LOUISE
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O dia amanheceu meio nublado, mas o sol insistia em aparecer entre as nuvens. Eu estava sentada à beira da cama com as mãos entrelaçadas sobre o colo, tentando controlar a respiração. Meu coração parecia estar numa maratona.
Era dia de pré natal. O segundo.
Já tinham se passado quatro semanas desde o primeiro ultrassom. Agora eu estaria com aproximadamente onze semanas. O tempo passava rápido, mas ao mesmo tempo parecia arrastar.
Jimin apareceu na porta do quarto com um sorriso tranquilo, camisa branca dobrada nos antebraços e um copo de suco na mão.
- Tomei a liberdade de fazer suco de laranja pra você. Natural, sem açúcar... ou melhor, com amor - disse, estendendo o copo pra mim.
Sorri, mesmo com o nervosismo me apertando por dentro.
- Obrigada. Eu nem consegui tomar café ainda, estou com um nó no estômago.
- É nervoso? - ele perguntou, se sentando ao meu lado. - Tá com medo da consulta?
Assenti, suspirando.
- Um pouco... sei lá. Eu só quero que esteja tudo bem.
Ele passou o braço pelos meus ombros com delicadeza.
- Vai estar. Nosso bebê tá crescendo direitinho. Eu sinto. Além disso, a Dra. Carolina é maravilhosa, né? Você vai sair de lá sorrindo, você vai ver.
Depois de me arrumar - escolhi um vestido longo confortável e leve -, fomos até a clínica. O trajeto de carro foi silencioso no começo. Jimin deixou música clássica tocando baixinho, talvez para me acalmar.
Chegamos com vinte minutos de antecedência. A recepcionista já me conhecia e sorriu ao me ver.
- Buongiorno, signora Louise. A dottoressa Carolina vai chamá-la em breve.
Sentamos na sala de espera. Jimin segurava minha mão entre as dele, passando o polegar suavemente sobre a minha pele.
- Tem ideia de como o bebê tá agora? - ele perguntou, curioso. - Tamanho, essas coisas?
- Pelo que li, deve estar do tamanho de um figo - falei, tentando não rir da comparação.
- Um figo... - ele murmurou, pensativo. - Já pensou, se for uma menina, a gente chama ela de Figuinha até nascer?
- Não, Jimin! - ri, dando um leve empurrão nele. - Coitada da criança.
- Só até nascer, depois a gente compensa com um nome lindo. Tipo... sei lá, Aurora?
Antes que eu pudesse responder, a porta se abriu.
- kim Louise? - a enfermeira chamou com aquele sotaque italiano delicado.
Me levantei com as pernas meio bambas e segui até a sala da Dra. Carolina, com Jimin logo atrás, todo empolgado.
- Olá, Louise - disse a médica, sorrindo com aquele jeito acolhedor de sempre. - Como você está hoje?
- Um pouco nervosa - confessei, me sentando na poltrona.
- Isso é completamente normal. Vamos fazer todos os exames de rotina, ver os batimentos, medir o útero, checar sua pressão e conversar sobre sintomas e alimentação. Vai ser tranquilo, prometo.
Ela se virou para Jimin, que estava em pé, curioso.
- E você é o pai, certo?
- Eu sou o... companheiro dela - ele respondeu, sorrindo e ajeitando a gola da camisa. - Mas posso assistir tudo, né?
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OBSESSÃO
General FictionTaehyung, um poderoso mafioso, sentia um vazio desde a morte de sua esposa. Ele tentou preencher esse vazio com dinheiro, poder e mulheres, mas nada parecia funcionar. Até que um dia seus olhos cruzaram com os de Louise, uma jovem com uma semelhança...
