Park Jimin
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Cheguei na maternidade com o coração meio acelerado. Eu devia estar feliz, né? Era o dia de levar a Louise e a Haneul pra casa. Mas, sei lá... eu tava tenso. Acho que era nervoso mesmo. Medo de fazer alguma besteira.
Respirei fundo antes de entrar. Segurei firme o buquê de flores que comprei no caminho e o pacote com a manta nova da Haneul. Era simples, mas foi o que consegui achar de última hora.
Assim que entrei no quarto, vi a Louise ajeitando as coisinhas da bebê numa mochila rosa claro. Ela tava de costas pra mim, com o cabelo preso daquele jeito bagunçado que ela faz quando tá concentrada. Sorri sozinho.
— Cheguei — falei, fechando a porta com o pé.
Ela virou rápido, com aquele sorrisinho cansado.
— Demorou, hein? Achei que tinha desistido da gente — brincou, mas dava pra ver que tava só o pó.
— Imagina — me aproximei e entreguei o buquê — Isso aqui é pra você. E essa manta é pra nossa princesa.
Ela sorriu de verdade dessa vez.
— Obrigada, Jimin. Cê sabe que não precisava, né?
— Eu sei. Mas eu quis.
Louise pegou a manta e dobrou direitinho, colocou na mala. Fiquei observando os detalhes. O quarto tava um caos organizado. Fraldas, roupinhas, mamadeiras, tudo ali meio empilhado, meio espalhado, como se uma pequena guerra tivesse acontecido ali nos últimos dias.
— A Haneul tá dormindo? — perguntei, procurando o bercinho com os olhos.
— Tá sim. Acabou de mamar. Tá ali, olha.
Fui até o bercinho. Meu coração deu aquele salto de novo. Ela tava tão pequena, enrolada num cobertor branco, com a boquinha entreaberta e a testa franzida. Uma careta linda, sabe?
— Parece contigo quando tá com fome — brinquei, sem tirar os olhos dela.
Louise riu baixinho.
— Para de bobeira e me ajuda a fechar essa bolsa.
Fui até ela e sentei na beirada da cama. Peguei a mochilinha da bebê e comecei a organizar do jeito que eu achava que era certo.
— A mãe foi pegar a papelada da alta — disse ela — A enfermeira falou que mais uns 10 minutinhos e a gente já pode ir.
— Cê tá bem mesmo pra ir? Não quer ficar mais um pouco?
— Não aguento mais esse quarto, Jimin. Eu só quero ir pra casa, tomar um banho decente e dormir na minha cama.
Assenti. Era justo. Esses dias foram intensos pra ela. Eu fiquei indo e voltando, mas ela não. Ficou ali o tempo todo.
Dei mais uma conferida nas coisas e encostei na parede, observando as duas. Haneul ainda dormia tranquila. Louise, mesmo com olheiras fundas, tava linda. Tinha algo diferente nela agora. Um brilho mais forte... ou talvez só um cansaço diferente. Não sei explicar.
— Vai devagar na escada, tá? — avisei, vendo ela levantar.
— Relaxa. Não tô tão frágil assim. Só pareço.
Ela foi até o bercinho e pegou a Haneul com uma delicadeza absurda. Era como se tivesse medo de quebrar ela.
— Quer que eu leve? — perguntei.
— Ainda não. Deixa eu curtir um pouco. Acho que vou sentir falta desse silêncio.
Ficamos ali alguns segundos em silêncio mesmo. Só olhando pra bebê. A porta se abriu devagar e a Erika entrou com os papéis na mão.
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OBSESSÃO
General FictionTaehyung, um poderoso mafioso, sentia um vazio desde a morte de sua esposa. Ele tentou preencher esse vazio com dinheiro, poder e mulheres, mas nada parecia funcionar. Até que um dia seus olhos cruzaram com os de Louise, uma jovem com uma semelhança...
