Louise
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O sol tava quente, mas o vento deixava o fim de tarde agradável.
Eu empurrava o carrinho devagar pelo jardim da casa, observando as flores que o jardineiro tinha plantado na semana passada.
Haneul estava tranquila, o rostinho relaxado, a respiração leve.
De vez em quando, eu parava só pra olhar pra ela.
Aquela paz me fazia esquecer um pouco de tudo o que vinha acontecendo.
Era só eu e ela.
— Tá gostando do passeio, meu amor? — falei baixinho, ajeitando a mantinha.
Um dos empregados passou com uma mangueira, me cumprimentou de longe.
Sorri de volta, distraída, até ver outro vindo em minha direção, apressado.
Era o Jung, o mais novo da equipe.
— Senhora Park! — ele chamou, segurando algo nas mãos. — Me desculpa interromper, mas deixaram isso pra senhora lá na entrada.
Frontei o rosto.
— Pra mim?
— Sim, senhora. Um homem… ele tava de preto, capacete, moto preta também. Disse pra entregar direto nas suas mãos.
— E ele falou quem era? — perguntei, confusa.
— Não, senhora. Só disse que era importante. — Jung estendeu o pacote.
Peguei, estranhando o peso.
Era uma caixa marrom, sem remetente, só meu nome escrito em letras apressadas.
— Obrigada, Jung. — falei. — Pode voltar pro que tava fazendo.
Ele assentiu, respeitoso, e se afastou.
Fiquei parada um tempo, olhando pra caixa.
O silêncio do jardim parecia mais pesado de repente.
Senti um arrepio estranho.
— Vamos, meu amor. — murmurei, empurrando o carrinho de volta pra casa. — A mamãe precisa ver o que é isso.
Entrei pela sala, o chão frio contrastando com o calor de fora.
Chamei a babá, que veio rápido.
— Pode pegar ela um pouquinho pra mim, por favor? — pedi. — Acho que ela tá com sono.
— Claro, senhora. — a mulher respondeu, pegando Haneul com cuidado. — Vai descansar um pouco.
Assenti, mas a verdade é que não tinha descanso nenhum vindo.
Fui direto pro quarto, fechei a porta atrás de mim e sentei na beira da cama com o pacote no colo.
O som do pacote rasgando ecoou alto.
Dentro, um envelope cheio, com meu nome escrito de novo.
Abri devagar, as mãos tremendo sem entender o motivo. Várias folhas dobradas, algumas fotos soltas.
Peguei a primeira.
Congelou.
Era Jimin.
No carro dele.
Com Carla.
Senti o estômago virar. Peguei outra foto.
Os dois juntos, de novo.
Dessa vez num restaurante.
Em outra, ela entrando no prédio dele, o mesmo prédio onde ele dizia ter reuniões.
Abri as folhas seguintes.
Mensagens impressas, conversas de celular.
Frases que eu nunca imaginei ler.
“Ela nunca vai descobrir, relaxa.”
“O plano tá funcionando, Carla. Ela confia em mim.”
“O dinheiro tá pronto. Só falta o bebê nascer pra você sumir.”
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OBSESSÃO
General FictionTaehyung, um poderoso mafioso, sentia um vazio desde a morte de sua esposa. Ele tentou preencher esse vazio com dinheiro, poder e mulheres, mas nada parecia funcionar. Até que um dia seus olhos cruzaram com os de Louise, uma jovem com uma semelhança...
