Jimin
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Eu fiquei parado ali, sentado naquele quarto de maternidade.
Ela parecia tão frágil, uma coisa quase mágica. Eu não conseguia desviar o olhar. Era impressionante como uma pessoa tão pequena podia ser tão bonita. Era uma beleza tão pura que eu não tinha como não ficar hipnotizado.
Mas, ao mesmo tempo, uma parte de mim estava apavorada.
Eu podia ficar horas só olhando pra ela. Era estranho, porque eu não sou esse tipo de cara que se emociona fácil, mas ali, naquele momento, aquela pequena me desmontava.
Eu respirava fundo, tentando controlar a ansiedade que me invadia. Eu sabia que devia estar mais presente, mais ativo, mas estava travado. Parado, imóvel, pensando em tudo que tinha acontecido, em tudo que ainda ia acontecer.
De vez em quando a pequena mexia o braço, abria a mãozinha, fazia um barulhinho fraco.
— Calma, calma, não precisa chorar. Tô aqui.
Mas era só um sussurro, porque eu tinha medo de acordar ela de vez. Não queria que ela ficasse irritada comigo, sabe?
Às vezes eu pegava o celular no bolso pra olhar alguma mensagem da Louise, pra ver se ela já tinha voltado do banho, mas o que eu queria mesmo era ver a hora passar.
— Por que eu tô tão nervoso? — eu me perguntei baixinho. — Não devia ser tão difícil assim, né?
Mas era difícil. Muito difícil.
Eu não era o pai perfeito, não era nem perto disso. Eu só era eu.
Olhei pra pequena de novo.
— Ela é minha filha. Minha.
Era um pensamento simples, mas assustador demais.
Eu dei um passo pra frente, levantei devagar e me aproximei do bercinho. Meu coração disparou. Olhei pro rosto dela, tentei não respirar tão forte pra não assustar.
— Eu queria tanto pegar você no colo novamente. — falei baixo, pra ela não assustar. — Mas tenho medo de deixar você cair.
Eu ri de nervoso. Que pai é esse que tem medo de pegar a própria filha?
Fiquei ali, parado, me segurando pra não esticar a mão e puxar ela pra perto. Tinha vontade, de verdade. Queria sentir o cheiro dela, queria fazer carinho, queria mostrar que eu tava ali pra ela, pra sempre.
Mas eu não conseguia.
Voltei pra poltrona, sentei de novo.
— Vai lá, vai lá — falei pra mim mesmo, tentando me convencer. — Vai, só pega.
Mas a vontade morria na hora.
Fiquei olhando pro teto, pensando em tudo que tinha acontecido. No que eu podia ter feito melhor, no que eu tinha errado.
De repente, o choro fraco dela aumentou um pouco. Eu me assustei, fiquei tenso.
— Shhh... calma, não precisa chorar — eu sussurrei. — Eu tô aqui.
Respirei fundo e tentei relaxar.
Me lembrei de uma coisa que a enfermeira tinha falado mais cedo.
“Ela sente quando você tá nervoso.”
Eu queria ser forte pra ela, mas a verdade é que eu tava tremendo por dentro.
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OBSESSÃO
General FictionTaehyung, um poderoso mafioso, sentia um vazio desde a morte de sua esposa. Ele tentou preencher esse vazio com dinheiro, poder e mulheres, mas nada parecia funcionar. Até que um dia seus olhos cruzaram com os de Louise, uma jovem com uma semelhança...
