O JOGO COMEÇA 3

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TAEHYUNG


Duas semanas se passaram desde aquela noite, e minha irritação só aumentava. Louise estava diferente. Mais distante.

Eu via nos olhos dela que algo mudara, como se uma nova força surgisse dentro dela, um desejo tolo de resistir a mim.

Resistir a mim? Louise era minha. Era patético ela sequer cogitar o contrário.

Cruzei os dedos sobre a mesa do meu escritório, encarando a tela do notebook, mas minha mente estava longe.

Cada detalhe de seu comportamento estava gravado em mim. Seu olhar evitava o meu com mais frequência, seus toques eram mais frios, e até sua voz parecia carregar uma ponta de desconfiança.

Louise não era boa em esconder suas emoções. E isso me deixava furioso.

Algo estava acontecendo.

Peguei meu telefone e disquei o número de Ji-hoon. Ele atendeu no segundo toque.

— Alguma novidade?

— Jimin tem passado muito tempo na cidade. Encontros casuais com Louise não são mais tão casuais.

Carla também tem feito visitas frequentes ao mesmo hotel onde ele se hospeda.

— Hã. — Um riso seco escapou dos meus lábios.

— Claro que sim.

Meus dedos tamborilaram contra a mesa. Eu sabia. Desde aquele momento na festa, eu sabia que Jimin tinha intenções sujas.

Ele podia fingir que era meu amigo, que tudo era apenas cortesia, mas eu via através dele.

Ele queria Louise.

Dois peçãos tentando me desafiar no meu próprio jogo.

— Quero cada movimento dele monitorado. Cada encontro, cada conversa, cada mensagem. Se ele respira ao lado dela, eu quero saber.

— Entendido.

Desliguei, soltando um longo suspiro.

Meu maxilar estava tenso, meus pensamentos cheios de cálculos e estratégias.

Louise poderia pensar que estava jogando. Mas eu não jogava para perder.

Levantei-me e saí do escritório, indo direto para o quarto.

Assim que abri a porta, a vi sentada na poltrona perto da janela. Vestia um vestido leve, o cabelo caindo em ondas sobre os ombros.

Parecia perdida em pensamentos.

— Pensando em quem, Louise?

Minha voz cortou o silêncio, e ela se sobressaltou levemente antes de virar o rosto para mim.

— O quê? N-Nada.

Sua voz traiu a mentira.

Caminhei até ela, abaixando-me ao seu lado, segurando seu queixo com firmeza, forçando-a a me encarar.

— Não minta para mim.

Ela piscou rápido, o olhar perdido entre medo e desafio.

Eu adorava essa dualidade nela. O medo que a fazia hesitar, a coragem que a fazia testar meus limites.

— Eu não estou mentindo.

Sua voz saiu baixa, quase um sussurro.

Passei o polegar devagar sobre seu lábio inferior, meus olhos analisando cada pequena reação de seu corpo.

Ela estava tensa.

E não era por desejo.

Era por culpa.

— Se houver algo que precise me contar, melhor que faça isso agora.

Ela engoliu em seco, mas permaneceu em silêncio.

Suspirei, soltando seu rosto e me levantando.

— Eu avisei, Louise.

Me afastei, pegando meu paletó e vestindo-o.

— Agora, eu mesmo vou descobrir.

Vi o pânico cruzar seu olhar antes que ela pudesse escondê-lo.

Sorri.

Afinal, eu sempre vencia.

Afinal, eu sempre vencia

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