LOUISE - Uma semana depois
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O despertador nem tinha tocado. Ainda eram 6 da manhã quando eu já estava de pé, mexendo no armário em busca de uma roupa simples, mas ajeitadinha. Uma calça jeans limpa, uma blusinha branca de tecido leve e o cabelo preso numa trança malfeita. Meu reflexo no espelho ainda carregava olheiras e aquele olhar distante... Mas pelo menos eu já estava conseguindo me arrumar sozinha sem desabar.
Me vesti em silêncio, tentando não fazer barulho. Jimin ainda dormia no quarto ao lado, ou talvez já tivesse saído pra academia. Ele era meio imprevisível com essas rotinas matinais.
Fui direto pra cozinha. A luz ainda meio amarelada da casa criava um certo aconchego. Abri o armário e peguei o pó de café. A água já estava fervendo. Joguei o pó no coador de pano — daqueles antigos, igual minha mãe usava — e o cheiro quente e amargo se espalhou pelo ambiente.
Enquanto o café passava, fui até o sofá, peguei minha bolsa e comecei a organizar minhas coisas. Carteira, o currículo impresso que eu tinha terminado de atualizar na noite anterior, uma caneta, batom, identidade, escova de cabelo. Só o essencial. Nada de peso.
Suspirei.
Peguei uma caneca branca com desenhos de peixes azuis — devia ser do Jimin — e enchi com o café recém-passado. Levei a caneca até a sacada do quarto e abri a porta de vidro devagar.
O ar lá fora estava friozinho. Um vento leve. A cidade começava a despertar. Lá no horizonte, o céu mudava de cor aos poucos... tons de laranja, rosado, um azul que ia se abrindo devagar.
Sentei no chão da sacada, puxando os joelhos pro peito, a caneca entre as mãos. E fiquei ali.
Pensando.
Tentando entender como minha vida virou esse caos em tão pouco tempo.
— Será que ele... me odeia tanto assim? — murmurei, como se a pergunta fosse pro vento.
Aquele dia ainda doía como se tivesse sido ontem. O olhar dele. As palavras... me jogando pra fora da nossa casa como se eu fosse uma qualquer. Como se tudo tivesse sido mentira.
E eu ainda o amava. Cada pedacinho do meu peito gritava isso. Só que agora, o que eu sentia era uma mistura absurda de amor, mágoa, vergonha... e uma necessidade quase desesperada de provar que eu não tinha feito nada.
— Eu vou limpar meu nome... — falei baixo, olhando pro céu que clareava. — Eu vou descobrir quem fez aquilo... quem armou tudo.
Porque foi uma armação. Eu sentia. Eu sabia. Não tinha como ser coincidência. Aquilo tudo foi muito bem pensado pra machucar... pra separar.
Respirei fundo. Um pouco mais forte.
— E antes de contar qualquer coisa pros meus pais... — tomei um gole do café, sentindo o amargo descer rasgando — ...eu vou ficar em pé de novo. Vou arrumar um trabalho, vou achar um lugar pra morar. Não vou aparecer chorando na porta de casa como se eu tivesse feito algo errado. Eu não fiz.
Meus olhos arderam, mas eu pisquei rápido. Não ia chorar. Não agora.
Tinha decidido que não ia mais depender da boa vontade de ninguém, nem mesmo da gentileza de Jimin — por mais que ele estivesse sendo incrível comigo. Ele me tratava bem, me respeitava, me deixava à vontade... mas essa história de ficar na casa dele não podia durar pra sempre.
Eu queria voltar a ser eu mesma. Sem precisar pedir abrigo. Sem sentir que estava ocupando espaço na vida de alguém.
— Você vai conseguir, Louise... — sussurrei pra mim mesma. — Você já passou por tanta coisa... essa vai ser só mais uma fase.
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OBSESSÃO
General FictionTaehyung, um poderoso mafioso, sentia um vazio desde a morte de sua esposa. Ele tentou preencher esse vazio com dinheiro, poder e mulheres, mas nada parecia funcionar. Até que um dia seus olhos cruzaram com os de Louise, uma jovem com uma semelhança...
