Puro desejo

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TAEHYUNG


O dia tinha sido um inferno.

Eu mal sentia os dedos de tanto segurar aquele maldito alicate. O sangue nos meus sapatos já nem me incomodava mais.

Só queria um banho quente e o silêncio do meu quarto.

Quando empurrei a porta, encontrei o que me acalmava: Louise.

Ela estava encolhida do lado esquerdo da cama, a camisola fina desenhava seu corpo de um jeito quase provocador.

A luz fraca do abajur iluminava sua pele, deixando-a com um brilho sedutor. Era impossível não notar como ela parecia vulnerável, mas ao mesmo tempo cheia de intenção.

Soltei um suspiro pesado, tirei o paletó, depois a camisa. O cinto... tudo foi para o chão em silêncio. Entrei no banheiro e deixei a água escorrer pelos ombros, fria o bastante pra aliviar os músculos.

Mas não o suficiente pra apagar o desejo que me corroía por dentro.

Saí do banho apenas com a toalha, enxugando os cabelos com a mão. Caminhei até a cama sem pressa, parando ao lado dela.

— Louise. — chamei baixo, tocando seu ombro.

Ela se mexeu devagar, abrindo os olhos aos poucos.

— Tae...? — a voz dela era suave, sonolenta.

— Preciso de você.

Ela não perguntou o que tinha acontecido. Apenas se virou de frente pra mim e esticou os braços, me puxando para perto.

— Então me tenha... — murmurou, os olhos brilhando mesmo no escuro.

Soltei a toalha no chão e sentei ao lado dela. Puxei a alça da camisola com calma, os dedos traçando o caminho da renda sobre a pele.

Ela mordeu o lábio, e eu soube que ela também queria isso. Me inclinei, beijei o pescoço, arrastei os lábios até o queixo.

— Você não sabe a merda que foi meu dia — murmurei contra sua pele, minha voz grave ecoando no silêncio.

— Então deixa eu apagar tudo isso... — ela respondeu, deslizando a mão pelo meu peito até a nuca, me puxando para um beijo profundo.

A camisola caiu. Ela não usava nada por baixo.

Me deitei por cima, prendendo seus braços sobre a cabeça com uma das mãos. Minha respiração estava irregular, mas eu precisava controlar o momento. Precisava que ela sentisse o peso de quem eu era.

— Você é minha, Louise — sussurrei, roçando meu corpo contra o dela. — Não importa onde você vá ou o que faça... você sempre será minha.

— Sempre fui — ela respondeu, sua voz quase inaudível, mas carregada de entrega.

O beijo veio quente, descontrolado. Suas pernas envolveram minha cintura, e eu senti o calor dela me chamando, me provocando. Minha mão desceu pelo seu corpo, explorando cada curva com urgência.

— Diz que quer isso... — exigi, minha voz rouca contra seu ouvido.

— Eu quero... te quero... — ela gemeu, arqueando o quadril contra mim.

Não havia mais espaço para hesitação. Eu a preenchi com uma única estocada firme, e ela soltou um gemido abafado, suas unhas cravando nas minhas costas. Cada movimento era intenso, possessivo, como se eu quisesse marcá-la para sempre.

— Goza pra mim... amor — ordenei, minha voz autoritária enquanto aumentava o ritmo.

Seu corpo tremeu sob o meu, e ela obedeceu, entregando-se completamente.

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