Taehyung, um poderoso mafioso, sentia um vazio desde a morte de sua esposa. Ele tentou preencher esse vazio com dinheiro, poder e mulheres, mas nada parecia funcionar.
Até que um dia seus olhos cruzaram com os de Louise, uma jovem com uma semelhança...
Acordei cedo, e fui até a sala de jantar. Diana estava arrumando a mesa do café da manhã, mesno sem muita com fome, me sentei à mesa, pegando uma xícara de chá, quando ouvi os passos.
Meu marido entrou na sala e me deu um leve sorriso.
— Bom dia, Louise. — Ele disse, com a voz ainda rouca de sono.
— Bom dia, marido. — Sorri de volta, tentando esconder o nervosismo.
Fiquei quieta por um momento, observando-o servir seu café.
— O que tem pensado? — Ele perguntou, sem olhar para mim, mas eu percebi que ele queria saber se eu estava bem.
Eu respirei fundo antes de responder. Não queria parecer desesperada, mas precisava ser honesta.
— Eu... eu só estava pensando na nossa vida. — Respondi, mexendo na xícara. — Quero fazer algo mais. Quero... voltar a trabalhar, sabe? Não aguento ficar em casa o tempo todo sem fazer nada.
Ele me olhou, e colocou as mãos sobre a mesa. Seu olhar estava mais atento agora.
— Trabalhar? — Ele repetiu, como se estivesse tentando entender. — O que você quer fazer?
Eu me levantei da cadeira, fui até ele e coloquei uma mão no braço dele.
— Quero sentir que estou contribuindo, Taehyung. Não quero ser só sua esposa, como um troféu. Não é isso que eu imaginei para mim.
Ele me observou por alguns segundos, e então deu um sorriso de lado, um pouco cínico.
— Você acha que trabalhar vai mudar alguma coisa? — Ele perguntou, ainda sem entender.
— Sim. Eu sei que isso pode parecer bobo, mas eu preciso de algo mais. Não aguento ficar sem fazer nada, esperando o tempo passar. Eu... preciso sentir que estou no controle da minha vida também.
Ele suspirou, como se estivesse pensando.
Não demorou muito até ele finalmente falar.
— Está bem, Louise. Se você realmente quer isso... Eu vou permitir.
Olhei para ele, surpresa, mas também aliviada. Ele estava me dando uma chance.
Era agora ou nunca.
— Obrigada, amor. Eu prometo que não vou te decepcionar. — Falei, com um sorriso sincero.
Ele apenas assentiu, sem dizer mais nada, deu uma última olhada em mim antes de pegar a xícara de café e levantar e se afastar.
Não houve mais palavras, mas o silêncio parecia mais ameno agora.
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
TAEHYUNG
♧
Cheguei no escritório, ainda com a cabeça a mil. Louise me fez pensar. Por mais que eu tentasse ignorar, ela estava lá, esperando que eu a deixasse provar seu valor.
Algo que eu nunca gostei, mas parecia que dessa vez não tinha como negar.
Se ela queria isso, que tivesse. Agora era com ela.
Peguei meu celular e liguei para Ji-hoon.
— Senhor Kim? — Ele atendeu rápido, como sempre.
— Demite a gerente da boate. Prepare tudo para a nova gerente assumir amanhã. — A voz saiu de forma direta, sem mais explicações.
Queria que as coisas acontecessem do jeito que eu mandei, sem questionamentos.
— Entendido, senhor Kim. Vou dar ordens imediatas.
Eu desliguei sem mais palavras.
O celular vibrou novamente. Era uma chamada dela.
Carla...
Ignorei sem nem hesitar. Eu sabia o que ela queria, mas não queria esse jogo.
Não mais.
Olhei para a janela do meu escritório e vi a cidade lá fora. Eu estava cansado desse maldito ciclo de sempre querer mais.
"Vou dar uma chance a ela, ela terá um mês para provar que sabe fazer mru negócio funcionar."
— Senhor Kim, o senhor precisa revisar os relatórios da semana, como combinamos. — A voz de Ji-hoon interrompeu meu momento de reflexão. Nem o vi entrar.
— Pode deixar para depois. Só quero que as coisas com a boate estejam organizadas, Ji-hoon. — Minha voz estava seca, ele sabia que eu não estava de bom humor.
Ji-hoon ficou quieto por um momento, provavelmente processando as ordens.
— Claro, senhor Kim. Vou fazer o que for necessário.
Eu me recostei na cadeira e continuei a ignorar as chamadas de Carla. Não tinha espaço para ela nesse momento. Eu estava preocupado com a decisão que acabara de tomar.
Louise...
Talvez ela soubesse o que estava fazendo. Mas eu não queria me iludir. No fundo, eu sabia que ela estava se testando. E isso me incomodava.
O celular vibrou mais uma vez. Ignorando, mandei uma mensagem para Ji-hoon.
Ru: "Deixe tudo pronto. Quero que ela esteja pronta para assumir amanhã. Se ela não se adaptar em um mês, jogue-a na rua por justa causa, não hesite."
Minhas palavras foram diretas, sem espaço para dúvidas. Eu sabia o que estava em jogo, e ela também deveria saber.
A tensão estava no ar, e eu não sabia como o dia terminaria.
O que minha amada esposa faria?
Eu só queria ver até onde ela iria.
Ela queria poder? Eu daria.
Mas, ao mesmo tempo, me questionava se ela era realmente capaz de lidar com a responsabilidade. Ela deveria saber que não seria fácil, ela queria a chance de ser alguém além de um enfeite ao meu lado.
E essa chance... eu darei.
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.