Jimin
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O garçom se afastou discretamente, deixando sobre a mesa a garrafa de vinho sem álcool e dois pratos cuidadosamente montados. Eu observei Louise por alguns segundos, em silêncio, enquanto ela ajeitava o guardanapo sobre o colo.
— Tá tudo bem? — perguntei, apoiando os cotovelos na mesa. — Parece distraída.
— Só tô cansada... aula hoje foi puxada — ela respondeu, com um sorriso leve, mas sem esconder o cansaço nos olhos.
— Imagino. Aprender uma língua nova grávida não é exatamente o sonho de toda mulher, né?
— Não é fácil — ela riu fraco. — Mas também não é impossível.
Eu dei um gole na taça, observando cada movimento dela. Estava linda, mesmo com as olheiras discretas e os ombros tensos. A gravidez tava começando a mudar o corpo dela. Leve, ainda, mas visível. Aquilo me dava um tipo estranho de prazer.
— Eu tava pensando em te propor uma coisa — falei devagar. — Mas antes, posso perguntar uma coisa?
— Pode — ela respondeu, pegando o garfo.
— Você se sente segura comigo?
Ela parou o garfo no ar e me olhou. Pensei que fosse hesitar. Mas ela respondeu:
— Me sinto, sim. Mesmo sem saber direito por quê.
Sorri com isso.
— Talvez porque, mesmo sem a gente entender tudo, a gente funciona bem. Você sabe que eu cuido de você. E do bebê.
— Eu sei...
— E você não precisa mais carregar nada sozinha, Louise. A gente pode ser... uma equipe. A gente já é.
Ela desviou o olhar. Eu percebi o nó na garganta dela se formando. Empurrei o prato de lado, inclinei um pouco o corpo pra frente.
— Eu sei que é muita coisa. Que tem lembranças que te doem. Que tem coisas que você não fala, nem pra mim. Mas eu tô aqui. Eu tô disposto a carregar junto. Até o peso que não é meu.
— Jimin... — a voz dela saiu embargada.
— Deixa eu terminar — pedi com calma. — Desde o dia que você apareceu lá naquela festa, assustada, um tanto perdida... eu senti que queria te proteger. Que precisava. E agora com essa menina vindo aí, eu só consigo pensar que quero fazer isso direito.
Ela abaixou os olhos. Ficou em silêncio por uns segundos.
— Você não acha tudo isso rápido demais? — ela perguntou, num sussurro.
— Claro que é rápido. Mas o que entre a gente não foi? Você acha que eu pedi pra me apaixonar por você no meio do caos? Que eu planejei me importar com uma mulher que era esposa do meu amigo?
Ela me olhou. Os olhos estavam vermelhos.
— Eu sei que não é simples — continuei. — Mas a gente já tá aqui. Construindo alguma coisa. Você mora na minha casa. Carrega um bebê que é meu.
Ela ficou calada de novo.
— Você sabe que não precisa estar apaixonada por mim hoje — acrescentei, abaixando o tom. — Só precisa estar disposta a tentar. A construir algo que seja nosso. Porque... eu não vou desistir de você. Nem do nosso filho.
— Ele ainda não tem nome — Louise murmurou.
— Então escolhe. A gente pode fazer isso juntos.
Ela sorriu com os lábios fechados. Foi nesse momento que tirei a caixinha do bolso. Coloquei em cima da mesa. Devagar.
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OBSESSÃO
General FictionTaehyung, um poderoso mafioso, sentia um vazio desde a morte de sua esposa. Ele tentou preencher esse vazio com dinheiro, poder e mulheres, mas nada parecia funcionar. Até que um dia seus olhos cruzaram com os de Louise, uma jovem com uma semelhança...
