Kim Taehyung
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— Tira a venda dele. — minha voz foi seca.
Ji-hoon puxou a faixa preta dos olhos do cara amarrado na cadeira. Ele piscou rápido, tentando entender onde tava.
— Olha pra mim. — me aproximei. — Sabe quem eu sou?
— S-Senhor Kim... eu... eu—
— Responde. Sim ou não.
— Sim... sim, senhor.
— Então você sabe que se tá aqui, é porque fez merda.
— Eu... eu posso explicar.
— Não quero explicação. Quero a verdade.
— Eu não roubei! Juro por Deus!
Suspirei fundo. Sentei de frente pra ele. Olhei nos olhos.
— Tá achando que eu sou quem, porra? Um otário? — bati a mão na mesa de metal, fazendo ele se assustar. — O contêiner da China chegou com 22 pacotes a menos. Quer que eu finja que foi erro da alfândega?
— Eu só fiz o que o Jinho mandou... foi ele que... que disse pra desviar um pouco da carga. Pra ajudar a pagar a polícia.
— Jinho tá morto desde semana passada.
O silêncio dele me deu a resposta.
— Então você mentiu. E ainda por cima jogou a culpa num homem morto.
Levantei. Tirei o paletó e joguei sobre a bancada.
— Ji-hoon, faca.
Ele me entregou a menor. Fina. Precisa. Boa pra arrancar coisas.
— P-Por favor... eu tenho família... filho pequeno...
— E acha que isso me importa?
Passei a lâmina devagar no rosto dele. Só o suficiente pra cortar superficial. Um filete de sangue desceu. Ele tremeu.
— Você sabe quantos homens tentaram fazer o que você fez?
— Não...
— Nenhum deles respira hoje.
Abaixei até ficar na altura do ouvido dele.
— E sabe por quê?
Ele ficou em silêncio. Tremendo.
— Porque eu não perdoo traição. Nem meia traição. Nem intenção de traição.
Fiquei de pé de novo.
— Ji-hoon, corta o dedo indicador.
— Qual mão?
— A que escreve.
Ji-hoon puxou com firmeza. A faca desceu. O grito foi imediato, rasgando o silêncio do galpão.
— AAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHH!
O dedo caiu no chão. O sangue jorrou. Ele gritava, esperneava, cuspia.
— Cala a boca. — falei, impaciente.
Peguei uma toalha e limpei o sangue da faca. O cheiro tava ficando forte.
— Você tem duas opções agora. — olhei sério. — Ou me entrega os nomes de quem tá nessa com você, ou o próximo vai ser o olho.
Ele chorava, babava, mas não falava nada.
— Um olho. Só um. — repeti, olhando pro Ji-hoon.
Ji-hoon olhou pra mim, esperando certeza. Confirmei com a cabeça.
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OBSESSÃO
Ficción GeneralTaehyung, um poderoso mafioso, sentia um vazio desde a morte de sua esposa. Ele tentou preencher esse vazio com dinheiro, poder e mulheres, mas nada parecia funcionar. Até que um dia seus olhos cruzaram com os de Louise, uma jovem com uma semelhança...
