Louise
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— Mãe? — empurrei o portão devagar, já ouvindo a voz dela vindo da cozinha. — Sou eu.
— Entra, filha. Tá tudo aberto aí. — a voz dela veio abafada, entre o barulho da frigideira e de rádio ligado bem baixinho com alguma música antiga.
Entrei e fui direto pra cozinha, sentindo aquele cheiro de café passado na hora, misturado com pão na chapa e alguma coisa fritando.
— Minha filha... — ela se virou com o avental sujo de ovo, me abraçando com a mão livre. — Que saudade. Você tá bem? Como foi a viagem? E essa barriga, hein?
Dei risada, encostando no batente da porta.
— Foi tranquilo... tirando o enjoo no avião. Mas a gente chegou bem. E sobre a barriga... crescendo. Jimin disse que a menina vai puxar meu nariz, ele tá todo bobo.
— E vai mesmo. — meu pai apareceu atrás de mim, limpando a mão na calça de moletom. — O genro bonitão vai ficar babando nessa menina. Pode escrever.
— Pai... — rolei os olhos, mas fui abraçar ele também. — Tava com saudade de vocês.
— E a gente de você. — ele me apertou. — Senta aí. Vai querer pão com ovo?
— Claro. E café também. — puxei a cadeira, ajeitando a blusa que já tava meio justa. — Eu precisava disso hoje.
— Como assim? — minha mãe colocou meu prato na mesa, se sentando logo depois. — Aconteceu alguma coisa?
— Não, nada grave. Só... cansaço mesmo. Essas coisas de pré-natal, mudança, casa nova... É muito detalhe, sabe? E eu não consigo parar de pensar se vai dar tudo certo.
— Vai sim. — minha mãe pegou minha mão. — Você tá fazendo tudo direitinho. E tá com um bom marido do lado. O Jimin parece um homem responsável. E gosta de você.
— Ele é... carinhoso. Preocupado. Só é meio intenso às vezes, sabe? Quer cuidar de tudo. Decidiu saber o sexo da bebê, mesmo eu querendo esperar. — falei mordendo o pão.
— Ah, esses homens... — meu pai comentou, rindo de canto. — Sempre querem meter o bedelho. Mas pelo menos ele tá por perto, né? Não te deixou fazer tudo sozinha.
— Isso é verdade. — suspirei. — Ele tá tentando muito ser presente. Organizou o quarto da bebê, ficou horas escolhendo berço, essas coisas.
— E você? Tá se sentindo segura com ele? — minha mãe perguntou, olhando nos meus olhos.
— Tô. Quer dizer... tô tentando. Eu só... às vezes me pego pensando nas coisas que vivi antes. — fui sincera. — Eu tento seguir em frente, mas tem dias que o passado fica martelando.
Meu pai se ajeitou na cadeira, coçando a barba.
— Isso é normal, filha. Coração não vira chave assim, do nada. Mas você fez o que achou melhor. Agora tem que cuidar de você e da sua filha. É isso que importa.
— Obrigada, pai. — sorri pequeno. — Eu precisava ouvir isso.
Minha mãe levantou e pegou uma pastinha que tava no balcão.
— Trouxe as fotos da ultrassonografia?
— Trouxe. — tirei o envelope da bolsa e entreguei a ela. — A médica disse que tá tudo perfeito. Coraçãozinho forte, tamanho certo. Já tô de quase seis meses.
— Olha só esse narizinho! — minha mãe mostrou pro meu pai. — Igualzinho o dela, olha!
— E esses pezinhos... Vai ser danada igual você era. Vai correr pela casa, subir no sofá, bagunçar tudo. — meu pai riu, com um brilho nos olhos.
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OBSESSÃO
General FictionTaehyung, um poderoso mafioso, sentia um vazio desde a morte de sua esposa. Ele tentou preencher esse vazio com dinheiro, poder e mulheres, mas nada parecia funcionar. Até que um dia seus olhos cruzaram com os de Louise, uma jovem com uma semelhança...
