando aquela vadia, você vai continuar afundando. E eu tô aqui, pronta pra te tirar disso, mas você prefere o fantasma de uma mulher que nunca te amou de verdade.
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OBSESSÃO
Ficción GeneralTaehyung, um poderoso mafioso, sentia um vazio desde a morte de sua esposa. Ele tentou preencher esse vazio com dinheiro, poder e mulheres, mas nada parecia funcionar. Até que um dia seus olhos cruzaram com os de Louise, uma jovem com uma semelhança...
