Louise
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— Isso aqui fica melhor aqui ou mais pro canto? — murmurei pra mim mesma, com a fita métrica pendurada no pescoço e o catálogo de decoração meio amassado na mão.
Estava no meio do quarto que logo, muito logo, teria um bebê morando nele. O berço ainda não tinha chegado, mas o tapete de algodão já estava esticado no chão.
As caixas com mantinhas dobradas, roupinhas que comprei sem gênero, bichinhos de pelúcia e fraldas estavam abertas. Os tons? Todos neutros: bege, off-white, verde menta, cinza claro.
— Eu queria colocar algo de cor... mas e se for menino? E se for menina? — suspirei, apoiando as mãos na lombar.
Minha barriga estava começando a pesar mais. Já não era possível disfarçar, e mesmo com os pés um pouco inchados e o sono que às vezes dava uma rasteira no meio da tarde, eu estava ali, firme, decidida a montar aquele quartinho com minhas próprias mãos.
Peguei uma das roupinhas. Um macacãozinho bege, com botões de madeira, algodão tão macio que dava vontade de abraçar. Passei os dedos devagar sobre ele... e então veio a lembrança. Como um raio, mas doce. Quente. Que doía.
"Um menino... com você eu queria ter dois. Imagina, dois moleques correndo pela casa, te chamando de mãe e me chamando de pai. Isso ia ser o auge da minha vida, Louise."
Ele tinha dito isso num sussurro, uma vez, numa madrugada qualquer.
Aquela voz... tão clara na minha mente.
Segurei a roupinha com mais força, sem perceber. A garganta deu um nó. Não sei se foi o hormônio, a lembrança, ou tudo junto, mas uma lágrima escorregou.
— Por quê, Taehyung? Por que você me deixou com saudade toda? — murmurei, limpando a bochecha com o dorso da mão.
— Amor? — a voz de Jimin me tirou do transe.
Virei rápido. Ele estava na porta, de camisa social dobrada nos cotovelos, relógio no pulso, um saco de pão de queijo numa mão e suco de uva na outra.
— Eu... — tentei disfarçar. — Tava só ajeitando umas coisas aqui. Oi.
Ele entrou devagar, fechando a porta atrás de si com o pé. Depositou os itens em cima da cômoda e me olhou com calma.
— Você tá chorando? — perguntou com a voz baixa, olhando minha expressão.
— Não é nada. Só... lembrei de umas coisas. Coisa de grávida, sei lá.
— Lembrou de quê?
— De antes. Do que eu achava que seria. Mas tá tudo bem. Só bateu um momento aqui — dei um meio sorriso, tentando mudar de assunto. — Comprou pão de queijo?
— Da padaria da esquina que você ama. Tava saindo na hora. Peguei o suco natural que você gosta também.
Ele caminhou até mim, olhou o quarto ao redor, depois olhou pra mim de novo. O olhar dele era sempre suave. Quase doce demais. Como se tivesse medo de me machucar só com o olhar.
— Quer sentar um pouco?
Assenti, exausta. Nos sentamos no tapete fofo, com as pernas cruzadas. Jimin abriu o saquinho e pegou um pão de queijo quentinho.
— Sabe o que eu acho? — ele disse, oferecendo um pra mim.
— Hm?
— Que esse quarto tá ficando lindo. E que nosso bebê vai ter tudo o que precisa aqui. Não importa se for menino ou menina, ele vai sentir amor.
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OBSESSÃO
General FictionTaehyung, um poderoso mafioso, sentia um vazio desde a morte de sua esposa. Ele tentou preencher esse vazio com dinheiro, poder e mulheres, mas nada parecia funcionar. Até que um dia seus olhos cruzaram com os de Louise, uma jovem com uma semelhança...
