Kim Taehyung
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Eu estava sentado na recepção da maternidade, com Louise ao meu lado. Ela segurava um copo de café, as duas mãos firmes, o olhar atento a cada enfermeira que passava.
O silêncio dela dizia muito. Estava curiosa, ansiosa pra ver o bebê, e eu… eu ainda tentava entender tudo o que tinha acontecido desde que Jimin me ligou.
Do nada, uma médica apareceu na porta do corredor. Fardada, máscara abaixada, expressão tensa.
— Senhor Kim Taehyung?
Me levantei na hora.
— Sou eu.
Ela se aproximou rápido, segurando uma prancheta contra o peito.
— O senhor é o responsável pela Senhora Carla certo?
— Sou, sim. O que houve?
A médica respirou fundo antes de continuar:
— Ela apresentou uma hemorragia grave há poucos minutos. Já estamos controlando o sangramento, mas é uma situação delicada. Vamos levá-la para uma cirurgia de emergência.
Louise arregalou os olhos, levando a mão à boca.
— Cirurgia? — perguntei, a voz falhando. — Mas ela estava bem… ela acabou de ter o bebê.
— Exatamente — respondeu a médica, mantendo o tom profissional. — A hemorragia começou depois da tentativa de amamentação. O corpo dela reagiu mal. Ela perdeu muito sangue em pouco tempo, mas estamos agindo rápido.
Silêncio.
O som dos passos no corredor, o cheiro forte de álcool hospitalar.
A médica continuou:
— O bebê está bem, senhor. Está no berçário, com a equipe neonatal.
Só de ouvir aquilo, algo dentro de mim apertou. Um alívio.
— Eu posso vê-lo? — perguntei, ainda tentando organizar os pensamentos.
— Pode sim. Mas antes, a Senhora Carla pediu pra vê-lo. Ela está acordada, e… — a médica hesitou — talvez seja melhor o senhor ir agora.
Olhei pra Louise.
Ela assentiu levemente, como se dissesse “vai”.
Deixei minha mão tocar a dela por um instante e fui atrás da médica.
O corredor era longo. Cada passo parecia mais pesado.
Quando cheguei na porta do quarto, o som das máquinas me atingiu. Carla estava pálida, com fios ligados em todos os lugares.
— Carla… — falei baixo, me aproximando.
Ela virou o rosto devagar, os olhos cansados, o rosto úmido de suor.
— Taehyung…
— Eu tô aqui. — sentei na beirada da cama e segurei a mão dela. — A médica me contou o que aconteceu. Você vai ficar bem, ouviu?
Ela riu fraco, sem humor.
— Não mente pra mim, por favor.
— Não fala assim. — pedi, apertando de leve a mão dela. — Você vai sair dessa.
Ela respirou com dificuldade.
— E o menino?
— Tá bem. Tá no berçário. Forte. Saudável.
Por um momento, os olhos dela se encheram de lágrimas.
— Ele é mesmo bonito?
— É. — respondi, com um meio sorriso. — Parece comigo.
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OBSESSÃO
General FictionTaehyung, um poderoso mafioso, sentia um vazio desde a morte de sua esposa. Ele tentou preencher esse vazio com dinheiro, poder e mulheres, mas nada parecia funcionar. Até que um dia seus olhos cruzaram com os de Louise, uma jovem com uma semelhança...
