Louise
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Acordei com a luz do sol batendo direto na minha cara. Merda, esqueci de fechar a cortina ontem à noite.
Abri os olhos devagar, ainda deitada de lado. Virei a cabeça. Jimin roncava baixo. Estava de barriga pra cima, a camiseta levantada até metade do peito, um dos braços estendido como se estivesse procurando por mim.
Saí da cama devagar pra não acordar ele. Nem respirei alto. Caminhei descalça até o banheiro.
Fechei a porta, fiz xixi, lavei o rosto, escovei os dentes. A água da pia tava gelada. Não tive coragem de tomar banho agora. Prendi o cabelo num coque frouxo, joguei água nas pontas só pra não parecer que dormi num barraco.
Voltei pro quarto e fui direto pro closet. Peguei uma calça de moletom, camiseta e uma blusa de botão por cima. Tava friozinho. Vesti tudo ali mesmo, de pé, sem fazer barulho.
Olhei de novo pra ele na cama. Continuava apagado.
— Dorme mais um pouco, folgado — falei baixo, só por falar.
Desci.
A casa estava silenciosa. O piso gelado sob os pés. Acendi a luz da cozinha. Eram seis e vinte da manhã. Já tava claro lá fora.
Abri a geladeira. Tinha ovos, frios, suco de laranja, iogurte, pão de forma, queijo minas. Peguei tudo.
Coloquei água no fogo pro café. Abri o armário, peguei a garrafa térmica, o coador, o pó. Fiz o café como ele gosta: forte, sem açúcar.
Enquanto a água esquentava, tostei os pães na frigideira com manteiga. Fritei dois ovos com gema mole. Fiz suco de laranja fresco com as frutas que estavam na fruteira.
Fui montando a mesa com calma. Dois pratos, dois copos, os talheres, guardanapos, tudo bonitinho. Cortei o queijo, botei as fatias num prato. Separei dois potinhos de iogurte.
A cozinha começou a cheirar bem. Café e manteiga. Lembrei da casa da minha mãe.
Olhei o relógio. Seis e cinquenta.
— Tá na hora de acordar ele.
Subi de novo. Dessa vez, entrei no quarto de propósito com barulho.
— Jimin.
Nada.
Cheguei perto da cama, cutuquei o ombro dele.
— Jimin, acorda. Café tá pronto.
Ele resmungou alguma coisa sem sentido. Virou pro lado.
— Tá pronto mesmo? — a voz rouca, sonolenta.
— Tá. Se demorar, vai esfriar.
— Só mais cinco minutos.
— Se eu deixasse você dormir mais cinco minutos toda vez que pede, a gente só ia levantar na hora do almoço.
Ele riu, ainda deitado.
— Então traz aqui, ué.
— Acorda, Jimin.
Dei um tapa leve no braço dele. Ele esticou os braços, se espreguiçando, com os olhos meio abertos.
— Tá bom, já tô indo.
— Tem suco fresco, ovo com gema mole e o café tá do jeito que você gosta.
— Hum... você me mima demais, sabia?
— Você que pediu isso. Casar, morar junto, tudo. Agora aguenta.
Ele sentou na cama, coçando os olhos.
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OBSESSÃO
General FictionTaehyung, um poderoso mafioso, sentia um vazio desde a morte de sua esposa. Ele tentou preencher esse vazio com dinheiro, poder e mulheres, mas nada parecia funcionar. Até que um dia seus olhos cruzaram com os de Louise, uma jovem com uma semelhança...
